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Minas Gerais se torna foco de recuperações judiciais em 2026 e evidencia pressão sobre empresas do agro e da indústria

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Cresce o número de pedidos de recuperação judicial no estado

Minas Gerais tem registrado um aumento significativo nos pedidos de recuperação judicial, colocando o estado no radar nacional das crises empresariais. Entre os três primeiros trimestres de 2025, 1.032 empresas mineiras recorreram à recuperação judicial, um crescimento de 23% em relação a 2024 (792 empresas).

O número supera a média nacional, que teve alta de 6,4%, com 5.285 pedidos registrados em todo o país, segundo o Monitor RGF de Recuperação Judicial. Entre o segundo e o terceiro trimestre de 2025, Minas Gerais apresentou ainda um aumento de 8% nos pedidos, refletindo a pressão contínua sobre empresas que lidam com margens apertadas, crédito caro e dívidas de longo prazo.

Setor agropecuário e agroindustrial é um dos mais afetados

O agronegócio e a agroindústria mineira aparecem entre os segmentos com maior participação proporcional em pedidos de recuperação judicial. No terceiro trimestre de 2025, foram registrados 59 pedidos no setor agrícola, segundo dados da Serasa Experian.

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Empresas que cresceram nos últimos anos com base em financiamentos, CPRs, contratos de fornecimento e operações de barter enfrentam agora restrições de liquidez, devido à volatilidade de preços de commodities como café e soja, aumento de custos operacionais e gargalos logísticos.

Um exemplo recente envolve um grupo do agronegócio mineiro com quase R$ 895 milhões em dívidas, incluindo empresas como Vitória Agronegócios Ltda e AG&F Agropecuária, cujo pedido de recuperação judicial foi deferido pela Justiça na região noroeste do estado.

Efeito dominó atinge cadeias de suprimento locais

O aumento das recuperações judiciais impacta diretamente fornecedores, transportadoras, cooperativas e prestadores de serviços, ampliando o risco de novas dificuldades econômicas na região.

“Quando uma empresa entra em crise, toda a cadeia produtiva sente o efeito. É essencial que o empresário adote medidas preventivas, caso contrário o impacto se espalha rapidamente”, alerta o advogado Eliseu Silveira, especialista em reestruturação e recuperação judicial.

Recuperação judicial como ferramenta estratégica

Silveira reforça que recorrer à recuperação judicial não é necessariamente um sinal de fracasso, mas muitas vezes uma estratégia para proteger o caixa, reorganizar dívidas e preservar operações.

“O problema é buscar ajuda apenas quando a crise já se instalou. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de reorganização efetiva”, destaca.

O cenário evidencia a importância de planejamento jurídico-financeiro, análise preventiva de riscos, revisão de contratos e renegociação estruturada de passivos, especialmente em um ambiente de crédito restrito e custos elevados.

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Pressão sobre empresas de médio porte e cadeias intensivas em capital

Minas Gerais concentra empresas de médio porte com elevada dependência de cadeias produtivas que exigem capital intenso. Esse perfil torna o estado particularmente sensível às flutuações de crédito e custos operacionais, destacando a necessidade de gestão estratégica e prevenção de riscos para garantir a sobrevivência empresarial e a estabilidade econômica regional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Governo de Minas entrega mais de mil kits de irrigação e fortalece agricultura familiar no Vale do Jequitinhonha

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O Governo de Minas Gerais deu mais um passo para fortalecer a agricultura familiar e aumentar a segurança hídrica no campo. Por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), foram entregues 1.045 kits de irrigação a produtores rurais de 24 municípios do Vale do Jequitinhonha, região historicamente marcada pela irregularidade das chuvas e pelos períodos prolongados de seca.

A entrega ocorreu em Almenara e integra o Programa Irriga Minas, iniciativa voltada à ampliação do acesso à irrigação para agricultores familiares em diferentes regiões do estado. Os equipamentos são destinados principalmente à produção de hortaliças e frutas, contribuindo para o aumento da produtividade, geração de renda e fortalecimento da segurança alimentar das famílias rurais.

