AGRONEGÓCIO
Mesmo em recesso, parlamentares articulam derrubada do veto que fragilizou orçamento
Publicado em
15 de janeiro de 2026por
Da Redação
Faltam 18 dias para a retomada oficial dos trabalhos do Congresso Nacional, marcada para 2 de fevereiro, mas o tema do orçamento do agro já domina as articulações nos bastidores de Brasília. Parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificaram as conversas para derrubar o veto presidencial que retirou a proteção orçamentária de políticas consideradas estratégicas para o setor rural em 2026.
O ponto de conflito é o veto integral à Seção III do Anexo III da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, dispositivo aprovado pelo Congresso que impedia o contingenciamento de despesas como Seguro Rural, Defesa Agropecuária, pesquisa, infraestrutura e inovação da Embrapa. A decisão do Executivo foi formalizada na Lei nº 15.321, publicada no fim de dezembro.
Na avaliação da bancada ruralista, a retirada da salvaguarda devolve ao produtor a incerteza orçamentária em um momento já marcado por eventos climáticos extremos, elevação dos custos de produção e crédito mais caro. O dispositivo vetado havia sido construído justamente para garantir previsibilidade mínima a políticas classificadas como discricionárias, mas essenciais ao funcionamento do setor.
O governo justificou o veto com o argumento de que a vedação ao contingenciamento reduziria a flexibilidade da gestão fiscal e dificultaria o cumprimento da meta de resultado primário. Para a FPA, no entanto, o ajuste fiscal voltou a recair sobre áreas sensíveis do agro, contrariando o entendimento firmado durante a tramitação da LDO no Congresso.
Os números do Seguro Rural ajudam a dimensionar a preocupação. Em 2024, a demanda estimada foi de R$ 2,1 bilhões, mas o Orçamento aprovou apenas R$ 964,5 milhões. Após bloqueios, o valor efetivamente disponível caiu para R$ 820,2 milhões, menos de 60% do necessário. Já em 2025, o setor solicitou R$ 4 bilhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), mas a LOA autorizou R$ 1,06 bilhão, valor que acabou reduzido a R$ 615 milhões após contingenciamentos.
Esse encolhimento orçamentário tem reflexo direto na cobertura. Dados recentes indicam que apenas 8% da área plantada no país está segurada, percentual que já foi de cerca de 17% em 2021, ampliando a exposição do produtor aos riscos climáticos e sanitários.
REAÇÕES – Diante do veto, a reação da FPA foi imediata. O presidente da FPA, Pedro Lupion, afirmou que a retirada da proteção orçamentária compromete o planejamento da próxima safra e recoloca o seguro agrícola na linha de corte fiscal.
Já o Presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, lembrou que esse veto preocupa profundamente quem está no campo. “O produtor rural já enfrenta clima cada vez mais imprevisível, custos elevados e crédito caro, e agora vê instrumentos básicos de proteção, como o Seguro Rural, voltarem a ficar sujeitos a cortes. Não é razoável tratar políticas estratégicas do agro como despesa ajustável, quando elas garantem produção, abastecimento e segurança alimentar”.
“A atuação da Frente Parlamentar da Agropecuária é fundamental nesse momento. A FPA tem sido a voz organizada do produtor em Brasília e já mostrou, durante a tramitação da LDO, que entende a realidade do campo. O dispositivo vetado não foi um privilégio, mas uma tentativa de dar previsibilidade mínima a quem produz e assume riscos todos os dias”, disse Isan.
“O agro não pode ser usado como variável de ajuste fiscal. Quando se corta seguro, defesa agropecuária ou pesquisa, o impacto não é apenas no produtor, mas em toda a cadeia, do consumidor à balança comercial. O Brasil é potência agrícola justamente porque investiu em tecnologia, sanidade e gestão de risco, e isso não pode ser desmontado”, advertiu Rezende.
“Esperamos que, com a retomada dos trabalhos do Congresso, prevaleça o bom senso. A derrubada desse veto é uma sinalização clara de respeito ao produtor rural e de compromisso com a estabilidade do setor. O campo precisa de regras claras, orçamento previsível e políticas públicas que deem segurança para continuar produzindo e investindo”, completou.
O vice-presidente da FPA, Arnaldo Jardim, reforçou que o Brasil já opera com um sistema de seguro rural limitado e defendeu prioridade absoluta à recomposição dos recursos. Segundo ele, a queda da área segurada traz consequências diretas para a estabilidade da produção e para a segurança alimentar.
Críticas semelhantes vieram de outros integrantes da bancada. Para o deputado Tião Medeiros, o veto enfraquece políticas essenciais e sinaliza desprestígio ao setor produtivo. Já o deputado Sérgio Souza avaliou que o governo transferiu o risco fiscal diretamente ao produtor rural. “Ajuste fiscal é necessário, mas não pode ser feito às custas do agro”, afirmou.
