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Milho inicia a semana com valorização na B3, impulsionado pelo câmbio

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Os contratos futuros do milho abriram a segunda-feira (17) em alta na Bolsa Brasileira (B3), impulsionados pela valorização do dólar. Por volta das 10h14 (horário de Brasília), as principais cotações variavam entre R$ 73,20 e R$ 81,30.

O vencimento para março de 2025 era negociado a R$ 81,30, registrando avanço de 0,77%. Já o contrato para maio/25 subia 0,40%, sendo cotado a R$ 77,49, enquanto o de julho/25 operava a R$ 73,20, com alta de 0,18%.

Sem a referência da Bolsa de Chicago nesta sessão, os contratos do cereal acompanharam o movimento cambial, uma vez que o dólar avançava 0,33% frente ao real, sendo negociado a R$ 5,72 por volta das 10h20.

Além disso, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgou sua análise semanal apontando que os preços do milho seguem em alta na maioria das regiões produtoras.

“Levantamentos indicam que os produtores estão focados na colheita da safra de verão, ao mesmo tempo em que demonstram preocupação com a semeadura da segunda safra, que pode ocorrer fora da janela ideal. Isso poderia atrasar a entrada dos lotes no mercado e reduzir o potencial produtivo. Já os compradores consultados pelo Cepea tentam recompor estoques, mas enfrentam preços elevados e baixa disponibilidade de fretes, uma vez que a prioridade logística está voltada ao escoamento da soja”, destaca a entidade.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro argentino deve gerar US$ 36,1 bilhões em 2026 com avanço da soja e do milho, projeta Bolsa de Rosario

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O setor agropecuário da Argentina deve voltar a desempenhar papel decisivo na geração de dólares para a economia em 2026. A combinação entre aumento da produção de grãos e recuperação parcial dos preços internacionais elevou as projeções de exportação, em um momento em que o país segue altamente dependente da entrada de divisas externas para equilibrar suas contas.

Segundo estimativas divulgadas pela Bolsa de Comércio de Rosario, a liquidação de divisas do agronegócio argentino deve atingir US$ 36,111 bilhões em 2026. O valor representa um acréscimo de cerca de US$ 800 milhões em relação à projeção anterior e praticamente repete o desempenho estimado para 2025, mantendo o complexo agroexportador como principal fonte de dólares da economia argentina.

Soja e milho lideram revisão positiva da safra

A revisão para cima das projeções está diretamente relacionada ao desempenho esperado das principais culturas do país, especialmente soja e milho.

De acordo com a atualização do GEA-BCR, a produção de soja na safra 2025/26 foi estimada em 50 milhões de toneladas, um aumento de 2 milhões em relação à projeção anterior. Já o milho teve sua estimativa elevada para 68 milhões de toneladas, avanço de 1 milhão frente ao cálculo divulgado em abril.

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Com maior disponibilidade de grãos, o setor industrial argentino tende a ganhar fôlego ao longo do ciclo. A moagem de soja deve crescer cerca de 1 milhão de toneladas, sustentando o processamento local e ampliando a oferta de derivados. No comércio exterior, as exportações de farelo e óleo de soja também devem registrar expansão. No caso do milho, a projeção indica incremento de aproximadamente 500 mil toneladas nas vendas externas.

Cotações e fluxo de exportação sustentam receitas

Além do aumento da produção, o cenário internacional mais favorável também contribui para o reforço das receitas do agro argentino. A recuperação recente das cotações de diversas commodities agrícolas elevou o valor estimado das exportações, fortalecendo a entrada de divisas no país.

O cálculo da Bolsa de Rosario considera tanto as liquidações realizadas no Mercado Livre de Câmbio quanto as operações via Contado com Liquidação, mecanismo amplamente utilizado por exportadores argentinos.

Entrada de dólares ainda abaixo de 2025 no início do ano

Apesar da perspectiva positiva para o ano fechado, o fluxo de divisas nos primeiros meses de 2026 ainda apresenta desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano anterior.

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Entre janeiro e abril, o setor agroexportador argentino aportou cerca de US$ 8,516 bilhões, abaixo dos mais de US$ 9 bilhões registrados no primeiro quadrimestre de 2025. Segundo analistas, a diferença está ligada a fatores como o efeito residual da redução temporária de retenções, antecipação de vendas no ciclo anterior e o ritmo mais lento da colheita em abril.

Ainda assim, o mercado projeta que a aceleração da safra ao longo dos próximos meses tende a compensar parcialmente esse atraso, consolidando o agro como pilar central da geração de divisas da Argentina em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

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