Programa amplia acesso à irrigação no semiárido mineiro

Com a nova etapa de distribuição, o número de kits entregues pelo Programa Irriga Minas desde 2019 alcança 16.456 unidades em todo o estado. A meta da Seapa é atingir 20 mil kits distribuídos até o final de 2026.

O programa tem como prioridade as áreas do semiárido mineiro, especialmente o Vale do Jequitinhonha, onde as condições climáticas representam um desafio constante para a atividade agropecuária.

Durante a cerimônia, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, destacou os impactos positivos da iniciativa para os produtores da região.

Segundo ele, os equipamentos representam uma ferramenta importante para ampliar a produção agrícola, melhorar as condições de trabalho no campo e aumentar a renda das famílias beneficiadas.

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Tecnologia permite produzir durante todo o ano

Os kits entregues utilizam sistema de irrigação por gotejamento, considerado uma das tecnologias mais eficientes para o uso racional da água. Os equipamentos atendem áreas de até 500 metros quadrados e 1.000 metros quadrados, conforme a necessidade de cada propriedade.

Cada conjunto é composto por caixa d’água com capacidade para mil litros, além de tubos gotejadores, filtros, registros e conectores necessários para a instalação do sistema.

A irrigação por gotejamento leva água diretamente às raízes das plantas, reduzindo perdas por evaporação e desperdícios. O método permite maior eficiência hídrica, melhora o desenvolvimento das culturas e contribui para o aumento da produtividade agrícola.

Além dos ganhos produtivos, a tecnologia fortalece a sustentabilidade no campo ao promover o uso consciente dos recursos hídricos em uma região frequentemente afetada pela escassez de água.

Agricultores enxergam oportunidade de crescimento

Para os produtores beneficiados, o acesso à irrigação representa uma oportunidade de transformar a realidade das propriedades rurais.

A agricultora Marialva Lacerda, moradora da zona rural de Jacinto, afirma que o equipamento permitirá ampliar a produção e garantir maior estabilidade para a atividade agrícola.

Segundo ela, a falta de chuvas limita o crescimento das lavouras e dificulta o planejamento da produção. Com o sistema de irrigação, a expectativa é produzir ao longo de todo o ano, aumentando a geração de renda e criando novas perspectivas para o futuro da propriedade.

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Municípios do Vale do Jequitinhonha recebem os equipamentos

A distribuição contemplou produtores rurais de 24 municípios da região.

Receberam 40 kits os municípios de Divisópolis, Jacinto, Jordânia e Santa Maria do Salto. Itaobim foi contemplado com 105 kits, enquanto Itinga recebeu 107 unidades e Jequitinhonha, 83.

Também foram beneficiados Bandeira, com 49 kits; Felisburgo, com 72; e Salto da Divisa, com 49 unidades.

Outros 16 municípios receberam 30 kits cada: Almenara, Cachoeira de Pajeú, Comercinho, Joaíma, Mata Verde, Medina, Monte Formoso, Padre Paraíso, Palmópolis, Pedra Azul, Ponto dos Volantes, Rio do Prado, Rubim, Santo Antônio do Jacinto, Itaobim e Jequitinhonha.

Irrigação impulsiona desenvolvimento regional

O avanço da irrigação no Vale do Jequitinhonha é considerado estratégico para o fortalecimento da agricultura familiar e para a geração de oportunidades no meio rural.

Ao garantir condições para a produção mesmo durante períodos de estiagem, os kits contribuem para aumentar a oferta de alimentos, fortalecer a economia local e reduzir a vulnerabilidade dos produtores frente às adversidades climáticas.

Com a ampliação do Programa Irriga Minas, o governo estadual busca consolidar uma política de desenvolvimento rural baseada em produtividade, sustentabilidade e segurança hídrica para milhares de famílias mineiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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