AGRONEGÓCIO

Moderno agronegócio brasileiro

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De lá para cá o cenário no campo transmutou-se em uma velocidade ímpar, provavelmente sem paralelo na História Mundial. Em 2023, o valor bruto da produção (VBP) atingiu 1,216 trilhão de reais (US$ 240 bilhões) (bit.ly/3uv5CKp). Em 2022, as exportações de produtos agropecuários – com destino a mais de 200 países – totalizaram US$ 159 bilhões, versus meros US$ 17 bilhões em importações, gerando um saldo líquido de US$142 bilhões. (bit.ly/3szWiVl).

No total as exportações brasileiras atingiram 335 bilhões e as importações US$ 273 bilhões (bit.ly/3sH0uT0). Assim, o agronegócio respondeu por 47,5% das exportações, 6,2% das importações e pela totalidade do saldo positivo da balança, além de cobrir US$ 80 bilhões do déficit de outros setores da economia. Portanto, se hoje o Brasil pode importar máquinas, medicamentos e bens de consumo, se podemos viajar para o exterior sem restrições, agradeça ao agronegócio, o grande carreador de divisas da economia brasileira.

Um livro para ler e reler

O Brasil rural: novas interpretações, é um livro que será lançado no primeiro trimestre de 2024, tendo como organizadores Maria Thereza Pedroso, Zander Navarro e Marlon Brisola, sendo os dois primeiros pesquisadores da Embrapa e Brisola professor da UnB. O livro trata de diversos temas, porém ressalte-se a abordagem relativa à constatação factual da superação do passado agrário e o estabelecimento de um padrão de acumulação de capital, que consagra o capitalismo no campo, a exemplo do que ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos.

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À guisa de exemplo do conteúdo do livro, cite-se a análise da relação entre o crédito tomado pelos empresários rurais e o valor da produção, contido em um texto liberado antecipadamente por um dos autores. De acordo com os dados disponíveis, ocorreu um crescimento dos valores do crédito rural, em menor ritmo entre 1995 (R$ 30 bilhões) e 2011 (R$ 125 bilhões), seguido por uma rápida aceleração nos últimos 13 anos, de forma a atingir R$ 300 bilhões em 2023. Isso demonstra cabalmente o apetite da agropecuária empresarial por mais financiamentos, visando a sua expansão.

Já a relação entre o crédito rural empresarial (CRE) e o valor bruto da produção (VBP) inicia com uma queda no final dos anos noventa, resultado da estabilização monetária decorrente do Plano Real, seguida do aumento acelerado da produtividade total de fatores (PTF) da produção no campo.

Produtividade, o segredo

Pelo exposto, verifica-se que o crescimento expressivo da PTF nos últimos 25 anos, levou a produção total e seu valor de mercado a crescerem muito mais do que os investimentos, pela métrica do crédito rural empresarial. Desde a safra de 2005, a relação entre os dois indicadores (crédito e VBP) apresenta tendência de queda, alcançando em 2022 a proporção de 37%. Destarte, plasma-se a constatação de uma “quase automática e vigorosa máquina de produção de riqueza” (na expressão dos autores do livro), com extraordinários efeitos de sinergia que garantem que o resultado final, em termos de produção, produtividade e valor é muito maior do que o somatório das partes – ou seja, os valores dos insumos, máquinas e outros produtos adicionados à produção e revelados pelos dados de investimentos realizados.

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Essa é a nova face do agronegócio brasileiro, pujante, desenvolvimentista e sustentável, o pilar de sustentação da economia brasileira, não apenas pela geração intrínseca, mas pelo benefício que o efeito irradiador da geração de riquezas do agronegócio proporciona aos demais setores da economia brasileira.

Por Décio Luiz Gazzoni, pesquisador da Embrapa, membro do Conselho Científico Agro Sustentável e da Academia Brasileira de Ciência Agronômica

Fonte: CCAS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Limpeza de praças e parques integra rotina de manutenção urbana em Cuiabá

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A limpeza e a conservação de praças e parques de Cuiabá seguem um cronograma permanente executado pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb). Na região central, onde há maior circulação de pessoas, os serviços são realizados de forma mais frequente, mas as ações também se estendem a bairros e espaços públicos de diferentes regiões da capital.

