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Minas Gerais celebra o Dia da Carne Suína com destaque à tradição, produção e inovação no setor

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Comemoração oficial valoriza a carne suína mineira

Nesta quarta-feira, 30 de abril, Minas Gerais celebra oficialmente o Dia da Carne Suína Mineira, data instituída pela Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), por meio da Lei nº 21.125, de 2014. A iniciativa tem como objetivo reconhecer e valorizar a cadeia produtiva da carne suína, ressaltando sua relevância para a economia, cultura alimentar e sociedade mineira.

Aniversário da ASEMG marca 53 anos de história

A data também coincide com o aniversário da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG), que neste ano comemora 53 anos de atuação. Fundada em 30 de abril de 1972, a entidade representa a classe suinícola do estado e tem papel fundamental no desenvolvimento e fortalecimento do setor.

Tradição gastronômica e liderança no consumo

A carne suína faz parte do cotidiano e das celebrações em Minas Gerais, estando presente em pratos icônicos da culinária local, como o torresmo, leitão à pururuca, costelinha com canjiquinha, lombo com tutu e barriga à pururuca.

Esse vínculo cultural com a proteína se reflete em dados de consumo: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a estimativa para 2024 é de que cada mineiro tenha consumido, em média, 27,4 kg de carne suína — o maior índice per capita do país.

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Produção relevante e impacto econômico

Além do alto consumo, Minas Gerais também se destaca na produção de carne suína. O estado ocupa a quarta posição tanto no ranking nacional de produção quanto no de exportação da proteína.

Com um plantel de 339.763 matrizes suínas, a suinocultura mineira gera aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Valor Bruto da Produção (VBP) da atividade foi estimado em R$ 6,8 bilhões em 2024.

Exportações mineiras no início de 2025

Nos dois primeiros meses de 2025, Minas Gerais exportou 5,5 mil toneladas de carne suína. Para o presidente da ASEMG, Donizetti Ferreira, o estado se destaca tanto pela qualidade da produção quanto pelo volume de consumo:

“É muito gratificante garantir uma proteína saudável, de preço acessível e sabor incomparável aos mineiros em especial e aos consumidores do mundo como um todo”, afirmou Ferreira.

Projeto “Cozinhando com a ASEMG” promove a versatilidade da carne suína

Em março, a ASEMG lançou a quinta edição do projeto Cozinhando com a ASEMG, que desde 2020 apresenta receitas práticas e saborosas tendo a carne suína como protagonista.

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As receitas são divulgadas no perfil oficial da entidade no Instagram (@asemg_mg), com o objetivo de mostrar ao público a versatilidade dessa proteína.

Segundo o presidente da entidade:

“Estamos na quinta edição do projeto, que vem a cada ano trazendo novidades e surpreendendo a todos mostrando o quanto a nossa proteína é versátil. As receitas são fáceis e muito saborosas”, destacou Ferreira.

Sobre a ASEMG

A Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais foi criada para representar a suinocultura mineira, atuando em diversas frentes estratégicas. Sua missão é construir e fortalecer relacionamentos institucionais, fornecer informações relevantes e fomentar soluções que promovam a competitividade e o desenvolvimento sustentável do setor.

A ASEMG atua em áreas como sanidade, bem-estar animal, política setorial, conhecimento técnico, marketing, meio ambiente, inovação e mercado de precificação de suínos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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