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Mercados Asiáticos Encerram o Dia em Alta, Impulsionados pelo Setor de Tecnologia

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As ações de Hong Kong atingiram nesta quinta-feira a maior alta em três anos, impulsionadas pelo desempenho do setor tecnológico. Investidores continuaram a apostar nas ações de inteligência artificial, além de reagirem de forma positiva às recentes medidas de apoio econômico implementadas pelas autoridades chinesas.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, registrou um avanço de 3,29%, alcançando o nível mais alto desde fevereiro de 2022. O subíndice tecnológico do Hang Seng teve um crescimento expressivo de 5,4%, marcando seu ponto mais elevado desde o final de 2021. Destaque para o Alibaba, que disparou 8,4%, atingindo seu melhor desempenho desde o final daquele ano, após o lançamento de um novo modelo de inteligência artificial, comparado ao R1 da DeepSeek, amplamente reconhecido no cenário global.

Os ganhos continuaram após uma coletiva de imprensa realizada pelas principais autoridades do banco central da China e reguladores de mercado, durante a qual foi anunciado o compromisso com novas ações de suporte à economia e aos mercados.

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Na China continental, o índice de Xangai avançou 1,17%, enquanto o índice CSI300, que engloba as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 1,38%. O setor de semicondutores liderou os ganhos no mercado onshore, com uma alta de 4%, seguido pelo setor de bens de consumo básicos, que teve um aumento de 1,9%.

Apesar de um pacote fiscal moderado apresentado no Congresso Nacional do Povo, a reunião parlamentar anual da China, a ênfase dada ao estímulo à inovação tecnológica e ao consumo foi vista como um fator positivo, sustentando a confiança dos investidores. Laura Wang, estrategista do Morgan Stanley, destacou que a mensagem de apoio à inovação deve ajudar a manter o ímpeto do mercado.

Outros mercados asiáticos também registraram resultados mistos. Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,77%, a 37.704 pontos. Em Seul, o índice Kospi valorizou 0,70%, a 2.576 pontos. Já em Taiwan, o índice Taiex teve uma queda de 0,68%, fechando a 22.715 pontos. Em Singapura, o índice Straits Times subiu 0,48%, a 3.917 pontos. Por outro lado, o índice S&P/ASX 200, de Sydney, recuou 0,57%, a 8.094 pontos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uso de antibióticos para ganho de peso é proibido na produção animal

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento na produção animal, em medida que já está em vigor e altera práticas consolidadas nas cadeias de aves, suínos e bovinos. A decisão veta a importação, fabricação, comercialização e uso desses aditivos quando destinados ao ganho de desempenho produtivo, além de determinar o cancelamento dos registros dos produtos enquadrados nessa categoria.

Na prática, substâncias tradicionalmente utilizadas para acelerar o ganho de peso deixam de ser permitidas com essa finalidade. Entre os compostos atingidos estão a virginiamicina, a bacitracina (e suas variações) e a avoparcina, com destaque para a primeira, amplamente adotada em sistemas intensivos. A norma, no entanto, mantém a possibilidade de fabricação exclusiva para exportação, desde que haja autorização prévia do Mapa.

A mudança segue recomendações de organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, que há anos orientam a restrição do uso de antimicrobianos na produção animal quando não houver finalidade terapêutica. O objetivo é conter o avanço da resistência antimicrobiana — fenômeno em que bactérias se tornam resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia de tratamentos tanto na medicina veterinária quanto na humana.

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Para o setor produtivo, a medida impõe uma transição operacional. O Mapa estabeleceu prazo de 180 dias para utilização dos estoques já existentes e determinou que empresas informem volumes disponíveis em até 30 dias. Após esse período, os produtos deverão ser retirados do mercado.

Sem esses aditivos, produtores terão de recorrer a alternativas para manter desempenho zootécnico, como ajustes no manejo, nutrição mais precisa e uso de aditivos não antibióticos. No curto prazo, a mudança pode elevar custos e exigir adaptação dos sistemas produtivos. No médio prazo, a expectativa é de alinhamento a exigências sanitárias internacionais, especialmente de mercados mais rigorosos.

A restrição aproxima o Brasil de padrões já adotados em outros países e reforça a tendência global de redução do uso não terapêutico de antibióticos na produção animal, tema que ganhou relevância crescente na agenda sanitária e comercial do agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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