AGRONEGÓCIO

Ministros Fávaro e Haddad debatem cenário da produção agrícola no Brasil

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Em reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na tarde da última quinta-feira (22), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, apresentou o cenário e as perspectivas da produção agrícola brasileira, especialmente em relação à safra de soja e milho.

Devido ao impacto das mudanças climáticas, com estiagens em determinadas regiões e chuvas intensas em outras, a atual safra de grãos sofre com perdas de produtividade e os impactos dos preços das commodities e do custeio da produção.

“Devemos ter um ano de pouca renda no campo, aliado a isso, problemas climáticos em todo o Brasil que demandam atenção e medidas a serem adotadas pelo Governo Federal para manter a estabilidade do setor, bem como o crescimento da economia e a geração de empregos. É importante ressaltar que não existe crise no setor. Tivemos um superávit na balança comercial de quase U$ 12 bilhões em janeiro e estamos atentos à produção para que ela continue se desenvolvendo com estabioidade”, detalhou Fávaro.

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vem fazendo o acompanhamento da safra, que atualmente está em aproximadamente 30% da colheita, e elaborando propostas em tempo real, conforme se apresenta o desempenho da produção.

No dia 30 de janeiro, Fávaro apresentou as primeiras projeções do cenário da agropecuária nacional de 2024 para Haddad e, desde então, o Mapa vem trabalhando conjuntamente com o Ministério da Fazenda para o estudo das propostas a serem apresentadas.

Defesa Agropecuária

Outro assunto discutido durante o encontro foi a reestruturação das carreiras da Defesa Agropecuária. As reivindicações da categoria apresentam impactos orçamentários e estão sob avaliação do Ministério da Gestão e Inovação dos Serviços Públicos (MGI). No entanto, Fávaro ponderou a Haddad a importância da interlocução entre as pastas.

Fonte: MAPA

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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