AGRONEGÓCIO

Mercados recuam levemente diante de incertezas comerciais e tensões geopolíticas

Publicado em

Os contratos futuros dos principais índices de Wall Street operavam em leve baixa nesta quinta-feira, refletindo a aversão ao risco por parte dos investidores após novas ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Além disso, as tensões geopolíticas e a postura cautelosa do Federal Reserve (Fed) adicionavam incertezas ao mercado.

Na quarta-feira, Trump anunciou que pretende impor novas tarifas no próximo mês, incluindo tributos sobre madeira e produtos florestais. Essas medidas se somam aos planos já divulgados de tarifação sobre automóveis, semicondutores e produtos farmacêuticos.

Desde seu retorno ao cargo há quatro semanas, o presidente norte-americano impôs uma tarifa de 10% sobre todas as importações provenientes da China. Além disso, determinou tarifas de 25% sobre produtos do México e do Canadá, decisão que posteriormente foi adiada por um mês. Na semana passada, Trump também revelou a intenção de aplicar tarifas recíprocas a países que já impõem taxas sobre produtos dos Estados Unidos.

Leia Também:  Setor agropecuário alerta para impactos da LC 224/2025 nos custos de produção e preços ao consumidor

No cenário geopolítico, aumentam as especulações sobre um possível acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. No entanto, Trump classificou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, como um “ditador” e alertou que ele precisa agir rapidamente para garantir a paz, sob risco de perder o controle do país.

Enquanto isso, a ata da reunião de janeiro do Fed, divulgada na quarta-feira, apontou que as iniciativas de Trump elevaram preocupações sobre a inflação dentro do banco central dos EUA. Os dirigentes da instituição concordaram em manter as taxas de juros inalteradas até que haja sinais claros de que a inflação, estagnada desde meados de 2024, caminhe de forma consistente para a meta de 2%.

“Trump continua anunciando novos planos em diversas frentes, mas o impacto sobre os mercados financeiros tem sido relativamente moderado”, afirmaram analistas da Nordea em nota. “Diante de tantas incertezas, ainda é cedo para tirar conclusões definitivas sobre os desdobramentos.”

No mercado de futuros, o S&P 500 recuava 0,15%, enquanto o contrato do Nasdaq 100 registrava queda de 0,16% e o Dow Jones operava em baixa de 0,1%.

Leia Também:  Termina nesta sexta prazo para negociar débitos de IPTU com 95% de desconto

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Agro ajuda Brasil a fechar agosto com superávit de R$ 37,7 bilhões

Published

on

O Brasil encerrou agosto com superávit comercial de R$ 37,7 bilhões, crescimento de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi sustentado pelo aumento das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja, além do avanço das vendas da indústria extrativa e de outros segmentos da indústria de transformação.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras somaram R$ 169,1 bilhões em agosto, alta de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram R$ 131,4 bilhões.

A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, movimentou R$ 300,5 bilhões no mês, aumento de 10,9% em relação a agosto do ano passado.

A agropecuária respondeu diretamente por R$ 37,7 bilhões em exportações durante agosto, crescimento de 11,4%. Esse valor considera os produtos classificados pelo governo como pertencentes à atividade agropecuária e não inclui carnes, farelo de soja, açúcar, sucos e outros itens processados contabilizados dentro da indústria de transformação.

Entre os produtos do campo, o valor das exportações de animais vivos avançou 174,3%. As vendas externas de café não torrado cresceram 24,1%, enquanto a soja, principal item da pauta agropecuária brasileira, registrou aumento de 14%.

A contribuição do agronegócio também apareceu entre os produtos industrializados. As exportações de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as vendas de farelo de soja e de outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

O desempenho positivo compensou a retração observada em outras cadeias importantes. As exportações de milho não moído caíram 25,3% em agosto. Também houve redução de 34,7% no mel natural e de 35,7% nas vendas de sementes oleaginosas, grupo que inclui produtos como girassol, gergelim, canola e algodão.

Leia Também:  Symbiomics recebe aporte da Corteva e acelera biológicos de última geração para a agricultura

Na indústria de transformação, o valor das exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada recuou 19,7% em agosto. Açúcares e melaços tiveram queda de 37%. A redução mensal da carne bovina ocorreu depois de um período de embarques elevados e não anulou o crescimento acumulado pelo setor ao longo do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil exportou R$ 1,28 trilhão, aumento de 10,3% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. As importações somaram R$ 997,3 bilhões, com crescimento de 6,1%.

Com isso, o superávit comercial acumulado em 2026 chegou a R$ 282,1 bilhões, avanço de 28,2%. A corrente de comércio alcançou R$ 2,28 trilhões no período, alta de 8,4%.

As exportações classificadas como agropecuárias totalizaram R$ 295 bilhões entre janeiro e agosto, crescimento de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo aumento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou R$ 316,9 bilhões nos oito primeiros meses, alta de 19,6%. A indústria de transformação respondeu por R$ 660 bilhões, crescimento de 6,6%.

Apesar da queda isolada de agosto, a carne bovina acumulou aumento de 22,3% nas exportações de janeiro a agosto. O desempenho mostra que o recuo mensal ocorreu sobre uma base de vendas externas ainda elevada no conjunto do ano.

Outros produtos do agronegócio apresentaram resultado menos favorável. As exportações acumuladas de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto as de milho recuaram 3,6%. O café não torrado acumulou queda de 13,7%, apesar da recuperação registrada em agosto.

Leia Também:  Estiagem mais prolongada que a média histórica pode ter trégua com previsão de chuvas no Centro-Oeste e MAPITOBAPA

Também houve redução de 35,8% nas vendas externas de sucos de frutas e vegetais e de 28,2% nos embarques de açúcares e melaços durante os oito primeiros meses.

Do lado das compras brasileiras, as importações da agropecuária chegaram a R$ 2,4 bilhões em agosto, crescimento de 7,4%. O aumento foi influenciado por pescado, trigo, centeio e produtos hortícolas.

O valor das importações de pescado avançou 64,8%, enquanto as compras de trigo e centeio cresceram 10,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados registraram alta de 54%. Em sentido contrário, as importações de soja diminuíram 22,2%, e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

A indústria de transformação concentrou a maior parcela das compras externas, com R$ 123 bilhões em agosto, crescimento de 13,4%. No acumulado do ano, as importações do segmento chegaram a aproximadamente R$ 930 bilhões.

Entre os insumos estratégicos para a produção rural, o valor importado de adubos e fertilizantes químicos caiu 35,9% em agosto. As compras de fertilizantes brutos apresentaram redução de 15,6%.

A queda não significa necessariamente redução equivalente no volume desembarcado, porque os dados também refletem mudanças nos preços internacionais. O movimento pode estar relacionado ainda à antecipação de compras, à formação de estoques, à volatilidade do mercado e ao ritmo de aquisição para a safra 2026/2027.

Os números de agosto reforçam o papel do agronegócio na geração de receitas externas e na sustentação do saldo comercial brasileiro. Ao mesmo tempo, a diferença de desempenho entre as cadeias mostra que o resultado depende tanto da produção nacional quanto dos preços internacionais, do câmbio e das condições de acesso aos principais mercados compradores.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA