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Monitoramento Digital Preverá Aumento da Infestação de Spodoptera e Bicudo do Algodão

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O monitoramento digital de pragas tem se consolidado como uma ferramenta essencial para aumentar a produtividade, reduzir impactos ambientais e otimizar o uso de defensivos agrícolas no Brasil. Utilizando a tecnologia Arc™ farm intelligence, da FMC, a ferramenta monitora mais de 6 milhões de hectares no país, auxiliando os agricultores na prevenção e controle de infestações que podem comprometer a safra. Em um levantamento recente, o Arc™ identificou o aumento na pressão das pragas Spodoptera frugiperda e bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), alertando os produtores para os riscos na safra 2024/2025.

De acordo com Piero Castro, gerente de Agricultura de Precisão da FMC, o monitoramento revelou um pico no número de mariposas de Spodoptera frugiperda, com até seis insetos por armadilha por dia, um aumento significativo em relação à safra anterior, quando o máximo registrado era de dois. “O período entre outubro e dezembro, com altas temperaturas e chuvas, favorece a proliferação dessa praga. Isso deixa o produtor em alerta, permitindo um manejo mais eficiente”, destaca Castro.

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O Arc™ farm intelligence permite uma previsão precisa da pressão das pragas, com taxa de acerto superior a 90%, o que possibilita um manejo mais assertivo. “Com essas informações, o produtor consegue antecipar o controle, evitando que as pragas causem danos significativos”, afirma Castro.

Outro alerta importante vem do aumento do bicudo-do-algodoeiro no Cerrado, que pode devastar até 90% de uma lavoura. As armadilhas indicaram que a pressão dessa praga nesta safra já é superior à do ano passado, com risco de intensificação em novembro. A rápida proliferação do bicudo é preocupante, pois um único casal pode gerar milhões de descendentes em apenas 20 dias. O monitoramento contínuo da plataforma permite ao agricultor identificar as áreas mais afetadas e adotar as medidas de controle no momento e local adequados.

Para abranger o vasto território agrícola brasileiro, o Arc™ farm intelligence expandiu sua área de monitoramento em 2024, com foco em estados como Mato Grosso, Maranhão, Tocantins, Piauí e São Paulo. Com 6 milhões de hectares monitorados, a plataforma cobre agora 50% do monitoramento global.

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A plataforma oferece funcionalidades importantes, como a previsão da pressão das pragas e a predição da população de insetos, além de disponibilizar dados climáticos regionais em parceria com a IBM. A tecnologia patenteada identifica imediatamente a praga na armadilha e fornece análises detalhadas para embasar as decisões do produtor rural, garantindo um manejo mais eficiente e sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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