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Missão de Fruticultores do Vale do São Francisco Celebra Sucesso na Fruit Atração São Paulo

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Balanço Positivo e Perspectivas Promissoras

Os 18 produtores rurais, integrantes da missão comercial liderada pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR) e o Sebrae, junto com representantes das empresas Santa Felicidade, Ara Agrícola, Grand Valle e a cooperativa Coopexvale, destacaram o sucesso do evento. Considerado o maior do setor de fruticultura da América Latina, a Fruit Atração São Paulo proporcionou uma plataforma valiosa para os participantes.

Pedro Fitipaldi, produtor do núcleo 4 do projeto de segurança Senador Nilo Coelho, enfatizou a importância da missão: “Podemos apresentar nossos produtos, abrir novos mercados, ter acesso a consultorias e participar de debates sobre pesquisa, inovação, produção orgânica e tecnologia aplicada na fruticultura.”

Da mesma forma, Márcio Amorim, representante comercial da Coopexvale (Coopex), ressaltou a ampla rede de contatos proporcionada pela feira, que contou com a presença de 300 marcas de representantes comerciais, expositores, atacadistas, varejistas e produtores de diversos países e estados do Brasil.

Oportunidades de Negócios e Intercâmbio de Conhecimento

Gledson Antonio, analista do Sebrae no Sertão do São Francisco, destacou o papel fundamental da instituição na expansão dos negócios dos participantes: “O papel do Sebrae foi possibilitar o acesso a novos mercados por meio das rodadas de negócios e da rede com várias empresas.”

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Além disso, a Fruit Atrações São Paulo proporcionou um importante intercâmbio de saberes e experiências, oferecendo oportunidades de atualização em áreas como organização da produção interna, trâmites logísticos, alfandegários e fitossanitários, como enfatizou Jailson Lira, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR).

Destaque do Vale do São Francisco na Fruticultura Nacional

O Vale do São Francisco é reconhecido como o maior polo fruticultor do Brasil, especialmente na produção de manga e uva. Os municípios de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) lideram esse setor, com números expressivos de exportação. Na última safra, em 2023, as exportações dessas frutas geraram respectivamente US$ 312 milhões (R$ 1,5 bilhão na cotação atual) e US$ 178,8 milhões (R$ 883,2 milhões), conforme dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

A participação dos fruticultores do Vale do São Francisco na Fruit Atração São Paulo não apenas fortaleceu os laços do setor, mas também reforçou a posição de destaque do Brasil na produção e exportação de frutas a nível mundial.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil importa 73% das vacinas contra doença fatal no gado

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O Brasil colocou no mercado 9,98 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em agosto, mas quase três em cada quatro vieram do exterior. Os dados mostram que a oferta mensal se manteve próxima de 10 milhões de doses, enquanto a produção nacional perdeu participação e aumentou a dependência das importações para proteger os rebanhos.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 7,30 milhões de doses disponibilizadas no mês passado foram importadas, o equivalente a 73,16% do total. As fábricas brasileiras forneceram 2,68 milhões de doses, ou 26,84%.

Em julho, haviam sido colocadas no mercado 10,16 milhões de doses, das quais 60,31% eram importadas. Na passagem de um mês para o outro, a oferta total diminuiu 1,7%, mas a produção nacional caiu aproximadamente 34%. As importações cresceram 19% e sustentaram o abastecimento.

O balanço não significa necessariamente que as vacinas chegaram de forma regular a todas as regiões. O número divulgado pelo governo corresponde às doses liberadas para comercialização, e não à quantidade efetivamente vendida, distribuída em cada Estado ou aplicada nos animais.

O acompanhamento mensal começou depois de uma escassez registrada no início do ano. Fabricantes interromperam a produção e a comercialização de imunizantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026, reduzindo a oferta em um mercado já concentrado. Desde então, o governo passou a acelerar a análise de lotes importados e a negociar com as empresas a ampliação da produção.

As clostridioses não são uma única doença. O nome reúne diferentes enfermidades provocadas por bactérias do gênero Clostridium e, principalmente, pelas toxinas produzidas por esses microrganismos. Entre as mais conhecidas estão o botulismo, o carbúnculo sintomático, chamado no campo de manqueira, a gangrena gasosa, a enterotoxemia e o tétano.

