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Mercados chineses recuam em meio à cautela de investidores aguardando novos estímulos

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Os mercados acionários da China e de Hong Kong fecharam em baixa nesta quarta-feira, refletindo o movimento de investidores em busca de lucros após uma série de altas expressivas. A ausência de anúncios concretos sobre estímulos fiscais adicionais para impulsionar a economia chinesa contribuiu para o sentimento de frustração.

Os principais índices da China registraram suas maiores quedas diárias desde o início da pandemia de Covid-19, apesar da expectativa de detalhes sobre novos estímulos fiscais em uma coletiva de imprensa anunciada pelo Ministério das Finanças para o próximo sábado.

O índice da Bolsa de Xangai recuou 6,62%, enquanto o índice CSI300, que agrega as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 7,05%. Ambas as quedas foram as mais expressivas desde fevereiro de 2020, interrompendo uma sequência de dez dias consecutivos de ganhos.

O volume de negócios no mercado de ações A, que engloba as bolsas de Xangai, Shenzhen e Pequim, totalizou 2,96 trilhões de iuanes (cerca de US$ 419,04 bilhões) nesta quarta-feira, abaixo do recorde de 3,485 trilhões de iuanes registrado no dia anterior.

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Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve uma queda mais moderada, de 1,38%, embora continue entre os mercados de melhor desempenho da região ao longo deste ano.

Analistas apontam que a falta de clareza e novos detalhes nas tão aguardadas medidas de estímulo anunciadas pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, em coletiva de imprensa na terça-feira, decepcionou os investidores. “Os anúncios recentes foram um tanto decepcionantes, principalmente pela ausência de novos estímulos ou diretrizes claras para o futuro”, afirmou Nori Chiou, diretor de investimentos da White Oak Capital.

Alvin Tan, chefe de estratégia de câmbio da Ásia na RBC Capital Markets, ressaltou a expectativa por um pacote de estímulo fiscal robusto ainda este mês. “Especula-se sobre um estímulo na faixa de 2 a 3 trilhões de iuanes”, comentou Tan.

Enquanto isso, outros mercados asiáticos seguiram trajetórias diferentes. Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,87%, alcançando 39.277 pontos. Em Taiwan, o Taiex avançou 0,21%, para 22.659 pontos, e o Straits Times, de Cingapura, registrou alta de 0,56%, fechando em 3.595 pontos. Na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,13%, a 8.187 pontos. Já em Seul, o índice Kospi permaneceu fechado.

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As quedas significativas nos índices chineses reforçam a expectativa global por anúncios de medidas mais contundentes de estímulo fiscal por parte de Pequim, que poderão definir os rumos dos mercados nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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