De acordo com o diretor técnico de Resíduos Sólidos da Limpurb, Guilherme Henrique Vinhal Caldas, a manutenção das praças da área central é realizada por meio de um plano de trabalho que contempla serviços como capina, roçagem e varrição. Segundo ele, todas as praças localizadas dentro do perímetro da Avenida Miguel Sutil integram esse planejamento operacional. No entanto, a execução dos serviços ocorre conforme cronograma estabelecido para cada local, enquanto a manutenção diária é concentrada na região central, especialmente no Centro Histórico e áreas circunvizinhas.

“Dentro do plano de trabalho, estão todas as praças do perímetro da Miguel Sutil. Só que essas praças não são feitas diariamente. As que são feitas diariamente são as da região central: Centro Histórico e regiões circunvizinhas. O trabalho nessa área acaba sendo um pouco mais intenso devido ao fluxo de pessoas, que é muito maior”, explicou.

Nas demais regiões da cidade, a Limpurb mantém equipes fixas em pontos considerados estratégicos e também desenvolve cronogramas por grandes áreas. Nas últimas semanas, os serviços contemplaram bairros como Boa Esperança, Santa Rosa e Despraiado, entre outros.

Na prática, as equipes realizam atividades como roçagem, capina, varrição, pintura de meio-fio e recolhimento de resíduos. A encarregada Edinalva Souza Ferreira informou que uma das equipes responsáveis pela manutenção das praças conta com 16 trabalhadores e atuou recentemente em espaços públicos como as praças Alencastro, Clóvis Cardoso, Rachid Jaudy e Santos Dumont, na região central.

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Segundo ela, além da rotina diária de manutenção, mutirões são realizados nos fins de semana para reforçar os serviços em áreas que apresentam maior demanda.

Conservação também alcança parques

Durante a apuração, equipes da reportagem encontraram trabalhadores da Limpurb atuando no Parque das Águas, um dos espaços de lazer mais frequentados da cidade. No local, a manutenção é realizada por uma equipe fixa de 15 pessoas, responsável pela limpeza das vias, banheiros, lixeiras, poda de vegetação e acompanhamento das condições da iluminação.

O encarregado do parque, Jailson César da Silva, destaca que um dos principais desafios enfrentados pelas equipes é o descarte inadequado de resíduos, especialmente copos e garrafas deixados próximos ou dentro do lago.

“Pedimos a colaboração da população para que utilize as lixeiras e ajude a manter o parque limpo”, afirmou.

Frequentadores percebem melhorias

Entre comerciantes, trabalhadores e usuários dos espaços públicos, a avaliação predominante é de que a conservação das áreas públicas tem apresentado avanços nos últimos anos.

A comerciante Estela Neves de Arruda, que possui um estabelecimento próximo à Praça Clóvis Cardoso, afirma que a limpeza influencia diretamente a movimentação de pessoas e a imagem da região.

“A higiene é importante para qualquer segmento. No nosso caso, que trabalhamos com alimentação, faz diferença”, disse. Para ela, a ampliação da segurança pública complementaria as melhorias observadas.

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O entregador Querubim Salomão, que trabalha na região da Praça Popular, relata que percebe manutenção frequente nos espaços públicos. Segundo ele, a situação atual difere da realidade observada anos atrás, quando algumas áreas apresentavam sinais de abandono.

Já a vendedora Victória Gabrieli avalia que a conservação contribui para aumentar a sensação de segurança. “Quando o espaço está limpo e movimentado, a sensação é de que não está abandonado”, comentou.

Na Praça Clóvis Cardoso, o vigilante Francisco Figueiredo também destaca a importância da manutenção para receber estudantes e frequentadores da biblioteca comunitária instalada no local. “O fluxo de pessoas é grande. É importante que a praça esteja em condições de receber o público”, observou.

Espaços limpos incentivam o uso pela população

A percepção positiva também foi registrada entre frequentadores do Parque das Águas. O estudante Pedro Henrique Silva de Anunciação afirma que encontra o local limpo sempre que o visita e considera a conservação um fator importante para atividades de lazer, exercícios físicos e convivência social.

“O ambiente limpo dá mais conforto para quem vem passear, andar de bicicleta ou praticar atividade física”, disse.

A manutenção contínua das praças e parques faz parte da estratégia de conservação dos espaços públicos da capital. Enquanto as equipes seguem o cronograma de limpeza em diferentes regiões da cidade, gestores e trabalhadores reforçam a necessidade da participação da população para preservar os locais e reduzir o descarte inadequado de resíduos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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