Essas bactérias conseguem formar esporos resistentes, que permanecem por longos períodos no solo, na água, em restos de animais e no ambiente das propriedades. Em determinadas condições, os microrganismos se multiplicam ou produzem toxinas que atingem o sistema nervoso, os músculos ou o aparelho digestivo dos animais.

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No botulismo, a toxina provoca paralisia progressiva, dificuldade para caminhar e engolir e, nos casos graves, parada respiratória. A contaminação pode ocorrer pelo consumo de água ou alimento impróprio e pelo contato com restos de animais em pastagens, silagens ou suplementos.

O carbúnculo sintomático atinge principalmente bovinos jovens e bem alimentados. A doença provoca febre, dificuldade de locomoção e inchaço dos músculos. A evolução é muito rápida e a mortalidade pode se aproximar de 100%. Em muitas ocorrências, o animal é encontrado morto antes que o produtor perceba sinais claros.

A enterotoxemia está associada à produção de toxinas no intestino e pode surgir após mudanças bruscas na alimentação, especialmente em sistemas intensivos. O tétano e a gangrena gasosa estão relacionados à contaminação de ferimentos, inclusive aqueles provocados por procedimentos de manejo.

As clostridioses geralmente não se espalham entre os animais da mesma forma que uma virose altamente contagiosa. O risco está na presença dos agentes no ambiente e na dificuldade de tratamento. Como a evolução costuma ser rápida, a vacinação preventiva é considerada a principal forma de controle.

O prejuízo começa com a morte do animal, mas não termina nela. O produtor perde o valor investido em genética, alimentação, medicamentos, mão de obra e tempo de criação. Também pode ter gastos com diagnóstico, descarte da carcaça, atendimento veterinário e revisão do manejo sanitário e nutricional.

Pelos preços atuais, um bezerro vale cerca de R$ 3,4 mil. Um bovino terminado com 18 arrobas pode superar R$ 6,2 mil, considerando a cotação do boi gordo próxima de R$ 347 por arroba. Em confinamentos, a perda inclui ainda toda a alimentação consumida até o momento da morte, o que torna o prejuízo maior conforme o animal se aproxima do abate.

Levantamentos realizados em confinamentos colocam as clostridioses entre as principais causas sanitárias de mortalidade. Em propriedades sem vacinação adequada, surtos de botulismo ou manqueira podem atingir vários animais em poucos dias e comprometer o resultado de um lote inteiro.

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Não existe uma estimativa oficial consolidada do prejuízo anual provocado por essas doenças em todo o País. O impacto nacional ocorre pela soma das mortes nas propriedades, da menor produção de carne e leite e do aumento das despesas sanitárias. Diferentemente da febre aftosa, as clostridioses não costumam provocar o fechamento generalizado de mercados internacionais, mas reduzem a eficiência econômica da pecuária.

Com um rebanho de aproximadamente 238 milhões de bovinos, além de milhões de ovinos e caprinos que também podem ser imunizados, o Brasil precisa de oferta contínua. Uma única aplicação nem sempre completa a proteção. Animais vacinados pela primeira vez geralmente precisam de dose inicial e reforço, conforme a idade, o produto utilizado e a orientação do médico-veterinário.

Por isso, não é possível comparar diretamente as quase 10 milhões de doses liberadas em agosto com o tamanho total do rebanho e concluir que o volume é suficiente ou insuficiente. A necessidade varia ao longo do ano e depende do histórico de vacinação, da categoria animal e dos riscos presentes em cada propriedade.

A retomada das importações reduziu o risco imediato de falta, mas a queda da produção nacional mantém o setor exposto a atrasos logísticos, oscilações cambiais e problemas nos países fornecedores. O desafio agora é garantir que a oferta permaneça regular e chegue às regiões pecuárias antes de ocorrerem falhas nos calendários de imunização.

O Mapa informou que trabalha com a indústria para ampliar a fabricação no País, viabilizar as importações e acelerar a fiscalização e a liberação dos produtos. Para o produtor, a orientação é não substituir ou adiar o protocolo por conta própria e procurar o médico-veterinário responsável para definir a vacina e o calendário adequados ao rebanho.

Fonte: Pensar Agro

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