AGRONEGÓCIO

Milho impulsiona produtividade em Goiás e fortalece agroindústria, apesar da queda nas exportações

Publicado em

Produtividade recorde na safrinha goiana

Goiás, terceiro maior produtor de milho do Brasil — atrás apenas de Mato Grosso e Paraná —, deve atingir produtividade histórica em 2025. De acordo com projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de grãos no estado deve ultrapassar 33,7 milhões de toneladas, tendo o milho da segunda safra como protagonista desse crescimento.

“O milho não é apenas um cultivo, ele conecta lavoura, pecuária e agroindústria, gera renda e movimenta a economia local. Goiás é um exemplo de como o investimento em tecnologia pode transformar o campo em um polo de eficiência”, destaca Marcos Boel, supervisor de Sementes da Conceito Agrícola.

Milho como elo entre produção, pecuária e biocombustíveis

A safrinha goiana tem permitido aos produtores aproveitarem ao máximo os recursos agrícolas disponíveis, com uma segunda safra tão expressiva quanto a da soja. O milho produzido no estado abastece granjas, confinamentos, cooperativas e ainda é utilizado como matéria-prima para biocombustíveis, como o etanol de milho.

Leia Também:  Café Lidera Aumento de Preços em 2024, com Alta de 46,1% no Brasil

“Investir em biotecnologia e melhoramento genético não é diferencial, é requisito para produtividade”, afirma Boel. Ele destaca que, além do elevado potencial produtivo das sementes modernas e sua resistência a pragas, o manejo fitossanitário criterioso é indispensável para garantir resultados no campo.

Tecnologia em sementes e proteção fitossanitária

O desempenho das lavouras goianas não se deve apenas à genética avançada das sementes. A adoção de novas moléculas e formulações de fungicidas e inseticidas — fundamentais no controle de pragas como a cigarrinha-do-milho — tem sido essencial para proteger a produtividade das plantações.

Segundo Boel, “o setor de sementes tem sido protagonista em inovação, mas nada disso funciona isoladamente. O sucesso vem quando genética, biotecnologia e manejo estão alinhados no campo”.

Cenário internacional desafia exportações, mas Goiás mantém vantagem competitiva

Apesar do bom desempenho no campo, o mercado externo apresenta desafios. Dados da plataforma digital Grão Direto indicam que as exportações brasileiras de milho caíram 80% em julho, resultado da menor competitividade após os recordes de exportação em 2023.

Leia Também:  Colheita da soja avança e impulsiona plantio da safrinha de milho no Centro-Sul

Ainda assim, Goiás continua em posição de destaque. O estado alia tecnologia de ponta a uma localização estratégica, com acesso facilitado a portos e mercados externos. Além disso, a forte integração entre produção local e agroindústrias — como as de suínos, aves, etanol e ração — agrega valor à cadeia produtiva e reduz custos.

“Essa interação torna o milho goiano competitivo não só dentro do Brasil, mas também no mercado internacional, quando o cenário global é favorável”, ressalta o supervisor da Conceito Agrícola.

Tecnologia como caminho para a rentabilidade

Em plena colheita da safrinha, a recomendação aos produtores é clara: investir em tecnologia é essencial para garantir produtividade e rentabilidade, mesmo em contextos de preços pressionados.

“Goiás, com sua combinação de clima favorável, investimento em inovação e infraestrutura, reforça seu papel como um dos motores do agro brasileiro — e o milho, sem dúvida, está no centro dessa engrenagem”, conclui Boel.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

Published

on

O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

Leia Também:  Hidrogênio verde trava na Câmara após resistência da fazenda a incentivo tributário

O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

Leia Também:  Colheita da soja avança e impulsiona plantio da safrinha de milho no Centro-Sul

Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA