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Ministro Carlos Fávaro destaca apoio da FPA no combate à gripe aviária e defende criação de Fundo Sanitário Nacional

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu nesta terça-feira (20) com parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para discutir ações de combate à gripe aviária. Durante o encontro, Fávaro elogiou a atuação conjunta entre governo e setor produtivo e ressaltou a robustez do sistema sanitário brasileiro.

Sistema sanitário brasileiro é referência mundial, afirma ministro

Fávaro destacou que a ausência de casos graves da doença no Brasil por tanto tempo é resultado da eficiência do sistema de defesa sanitária, que atua de forma integrada entre os governos federal, estadual, municipal e o setor privado.

“Esse vírus circula no mundo há anos. Não é coincidência que o Brasil tenha se mantido sem casos por tanto tempo. Isso é fruto de um sistema sanitário robusto. A eficiência do sistema brasileiro é muito grande”, pontuou.

Parceria com o Congresso Nacional

O ministro agradeceu o apoio dos parlamentares da FPA, destacando o papel do Congresso Nacional na aprovação de medidas que fortalecem a sanidade animal e vegetal no país.

“É uma oportunidade de contar com o apoio em temas relevantes para o sistema sanitário brasileiro. O Brasil é uma referência mundial nesse setor”, afirmou.

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Proposta de criação do Fundo Nacional Sanitário

Entre as medidas apresentadas por Fávaro, está a proposta de criação de um Fundo Nacional Sanitário, que deve ser votado em breve pelo Congresso. O fundo tem como objetivo indenizar produtores afetados por crises sanitárias e unificar recursos já existentes em estados e associações privadas.

“Temos estados com fundos sanitários, associações privadas com fundos próprios, e é possível unir tudo isso em um grande fundo nacional”, explicou o ministro.

Fávaro também enfatizou a importância do fundo como ferramenta para conter surtos rapidamente, evitando prejuízos maiores para os produtores.

Fundo para pagamento de horas extras a servidores

Outra proposta debatida foi a criação de um fundo específico para custear horas extras de servidores públicos em momentos de emergência. Segundo o ministro, a atual legislação impede esse tipo de remuneração, o que dificulta a logística em casos de surtos sanitários.

“Em situações de crise, há abates extras e necessidade de transporte de animais para outros frigoríficos. O servidor público, no entanto, não pode receber hora extra. A saída é um fundo para compensações”, justificou.

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Comparativo com os Estados Unidos evidencia eficácia brasileira

Fávaro comparou os números da gripe aviária no Brasil e nos Estados Unidos para ilustrar a eficiência do sistema nacional. Segundo ele, enquanto os EUA registraram recentemente o abate de 700 mil e, em outro caso, 1,95 milhão de aves, o Brasil totalizou apenas 17 mil aves abatidas.

“Isso demonstra a eficácia do nosso sistema”, afirmou.

Reforço no quadro de auditores fiscais

O ministro anunciou ainda que solicitará a nomeação de novos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs) para fortalecer ainda mais o sistema de defesa agropecuária do país.

“Hoje será feita a solicitação para a nomeação de novos profissionais”, concluiu.

A reunião reforçou a importância da união entre Executivo e Legislativo na preservação da sanidade agropecuária brasileira e na rápida resposta a emergências como a gripe aviária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de urucum impulsiona pequenas propriedades

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A colheita do urucum avança nas principais regiões produtoras do país com preços entre R$ 12,50 e R$ 15 por quilo das sementes. No noroeste do Paraná, onde a produtividade pode chegar a 1,5 tonelada por hectare, a regularidade das chuvas favoreceu as lavouras depois de dois ciclos prejudicados pela seca.

Nas áreas de melhor desempenho, a combinação entre produtividade e preço representa uma receita bruta potencial de R$ 22,5 mil por hectare. O valor não desconta os gastos com implantação, adubação, manejo, mão de obra, colheita e beneficiamento das sementes.

O Brasil ocupa a liderança mundial na produção de urucum. Levantamento do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), elaborado com dados de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estimou uma colheita nacional de 13,6 mil toneladas, equivalente a aproximadamente 57% da produção global naquele ano.

São Paulo concentra o principal polo produtor do país, especialmente na Nova Alta Paulista. Municípios localizados entre Tupã e Panorama têm parte da economia agrícola ligada à cultura. Na região, a safra principal ocorre entre junho e agosto, com preços atuais entre R$ 12,50 e R$ 13 por quilo.

No Paraná, o cultivo comercial ganhou espaço a partir da década de 1980 e encontrou condições favoráveis nos municípios do noroeste. A combinação entre solo arenoso, elevada luminosidade e temperaturas adequadas permitiu o desenvolvimento da atividade, principalmente em pequenas propriedades.

A colheita paranaense começa em março nas áreas mais precoces, atinge o maior volume entre junho e julho e pode seguir até setembro. A estimativa consolidada da produção regional deverá ser conhecida em outubro, depois do encerramento dos trabalhos nas lavouras.

Levantamentos locais indicam produtividade entre 800 e 1.500 quilos de sementes por hectare, dependendo da variedade, da idade das plantas, dos tratos culturais e das condições climáticas. A melhora dos preços também estimulou a retomada dos investimentos em adubação e manutenção das áreas.

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A maior parte dos agricultores utiliza as variedades Piave tradicional e Piave anão. A primeira forma árvores de maior porte. A segunda apresenta plantas mais baixas, característica que facilita o acesso às cápsulas e reduz o esforço necessário durante a colheita.

Segundo especialistas, o porte das plantas é um fator importante principalmente nas propriedades que dependem de mão de obra familiar. A uniformidade da maturação e a disposição dos galhos também interferem na velocidade da colheita e no aproveitamento das sementes.

O urucum tem espaço em áreas nas quais a produção de soja ou milho em grande escala encontra limitações econômicas e operacionais. Em propriedades de até dez hectares, a cultura pode complementar a renda obtida com a pecuária leiteira e outras atividades.

A colheita é semimecanizada. As cápsulas são retiradas dos galhos e encaminhadas para equipamentos que fazem a separação das sementes. O processo ainda exige participação considerável de trabalhadores, o que torna o custo e a disponibilidade de mão de obra pontos importantes no planejamento.

Os frutos do urucuzeiro são cápsulas revestidas por espinhos maleáveis. Em seu interior ficam as sementes cobertas por um pigmento avermelhado utilizado na fabricação de colorau e de corantes naturais.

A bixina, principal pigmento extraído das sementes, abastece sobretudo a indústria de alimentos. A substância é empregada na coloração de queijos, embutidos, massas, molhos, bebidas, sorvetes, doces e outros produtos.

A matéria-prima também possui aplicações nas indústrias cosmética, química, têxtil e de vernizes. A procura por corantes de origem natural ajuda a sustentar o mercado, mas a remuneração depende da qualidade das sementes e do conteúdo de pigmento.

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O teor de bixina é um dos principais critérios avaliados pela indústria. Sementes com maior concentração proporcionam melhor rendimento no processamento, o que aumenta a importância da escolha da variedade e do manejo correto da lavoura.

Pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico (IAC), ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), buscam desenvolver plantas que reúnam porte reduzido, maior produtividade, elevado teor de bixina e resistência às principais doenças.

Entre os problemas acompanhados está o oídio, doença identificada pela formação de uma camada esbranquiçada nas folhas. Quando não controlada, pode reduzir a capacidade de desenvolvimento das plantas e afetar o potencial produtivo.

Os estudos também avaliam espaçamento, arquitetura das plantas, adaptação regional e diversidade genética. O instituto mantém um banco de germoplasma com 378 genótipos, utilizados na seleção de materiais com características de interesse dos agricultores e da indústria.

Por ser uma cultura perene, o urucum exige planejamento de longo prazo. A implantação das mudas deve ser feita preferencialmente entre a primavera e o verão, quando o período chuvoso favorece o crescimento inicial.

Antes de iniciar o cultivo, o produtor precisa avaliar a existência de compradores, a distância até as unidades de beneficiamento e a disponibilidade de trabalhadores. Ao contrário das grandes commodities, o urucum possui um mercado mais restrito e depende de canais comerciais organizados.

A produtividade elevada e os preços próximos de R$ 15 por quilo melhoram as perspectivas desta safra. Para as pequenas propriedades, a cultura representa uma alternativa de diversificação, mas o resultado depende de assistência técnica, qualidade das sementes, eficiência na colheita e segurança na comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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