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Mercados Asiáticos Sobem com Expectativa de Flexibilização Monetária na China

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As ações chinesas registraram alta nesta quinta-feira, impulsionadas pela expectativa de um afrouxamento adicional na política monetária do país. Enquanto isso, o mercado de Hong Kong conseguiu recuperar a maior parte das perdas anteriores. O otimismo foi motivado por sinais emitidos pelo Banco Central da China, que indicou a possibilidade de novas medidas para estimular a economia.

Zou Lan, chefe do departamento de política monetária do Banco do Povo da China, afirmou que ainda há espaço para reduzir o montante de dinheiro que os bancos precisam manter como reservas, o que poderia liberar mais capital para a economia. Ele destacou que a autoridade monetária continuará implementando políticas para apoiar a recuperação econômica do país.

No fechamento dos mercados, o índice de Xangai subiu 0,14%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,17%. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou levemente 0,07%, após uma recuperação significativa.

Entretanto, o setor de energia sofreu perdas consideráveis tanto na China quanto em Hong Kong, reflexo das preocupações com a queda na demanda global por petróleo. O índice de energia do Hang Seng caiu mais de 3%, com destaque para a China Petroleum & Chemical Corp, que viu suas ações despencarem 6%.

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Outros mercados asiáticos também apresentaram variações mistas. Em Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 1,05%, aos 36.657 pontos. Em Seul, o KOSPI caiu 0,21%, atingindo 2.575 pontos, enquanto em Taiwan o TAIEX subiu 0,45%, alcançando 21.187 pontos.

Por outro lado, Cingapura e Sydney registraram ganhos. O índice Straits Times, de Cingapura, valorizou-se 0,50%, chegando a 3.458 pontos, e o S&P/ASX 200, de Sydney, avançou 0,40%, fechando a 7.982 pontos.

Os mercados asiáticos seguem atentos às políticas econômicas da China, cujas ações podem influenciar não apenas a economia local, mas também o cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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