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Move Brasil injeta R$ 1,9 bilhão em crédito e acelera a renovação da frota de caminhões no país

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Governo intensifica renovação da frota com quase R$ 2 bilhões liberados

O programa Move Brasil, lançado pelo Governo Federal para modernizar a frota de caminhões do país, já ultrapassou R$ 1,9 bilhão em crédito aprovado no primeiro mês de operação, segundo informações oficiais divulgadas pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante evento em Guarulhos (SP).

O valor representa quase 20% do total previsto de R$ 10 bilhões da iniciativa, que combina recursos do Tesouro Nacional e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Programa Move Brasil: estímulo à economia e sustentabilidade

Criado para substituir veículos antigos e estimular as vendas do setor, o Move Brasil tem como objetivo apoiar caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas de transporte na aquisição de caminhões novos ou seminovos mais eficientes. O programa também busca reduzir emissões de carbono, melhorar a segurança nas estradas e fortalecer a logística nacional.

O movimento ocorre após um período de retração nas vendas do setor, que registrou quedas expressivas em 2025 e no início de 2026, reforçando a necessidade de medidas de incentivo e crédito acessível.

Condições financeiras e critérios de acesso

O programa conta com R$ 10 bilhões em crédito total, sendo R$ 6 bilhões provenientes do Tesouro Nacional e o restante via BNDES. Desse montante, R$ 1 bilhão é destinado exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperados.

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As linhas de financiamento contemplam veículos novos e seminovos (a partir de 2012), desde que cumpram requisitos ambientais. As taxas de juros são competitivas, partindo de 12,7% ao ano para autônomos e 11,8% ao ano para transportadoras, podendo ser ainda menores em casos de substituição de veículos antigos.

Os financiamentos podem chegar a R$ 50 milhões por beneficiário, com prazo máximo de cinco anos e carência de até seis meses. Todas as operações contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que assegura até 80% do valor financiado.

Impacto inicial e adesão em todo o país

Nos primeiros 30 dias, o Move Brasil já beneficiou transportadoras e caminhoneiros de todas as regiões do país, com 1,7 mil veículos financiados. O ticket médio das operações foi de R$ 1,1 milhão, de acordo com dados do governo federal.

Além de renovar a frota, o programa contribui para o aumento da eficiência energética, redução de custos com combustível e diminuição de emissões de poluentes — pontos centrais da política industrial verde do governo.

Governo e indústria destacam resultados positivos

Durante o evento em Guarulhos, Geraldo Alckmin ressaltou a importância do crédito para fortalecer o transporte rodoviário e apoiar o agronegócio, um dos principais usuários da malha logística nacional.

“O Brasil tem uma safra recorde e um volume histórico de exportações. Para escoar essa produção, precisamos de caminhões modernos e eficientes. A redução da taxa de juros foi essencial para destravar o crédito”, afirmou o vice-presidente.

Representantes da indústria automotiva, como Christopher Polgorski, CEO da Scania, reforçaram que o programa tem impacto direto na geração e manutenção de empregos:

“Cada vaga direta na produção representa outros seis empregos indiretos no setor de transporte e serviços”, destacou.

Perspectivas e continuidade do Move Brasil

O Governo Federal informou que o Move Brasil não possui prazo de encerramento fixo. O programa seguirá vigente até que o teto de R$ 10 bilhões em crédito seja alcançado. Após a utilização total dos recursos, o desempenho e os resultados do programa serão avaliados para uma possível ampliação.

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A expectativa do Ministério do Desenvolvimento é que a iniciativa ajude a reaquecer a indústria de caminhões, fortaleça o transporte de cargas e promova a sustentabilidade ambiental, consolidando o Brasil como referência na renovação de frota e transporte limpo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Indústria da borracha precisa acelerar execução de soluções para ganhar competitividade global, aponta estudo da Fiesp

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A indústria brasileira de artefatos de borracha já mapeou com clareza seus principais gargalos e oportunidades, mas ainda precisa avançar na transformação de diagnósticos em ações concretas para ampliar sua competitividade. A avaliação foi apresentada por Albino Fernando Calantuono, especialista em Competitividade e Tecnologia da Fiesp, durante a Expobor 2026 e a Pneushow 2026, eventos de referência do setor na América Latina.

Importações pressionam mercado e ampliam desafios da indústria nacional

De acordo com o levantamento apresentado, o setor enfrenta forte concorrência de produtos importados, que já representam cerca de 43% de penetração no mercado brasileiro.

Além disso, a cadeia produtiva convive com entraves estruturais, como o elevado custo de produção no país — o chamado “Custo Brasil” —, a ausência de uma política industrial de longo prazo e a concorrência crescente de materiais substitutos, especialmente os plásticos.

