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Milho inicia o pregão com leves altas, aguardando relatório do USDA

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O pregão desta sexta-feira (10) começa com os preços futuros do milho apresentando variações mistas na Bolsa Brasileira (B3), com as cotações principais oscilando entre R$ 73,96 e R$ 76,62 por volta das 10h14 (horário de Brasília). O contrato de janeiro/25 era cotado a R$ 73,96, com alta de 0,05%, enquanto o março/25 estava em R$ 76,62, com queda de 0,16%. Já o contrato de maio/25 mantinha-se estável, cotado a R$ 74,40.

Expectativa de relatório do USDA influencia o mercado

No mercado externo, os preços do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT) também mostraram leves avanços, embora próximos da estabilidade, por volta das 10h08 (horário de Brasília). O contrato de março/25 estava cotado a US$ 4,57, com alta de 1,50 pontos, enquanto o maio/25 era negociado a US$ 4,65, com ganho de 1 ponto. O contrato de julho/25 teve alta de 1 ponto, alcançando US$ 4,69, e o de setembro/25 manteve-se estável, a US$ 4,44.

Segundo informações do portal internacional Successful Farming, os contratos futuros de grãos registraram uma alta modesta durante a noite, com investidores ajustando suas posições em antecipação aos relatórios mensais de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que serão divulgados hoje.

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“O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos provavelmente reduzirá sua previsão para os estoques de milho e soja no relatório de hoje”, afirmou Tony Dreibus, analista do Successful Farming.

Previsões de estoques para 2024/25

De acordo com uma pesquisa realizada pela Agência Reuters, o USDA deve revisar a projeção para os estoques de milho ao final do ano comercial 2024/25, previsto para 31 de agosto, com uma estimativa de 1,675 bilhão de bushels, contra os 1,738 bilhão de bushels apontados no relatório do mês passado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito rural e renegociação de dívidas ganham destaque com juros elevados e linhas a partir de 2% ao ano

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A elevação da taxa Selic para 15% pelo Comitê de Política Monetária (Copom) reforça o cenário de juros elevados no Brasil e amplia o impacto sobre o crédito rural e o endividamento no agronegócio. Com isso, o país passa a ocupar a vice-liderança global em juros reais, atrás apenas da Argentina, segundo levantamento do Portal MoneYou.

A decisão do Banco Central tem como objetivo conter a inflação por meio do encarecimento do crédito e da redução da demanda na economia. No entanto, o movimento também afeta diretamente produtores rurais que contrataram financiamentos nos últimos anos para custeio de safra, aquisição de máquinas, implementos e expansão de áreas produtivas.

Selic elevada encarece crédito e pressiona produtores rurais

Com a taxa básica de juros em patamar elevado, empréstimos e financiamentos tendem a ficar mais caros. Em alguns casos, operações de crédito rural já contratadas podem sofrer reajustes, especialmente aquelas indexadas a taxas variáveis.

O aumento dos juros, apesar de contribuir para o controle inflacionário, também reduz o ritmo de investimentos no setor produtivo, já que encarece o capital e impacta diretamente a capacidade de expansão dos negócios no campo.

Nesse cenário, produtores rurais passam a avaliar alternativas como renegociação, alongamento de prazos e quitação antecipada de dívidas, dependendo das condições financeiras e da estrutura de cada operação.

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Mercado privado amplia opções de crédito rural

Além das linhas oficiais, o produtor rural conta com soluções do mercado financeiro privado, que vêm ganhando espaço como alternativa ao crédito tradicional.

A ConsulttAgro, empresa especializada em captação de recursos para o agronegócio, atua com taxas a partir de 2% ao ano e prazos de até 20 anos para pagamento, voltados à aquisição de terras, maquinários e expansão produtiva.

A empresa mantém parceria com mais de 20 instituições financeiras, incluindo bancos, administradoras de crédito e fundos de investimento, com foco na estruturação de operações personalizadas para diferentes perfis de produtores.

Segundo representantes da consultoria, o processo de análise considera fatores como garantias, faturamento e necessidade do cliente, buscando adequar taxa, prazo e custo total da operação ao perfil de cada produtor rural.

Garantias e perfil do produtor definem condições de crédito

Especialistas do setor destacam que a estrutura de garantias é um dos principais fatores para a obtenção de melhores condições de financiamento. Dependendo da linha de crédito, podem ser exigidas garantias proporcionais ao valor financiado, variando conforme o risco da operação.

A recomendação é que o produtor apresente informações claras e organizadas desde o início da negociação, o que contribui para maior agilidade na análise e melhores condições de contratação.

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Crédito rural privado cresce com demanda por alternativas

O aumento da demanda por crédito estruturado tem impulsionado empresas especializadas no setor. Em 2024, operações privadas voltadas ao agronegócio movimentaram R$ 1,6 bilhão, com valores que variam de R$ 150 mil a R$ 150 milhões por operação.

Além de aquisição de áreas rurais, essas linhas também atendem investimentos em infraestrutura, máquinas e expansão produtiva, ampliando o acesso a capital fora do sistema bancário tradicional.

Gestão financeira se torna estratégica no agronegócio

Com juros elevados e maior pressão sobre o custo do crédito, a gestão financeira ganha papel central na sustentabilidade das propriedades rurais. A escolha entre renegociar dívidas, alongar prazos ou buscar novas linhas de financiamento depende diretamente do planejamento de cada produtor.

Em um cenário de Selic elevada e crédito mais restrito, a busca por alternativas mais competitivas se torna uma estratégia essencial para manter a competitividade e garantir a continuidade dos investimentos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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