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Milho avança nas bolsas com apoio de exportações e clima, enquanto B3 registra altas acima de 1%

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Preços do milho sobem em Chicago impulsionados por exportações e mercado de grãos

O mercado internacional de milho iniciou a quarta-feira (22) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo um ambiente positivo para as commodities agrícolas.

Por volta das 10h05 (horário de Brasília), os contratos futuros registravam ganhos entre 1,5 e 2,25 pontos:

  • Maio/26: US$ 4,55 por bushel (+1,50 ponto)
  • Julho/26: US$ 4,63 (+1,75 ponto)
  • Setembro/26: US$ 4,68 (+2,25 pontos)
  • Dezembro/26: US$ 4,83 (+1,75 ponto)

O movimento foi sustentado pela valorização de outras commodities, como soja e trigo, que ajudaram a fortalecer o sentimento positivo no mercado de grãos.

Grandes vendas dos EUA reforçam demanda e sustentam cotações

Além do ambiente favorável entre as commodities, o milho também foi impulsionado por fortes vendas externas dos Estados Unidos.

De acordo com dados do USDA, foram registradas negociações relevantes:

  • 317,5 mil toneladas para o México
  • 100 mil toneladas para a Colômbia
  • 119 mil toneladas para destinos não revelados

Esse volume expressivo reforçou a competitividade do milho norte-americano e aumentou o apetite comprador no mercado internacional.

Ao final do pregão anterior, os contratos também haviam registrado alta:

  • Maio: +0,39%, cotado a 453,75 cents/bushel
  • Julho: +0,38%, a 462,00 cents/bushel
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Clima e plantio nos EUA entram no radar do mercado

O avanço do plantio nos Estados Unidos também segue como fator relevante para a formação de preços.

Até o momento, cerca de 11% da área prevista já foi semeada, em linha com as expectativas do mercado. No entanto, a entrada no chamado “mercado climático” aumenta a sensibilidade dos investidores.

Há preocupações com possíveis atrasos nos trabalhos de campo nos próximos dias, o que pode influenciar diretamente as cotações.

B3 acompanha movimento internacional e registra altas acima de 1%

No Brasil, os preços futuros do milho também avançaram na B3 após o retorno do feriado.

Por volta das 10h14 (horário de Brasília), as principais cotações apresentavam valorização e operavam entre R$ 68,58 e R$ 74,19:

  • Maio/26: R$ 68,58 (+1,52%)
  • Julho/26: R$ 68,83 (+1,40%)
  • Setembro/26: R$ 71,10 (+1,76%)
  • Janeiro/27: R$ 74,19 (+0,46%)

O movimento acompanha a tendência internacional e reflete maior interesse comprador no mercado doméstico.

Oferta global e safra brasileira limitam altas mais intensas

Apesar do viés positivo, fatores relacionados à oferta seguem limitando avanços mais expressivos nos preços.

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No Brasil, o avanço da colheita da primeira safra e a fase final do plantio da safrinha contribuem para equilibrar o mercado.

A perspectiva de uma oferta relevante na América do Sul continua atuando como contraponto à alta internacional, reduzindo o potencial de valorização mais acentuada.

Incertezas globais e geopolítica também influenciam o mercado

O cenário internacional segue impactado por incertezas geopolíticas, especialmente relacionadas ao Oriente Médio, o que aumenta a volatilidade nos mercados.

Esse ambiente reforça o apetite por risco e contribui para movimentos de alta nas commodities agrícolas, incluindo o milho.

Perspectivas: mercado atento à demanda, clima e oferta global

O comportamento dos preços do milho nos próximos dias deve continuar sendo influenciado por uma combinação de fatores:

  • Ritmo das exportações dos Estados Unidos
  • Evolução do clima e do plantio no hemisfério norte
  • Avanço da safra brasileira
  • Dinâmica do mercado global de grãos

A interação entre oferta e demanda, somada às incertezas externas, deve manter o mercado sensível e com oscilações no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Boi gordo dispara frente à vaca em 2026 e amplia diferença de preços no mercado paulista

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O mercado pecuário brasileiro registra uma ampliação significativa na diferença de preços entre o boi gordo e a vaca em 2026. Dados recentes do Cepea mostram que, em abril (parcial até o dia 28), o spread entre as categorias no estado de São Paulo chegou a R$ 33,69 por arroba, com vantagem expressiva para os machos.

Diferença atinge maior nível dos últimos anos

Historicamente, o boi gordo já é negociado acima da vaca gorda, devido a fatores como melhor rendimento de carcaça, maior acabamento e maior valor agregado da carne. No entanto, o atual patamar representa um avanço relevante frente aos anos anteriores.

Em abril de 2024, a diferença era de R$ 17,70/@, enquanto em 2025 ficou em R$ 26,30/@ — números significativamente inferiores ao observado neste ano.

Oferta restrita de machos sustenta alta

Segundo os pesquisadores do Cepea, o principal fator por trás desse movimento é a oferta reduzida de bois ao longo de 2026. A menor disponibilidade tem sustentado a valorização mais intensa da arroba dos machos, especialmente diante de uma demanda internacional aquecida pela carne bovina brasileira.

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Esse cenário tem favorecido os produtores que trabalham com animais terminados, pressionando os frigoríficos a pagarem mais para garantir escalas de abate.

Maior oferta de fêmeas limita preços

Por outro lado, o mercado de vacas apresenta dinâmica distinta. A maior disponibilidade de fêmeas — especialmente em ciclos de descarte de matrizes — aumenta a oferta e reduz o poder de barganha dos vendedores.

Além disso, a carne de vaca é mais direcionada ao mercado interno, que apresenta ritmo de consumo mais moderado, o que também contribui para limitar a valorização dos preços.

Arroba do boi sobe mais que a da vaca em 2026

No acumulado desde dezembro de 2025 até abril de 2026, a arroba do boi gordo no mercado paulista registra valorização nominal de 12,65%. Já a vaca gorda apresenta alta mais contida, de 7,5% no mesmo período.

Tendência segue atrelada à oferta e à exportação

A perspectiva para o curto prazo indica manutenção desse diferencial elevado, sustentado pela restrição de oferta de machos e pelo bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina. Enquanto isso, a maior presença de fêmeas no mercado tende a continuar pressionando os preços dessa categoria.

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O comportamento das escalas de abate e o ritmo da demanda doméstica serão determinantes para os próximos movimentos do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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