O estudo também aponta que 18,4% dos produtos de borracha são destinados ao setor automotivo, enquanto a maior parte das empresas do segmento é composta por pequenos e médios negócios.

China lidera exportações e amplia disputa global

No cenário internacional, a China se destaca como principal player global, liderando praticamente todas as categorias de produtos de borracha comercializados pelo Brasil e respondendo por 18,4% das exportações mundiais do setor.

O Brasil, por outro lado, ocupa a 30ª posição no ranking global de exportadores, com participação de apenas 0,7%.

Segundo Calantuono, apesar do cenário desafiador, há espaço para expansão da indústria brasileira.

“A China está praticamente no quintal do Brasil quando observamos o mercado latino-americano. Ela lidera em escala, competitividade e capacidade produtiva. Mas isso não significa que o Brasil não tenha espaço”, destacou.

Oportunidade está em inovação, sustentabilidade e economia circular

O especialista defende que o reposicionamento da cadeia da borracha brasileira deve passar por inovação tecnológica e estratégias sustentáveis.

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Entre os caminhos apontados estão soluções de menor pegada de carbono, maior valor agregado e práticas de economia circular, como reaproveitamento de resíduos e desenvolvimento de materiais inovadores.

“O Brasil possui uma oportunidade única de reposicionar sua cadeia com soluções sustentáveis e customizadas, que podem se tornar diferenciais competitivos importantes”, afirmou.

Calantuono também defendeu a criação de instrumentos regulatórios e políticas públicas para fortalecer o setor.

“A indústria da borracha precisa de uma política tecnológica e industrial consistente para competir em igualdade de condições com o mercado internacional”, completou.

Senai amplia investimentos em capacitação e inovação no setor

Durante o evento, instituições do Sistema S apresentaram iniciativas voltadas à qualificação profissional e ao desenvolvimento tecnológico da indústria da borracha.

O Senai-SP anunciou a implantação de um laboratório de elastômeros no Distrito Tecnológico de São Bernardo do Campo (SP), com início de operação previsto para 2027. O projeto contará com 14 equipamentos de alta tecnologia e investimento estimado em R$ 10 milhões.

Segundo Fernanda Moreira, coordenadora técnica de Novos Negócios do Senai-SP, a estrutura atenderá diferentes segmentos industriais.

“A meta é atender aplicações de alta performance em pneus, indústria automotiva, construção civil, aeroespacial, médico-hospitalar e calçadista, com desenvolvimento de projetos de P,D&I”, afirmou.

Além disso, o Senai-SP está destinando cerca de R$ 3 milhões para capacitação profissional, com 14 cursos voltados ao setor, em formatos presenciais, in company e, futuramente, EAD.

Senai-RS busca ampliar participação da borracha em projetos de inovação

O Senai-RS também destacou iniciativas para expandir a presença da indústria da borracha em seus projetos de pesquisa e desenvolvimento.

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Segundo Jordão Gheller Jr., gerente de Operações do Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros, atualmente apenas 15% dos 29 projetos em andamento envolvem elastômeros.

O painel foi complementado por ações de formação profissional conduzidas por Sandro Lima Bernieri, voltadas à qualificação na área de polímeros.

Novas tecnologias reforçam sustentabilidade e eficiência produtiva

A Arena do Conhecimento da Expobor e da Pneushow 2026 também apresentou inovações tecnológicas voltadas à indústria da borracha.

Entre os destaques, Jason Silva, da Retilox, apresentou sistemas de cura com peróxidos atóxicos, com menor uso de insumos, maior produtividade e reciclabilidade total dos resíduos pós-cura. A tecnologia também reduz emissões de compostos orgânicos voláteis (VOC), contribuindo para a saúde ocupacional e a economia circular.

Já Guilhermo Spangenberg, da Cabot Corporation, apresentou o CGX 1000, um novo tipo de negro de carbono com até 30% de carbono recuperado, desenvolvido para apoiar empresas na redução das emissões dos escopos 1, 2 e 3 do Protocolo GHG.

Indústria precisa reforçar foco no cliente e adaptação ao mercado

Encerrando o ciclo de palestras, o consultor Sérgio Luís Patzlaff, da STG Consultoria Empresarial, destacou a importância da leitura de mercado e da conexão com o cliente como fatores decisivos para a competitividade.

Segundo ele, muitas empresas acabam direcionando esforços para questões internas, em detrimento das demandas externas.

“A empresa não está perdendo cliente, está desistindo de vê-los. A reconexão começa dentro da organização”, afirmou.

O especialista reforçou ainda que a atenção aos clientes em risco deve ser prioridade estratégica, já que a perda de relacionamento pode ser irreversível.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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