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Minerva Foods e Rumin8 comprovam redução de até 50% nas emissões de metano em gado Nelore no Brasil

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A Minerva Foods, líder na exportação de carne bovina na América do Sul, e a empresa australiana de tecnologia climática Rumin8 divulgaram os resultados de um estudo inédito no Brasil que comprova a eficácia de aditivos alimentares na redução das emissões de metano em bovinos. A pesquisa, conduzida em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), também identificou ganhos relevantes em eficiência produtiva.

Redução expressiva de metano e ganho de eficiência alimentar

O estudo, com duração de 120 dias, avaliou bovinos Nelore em condições que simulam confinamentos comerciais brasileiros. Os animais que receberam o aditivo alimentar apresentaram redução de 50,4% nas emissões de metano entérico, um dos principais gases de efeito estufa da pecuária.

Além do impacto ambiental, os resultados mostraram melhora de 5% na eficiência de conversão alimentar, indicando que os animais passaram a aproveitar melhor a dieta consumida.

Outro dado relevante foi a redução da intensidade de emissões por ganho de peso: de 77,2 g/kg para 39,6 g/kg, praticamente metade do índice observado no grupo controle.

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Impacto climático e validação internacional

Ao longo do experimento, a tecnologia permitiu uma redução estimada de 29,8 toneladas de CO₂ equivalente, reforçando o potencial da solução para mitigar os impactos ambientais da produção pecuária.

Os resultados estão em processo de verificação independente por empresas especializadas em certificação de carbono agrícola, como Athian e FoodChain ID, o que pode ampliar a credibilidade e viabilizar a adoção em larga escala.

Metodologia simula realidade do confinamento brasileiro

A pesquisa envolveu dois grupos de bovinos Nelore machos. Um deles, com 80 animais em baias individuais, permitiu mensuração precisa do consumo e das emissões. Já o segundo grupo, com 200 animais em baias coletivas, simulou condições reais de produção em escala comercial.

Durante o período, os animais foram alimentados com dieta típica de terminação em confinamento no Brasil, composta por 12% de volumoso e 88% de concentrado, com predominância de milho moído.

O monitoramento incluiu controle diário da ingestão alimentar e avaliações periódicas de ganho de peso, garantindo robustez científica aos resultados.

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Inovação posiciona pecuária brasileira na agenda climática global

Segundo especialistas envolvidos, o aditivo testado se posiciona entre as estratégias mais promissoras já avaliadas para mitigação de metano na pecuária.

A Diretoria de Sustentabilidade da Minerva Foods destaca que a iniciativa reforça o papel da inovação e da integração entre indústria, ciência e tecnologia no enfrentamento dos desafios climáticos do setor.

Já a Rumin8 avalia que os resultados obtidos no Brasil representam um passo estratégico para a expansão da tecnologia em um dos maiores mercados pecuários do mundo.

Sustentabilidade aliada à produtividade no campo

A iniciativa evidencia que é possível alinhar redução de emissões com ganhos produtivos, um dos principais desafios da pecuária moderna.

Com o Brasil detendo o maior rebanho bovino comercial do mundo, soluções como essa tendem a ganhar protagonismo na agenda do agronegócio, contribuindo para uma produção mais eficiente, competitiva e ambientalmente responsável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Planejamento sanitário na equinocultura garante desempenho, saúde e longevidade dos cavalos no Brasil

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O Brasil possui cerca de 5,7 milhões de equinos e ocupa a quarta posição no ranking mundial, atrás apenas de China, México e Estados Unidos. O dado reforça a importância econômica e produtiva da equinocultura no país e evidencia a necessidade de estratégias cada vez mais estruturadas para garantir saúde, desempenho e longevidade dos animais.

Nesse contexto, o planejamento sanitário se consolida como um dos principais pilares da equinocultura moderna. Mais do que ações pontuais, ele representa a organização contínua de protocolos de manejo, fundamentais para assegurar previsibilidade e eficiência produtiva ao longo do ciclo dos animais.

Manejo sanitário estruturado é base da produtividade

O calendário sanitário equino reúne práticas essenciais como vacinação preventiva, controle parasitário (vermifugação), manejo de ectoparasitas, acompanhamento reprodutivo, exames periódicos e monitoramento clínico constante.

A aplicação correta desses protocolos reduz riscos sanitários, melhora o bem-estar animal e contribui diretamente para o desempenho esportivo e reprodutivo dos equinos.

Segundo especialistas do setor, a ausência de planejamento pode gerar falhas na proteção do rebanho, aumento da incidência de doenças e perdas produtivas relevantes.

Disciplina e constância definem resultados na equinocultura

Na prática, o desempenho dos cavalos depende diretamente da constância no manejo. Assim como a força e a energia são características naturais da espécie, é a disciplina no cuidado diário que transforma potencial em resultado produtivo.

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A analogia também é feita com referências culturais, como ciclos do calendário oriental, em que força e intensidade precisam ser direcionadas para gerar estabilidade e equilíbrio — lógica que se aplica diretamente ao manejo sanitário equino.

Planejamento reduz riscos e melhora eficiência produtiva

A adoção de protocolos bem definidos permite que propriedades rurais reduzam a ocorrência de enfermidades, otimizem recursos e alcancem maior eficiência zootécnica.

De acordo com a Gerente de Produtos de Equinos da Zoetis Brasil, Patrícia Nobre, o planejamento sanitário é decisivo para o sucesso da atividade.

“O planejamento permite antecipar riscos e garantir que o animal esteja protegido em todas as fases da vida. Não se trata apenas de tratar doenças, mas de construir uma base sólida de prevenção”, afirma.

Farmácia da Pecuária reforça gestão estratégica no campo

O conceito de Farmácia da Pecuária vem ganhando espaço na equinocultura moderna ao propor uma gestão mais organizada de medicamentos e insumos veterinários dentro das propriedades.

A estratégia envolve planejamento de estoque, definição de protocolos sanitários, organização de calendários de aplicação e acompanhamento técnico contínuo, garantindo mais eficiência e segurança no manejo dos animais.

Sustentabilidade e bem-estar ganham destaque no setor

A evolução da equinocultura também passa pela adoção de práticas sustentáveis e responsáveis. Nesse sentido, certificações como a Fair4Them reforçam o compromisso com o bem-estar animal, o uso racional de medicamentos e a adoção de boas práticas de produção.

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Esse movimento fortalece a transparência do setor e atende às exigências crescentes do mercado por produção mais sustentável e tecnificada.

Saúde animal impacta diretamente produtividade e custos

O planejamento sanitário não apenas melhora a saúde dos equinos, como também impacta diretamente a produtividade da atividade. Animais mais saudáveis apresentam melhor desempenho, menor incidência de doenças e maior longevidade, reduzindo custos com tratamentos emergenciais e perdas produtivas.

Com apoio técnico e uso adequado de tecnologias e soluções veterinárias, o setor avança para um modelo de gestão mais eficiente e orientado por dados, fortalecendo a tomada de decisão no campo.

Prevenção como estratégia de longo prazo

Mais do que reagir a problemas, a equinocultura moderna adota uma abordagem preventiva, baseada em organização, consistência e planejamento. Esse modelo transforma o manejo sanitário em ferramenta estratégica para garantir resultados sustentáveis ao longo do tempo.

Com mais de 70 anos de atuação no setor, empresas como a Zoetis reforçam o suporte técnico e o desenvolvimento de soluções voltadas à construção de protocolos sanitários eficientes, contribuindo para o avanço da equinocultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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