Além do Seguro Rural, o veto atinge recursos destinados à Defesa Agropecuária, regulação, fiscalização e pesquisa, áreas consideradas estratégicas para a sanidade, o acesso a mercados internacionais e a credibilidade do Brasil como fornecedor global de alimentos.
Com o veto em vigor, a execução dessas políticas em 2026 passa a depender da decisão do Congresso. Até lá, mesmo sem sessões plenárias, a FPA trabalha para consolidar votos e chegar a fevereiro com articulação suficiente para reverter a decisão do Executivo.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
El Niño em 2026 deve aumentar pressão de pragas e reforça uso de controle biológico no agronegócio
Published
27 minutos agoon
24 de junho de 2026By
Da Redação
O possível retorno do fenômeno El Niño em 2026 já acende alerta no agronegócio brasileiro. O evento climático tende a intensificar a instabilidade das safras, alterando regimes de chuva e temperatura e, consequentemente, elevando a pressão de pragas e doenças nas principais regiões produtoras do país.
Projeções meteorológicas indicam alta probabilidade de formação do fenômeno a partir do segundo semestre de 2026, com impactos distintos entre as regiões produtoras: excesso de chuvas no Sul, estiagens no Norte e Nordeste e variações térmicas no Centro-Oeste e Sudeste.
Condições climáticas favorecem aumento da pressão de pragas agrícolas
Segundo especialistas, o cenário típico do El Niño cria condições favoráveis à rápida multiplicação de insetos-praga, especialmente em sistemas de produção mais intensivos.
De acordo com a doutora em Entomologia pela ESALQ/USP e CEO da Life Biological Control, Cristiane Tibola, o aumento de temperatura e o estresse hídrico aceleram o ciclo biológico de pragas importantes no campo.
Entre os principais riscos estão o avanço da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) e da lagarta Spodoptera frugiperda, além do aumento da pressão de outras espécies em diferentes culturas.
Soja e milho devem enfrentar maior risco de pragas no cenário de El Niño
Na cultura da soja, especialistas apontam maior incidência de lagartas desfolhadoras, como falsa-medideira e Helicoverpa, além de mosca-branca e percevejos.
Em anos de El Niño, o ambiente mais quente e úmido favorece o crescimento populacional desses insetos, ampliando o potencial de danos econômicos e elevando os custos de manejo fitossanitário.
No milho, a combinação entre estresse climático e instabilidade hídrica também tende a intensificar a pressão de pragas-chave, exigindo maior atenção do produtor rural.
Controle biológico ganha protagonismo no Manejo Integrado de Pragas
Diante do cenário de maior risco fitossanitário, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) com base em soluções biológicas ganha força como estratégia central nas lavouras brasileiras.
O uso de bioinsumos permite maior seletividade no controle de pragas, preservação de inimigos naturais e redução da dependência de inseticidas químicos, contribuindo para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Macrobiológicos e baculovírus ampliam eficiência no controle de pragas
Entre as tecnologias biológicas disponíveis, o uso de macrobiológicos tem se destacado no controle de percevejos, especialmente em lavouras de soja.
Soluções como o Defender Soy, desenvolvido com a microvespa Telenomus podisi, atuam no controle de ovos do percevejo-marrom (Euschistus heros), interrompendo o ciclo da praga antes que ela atinja o estágio de maior dano econômico.
No controle de lagartas, bioinseticidas à base de baculovírus vêm ganhando espaço, especialmente em áreas com resistência a inseticidas convencionais. Produtos da linha Destroyer são utilizados no manejo de espécies como Spodoptera frugiperda, falsa-medideira e Helicoverpa.
Soluções integradas ampliam eficiência operacional no campo
Tecnologias combinadas, como Defender Duo e Defender Triple, permitem o controle simultâneo de diferentes pragas, ampliando o espectro de ação e otimizando operações de manejo.
Esse tipo de estratégia contribui para maior eficiência operacional, redução de aplicações químicas e melhor aproveitamento das áreas produtivas.
Crescimento dos bioinsumos reforça mudança no modelo produtivo
A Life Biological Control destaca que atualmente detém o maior portfólio de produtos à base de baculovírus no mercado brasileiro, acompanhando a expansão do uso de bioinsumos no país.
Com sede em Piracicaba (SP), a empresa registrou crescimento superior a 200% nas vendas nos últimos 12 meses, impulsionado pela adoção crescente de tecnologias biológicas e pelo avanço do Manejo Integrado de Pragas.
Sustentabilidade e resiliência ganham peso na estratégia do produtor
Em um cenário de maior instabilidade climática, especialistas apontam que o controle biológico deve deixar de ser apenas uma alternativa complementar para se tornar parte central da estratégia de manejo nas propriedades rurais.
A tendência é que sistemas produtivos mais resilientes, baseados em tecnologia, monitoramento e bioinsumos, ganhem protagonismo na busca por eficiência produtiva e sustentabilidade no agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio pragas_agro
Fonte: Portal do Agronegócio
El Niño em 2026 deve aumentar pressão de pragas e reforça uso de controle biológico no agronegócio
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