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Ministro Haddad Sinaliza Aumento na Projeção do PIB para 2024 Acima de 2,5%

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira que o governo planeja revisar em breve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024, atualmente estimada em 2,5%. Haddad fez a declaração durante um evento promovido pela Warren Investimentos, realizado em São Paulo, no qual participou virtualmente.

“A economia está em crescimento este ano, e em breve devemos revisar a previsão de crescimento para além dos 2,5% estipulados pela Secretaria de Política Econômica”, afirmou Haddad. No mês anterior, o ministro já havia sinalizado a possibilidade de uma revisão para cima das projeções, mas os parâmetros macroeconômicos do ministério foram mantidos em 2,5%, após atualização. Haddad mencionou que, na ocasião, solicitou cautela à equipe técnica, mesmo diante de indicadores econômicos favoráveis.

Atualmente, o relatório Focus do Banco Central, que compila as expectativas do mercado para os principais indicadores econômicos, aponta uma previsão de alta de 2,20% para o PIB em 2024.

Durante o evento, Haddad fez um balanço das ações do governo Lula na esfera econômica, destacando o compromisso com o equilíbrio fiscal. “O Congresso nos deu suporte para aprovar quase todas as medidas necessárias para retomar o equilíbrio fiscal”, ressaltou, mencionando que a única exceção foi a reoneração da folha de pagamento.

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O ministro enfatizou a necessidade de superar a dinâmica dos últimos anos, marcada por elevados gastos, baixa arrecadação e crescimento modesto. Segundo Haddad, o governo atual não está aumentando impostos para quem já contribui nem criando novos tributos. “As despesas estão sendo controladas conforme o novo arcabouço fiscal”, explicou, destacando também o desafio de recompor a receita perdida com a desoneração e com o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), prorrogado pelo Congresso até o fim de 2026.

Por fim, Haddad reiterou a importância da reforma tributária, que está em fase de regulamentação. “Depois de 40 anos aguardando uma reforma tributária digna, nosso sistema tributário estará entre os melhores do mundo”, declarou o ministro. Ele acredita que a reforma terá um impacto significativo na economia, especialmente no aumento da produtividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

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EUA e Irã avançam em acordo temporário para conter conflito e estabilizar mercados globais

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Os Estados Unidos e o Irã avançam nas negociações para um acordo temporário e limitado que pode interromper o conflito em andamento entre os dois países. A proposta, segundo fontes diplomáticas, não representa um tratado de paz definitivo, mas sim uma estrutura provisória voltada à suspensão das hostilidades e à estabilização regional.

O entendimento em construção ocorre em meio a forte volatilidade nos mercados globais, com impacto direto sobre o petróleo, o câmbio e as cadeias logísticas internacionais — fatores que também afetam o agronegócio, especialmente em custos de insumos e fretes.

Acordo parcial deve priorizar cessar-fogo e segurança marítima

O esboço do acordo prevê um memorando de curto prazo com foco em três etapas principais:

  • Encerramento formal do conflito armado;
  • Estabilização da navegação no Estreito de Ormuz;
  • Abertura de uma janela de 30 dias para novas negociações mais amplas.

A proposta evita, neste primeiro momento, a resolução definitiva das principais divergências entre Washington e Teerã, especialmente relacionadas ao programa nuclear iraniano e ao controle de urânio enriquecido.

Estreito de Ormuz é ponto estratégico e influencia mercados globais

O possível avanço nas negociações já provocou reações imediatas nos mercados financeiros. A expectativa de reabertura e normalização do Estreito de Ormuz — rota essencial para o transporte global de petróleo — impulsionou bolsas internacionais e pressionou para baixo os preços do barril.

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O canal marítimo é considerado um dos principais gargalos logísticos do comércio global de energia, e qualquer instabilidade na região tende a refletir diretamente no custo de combustíveis, fertilizantes e transporte internacional.

Mercado financeiro reage com alta e petróleo recua

Com o aumento das expectativas por um acordo, os mercados globais registraram valorização das bolsas e queda nos preços do petróleo. Investidores apostam que uma eventual redução das tensões pode diminuir o risco de interrupções no fornecimento global de energia.

Para o setor do agronegócio, o movimento é relevante, já que oscilações no petróleo impactam diretamente:

Custo do diesel no transporte de grãos;

  • Preço de fertilizantes importados;
  • Logística de exportação via portos.
EUA e Irã mantêm divergências sobre programa nuclear

Apesar do avanço nas tratativas, ainda há impasses significativos. O principal ponto de divergência segue sendo o programa nuclear iraniano, incluindo o destino de estoques de urânio enriquecido e possíveis limites às atividades nucleares do país.

Autoridades envolvidas nas negociações afirmam que o acordo em discussão não resolve essas questões de forma definitiva, funcionando apenas como uma etapa intermediária para evitar uma escalada militar.

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Lideranças adotam discursos distintos sobre acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou tom otimista em relação ao avanço das negociações, afirmando que um entendimento é “possível” e pode ocorrer rapidamente.

Já autoridades iranianas demonstram cautela e ceticismo. Representantes do governo de Teerã afirmam que ainda analisam a proposta e criticam o formato do acordo, classificando-o como incompleto diante das demandas do país.

Impactos indiretos no agronegócio e comércio global

Embora o conflito esteja distante geograficamente do Brasil, os efeitos são sentidos de forma indireta pelo agronegócio, principalmente por meio da volatilidade no petróleo e no transporte marítimo internacional.

Especialistas apontam que qualquer redução na tensão geopolítica tende a trazer maior previsibilidade aos mercados, fator essencial para o planejamento de exportações e custos logísticos no setor agroindustrial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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