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Mercado prevê Selic em 15% até o fim de 2025 após nova alta do BC

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Selic deve encerrar 2025 em 15%

Após a recente elevação da taxa Selic pelo Banco Central (BC) para 15% ao ano, analistas consultados pelo Boletim Focus passaram a projetar a manutenção deste patamar até o fim de 2025. A mudança na expectativa ocorre poucos dias após o Comitê de Política Monetária (Copom) surpreender o mercado com o aumento de 0,25 ponto percentual, contrariando a projeção anterior de estabilidade em 14,75%.

Expectativa de estabilidade nas próximas reuniões do Copom

Com a nova projeção do Focus, o mercado acredita que o Copom manterá os juros inalterados nas próximas reuniões até o fim deste ano. Apesar do ajuste recente, o BC indicou que poderá interromper o ciclo de alta já na próxima decisão, mas ressaltou que não hesitará em realizar novos aumentos caso considere necessário. A ata da última reunião será divulgada nesta terça-feira (24).

Selic de 12,50% segue como projeção para 2026

Para 2026, a estimativa da taxa básica de juros permanece em 12,50%, mantendo-se inalterada pela 21ª semana consecutiva. Esse nível reforça a percepção de que a trajetória da Selic deve começar a recuar apenas após o próximo ano.

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Inflação recua pela 4ª semana seguida

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao final de 2025 caiu para 5,24%, levemente abaixo dos 5,25% registrados na semana anterior. Esta foi a quarta semana seguida de queda nas estimativas inflacionárias. Para 2026, a expectativa continua em 4,50%. O centro da meta de inflação estipulado pelo BC é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

PIB deve crescer mais que o esperado

As previsões de crescimento da economia brasileira também passaram por leve ajuste. A nova expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2,21% em 2025, ante os 2,20% previstos na semana anterior. Para 2026, o mercado projeta avanço de 1,85%, frente aos 1,83% estimados anteriormente.

Dólar deve fechar 2025 em R$ 5,72

O Boletim Focus também trouxe nova estimativa para o câmbio. A expectativa é de que o dólar termine 2025 cotado a R$ 5,72, abaixo da previsão anterior de R$ 5,77. Para 2026, a projeção foi mantida em R$ 5,80. A moeda norte-americana acumula uma desvalorização de 10,55% frente ao real em 2025, resultado de uma correção de preços após forte alta no final do ano passado e da incerteza sobre a política tarifária dos Estados Unidos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Por que o milho das festas juninas está mais caro mesmo com safra recorde no Brasil? Entenda os fatores por trás do aumento

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O milho é o grande protagonista das festas juninas no Brasil, presente em receitas tradicionais como pamonha, canjica, curau, bolos e na espiga cozida vendida em barracas e quermesses. No entanto, o que chama atenção em 2026 é o contraste entre a abundância da produção agrícola e o preço elevado do alimento nas celebrações.

Mesmo com uma safra recorde, o consumidor final ainda paga caro pelo produto pronto, evidenciando que o valor do milho vai muito além da porteira.

Brasil registra safra recorde, mas preço do milho em grão recua no campo

De acordo com dados do IBGE, a produção brasileira de milho atingiu 141,7 milhões de toneladas em 2025, estabelecendo um novo recorde nacional. O cenário é de ampla oferta do cereal no mercado interno.

No campo, os preços seguem em trajetória de queda. Levantamentos do setor indicam que:

  • O milho em grão acumula queda superior a 4% em 12 meses
  • A saca do cereal registra desvalorização próxima de 10% em relação ao ano anterior

Apesar disso, essa redução não tem sido repassada ao consumidor final que compra o produto pronto nas festas juninas.

Espiga pode custar até R$ 15 em festas juninas pelo país

Enquanto o preço do grão recua, o valor da espiga cozida nas festas juninas segue elevado. Em diferentes regiões do país, os preços variam significativamente:

  • Boa Vista e Recife: cerca de R$ 5 por espiga
  • São Paulo (eventos estruturados): até R$ 15 por unidade
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A diferença evidencia que o custo do milho servido nas quermesses é influenciado por uma cadeia complexa de serviços, e não apenas pelo valor da matéria-prima.

Do campo à festa: cadeia de custos explica distorção de preços

A formação do preço do milho consumido nas festas juninas envolve uma série de etapas além da produção agrícola. Entre os principais fatores estão:

  • Transporte e logística
  • Combustível
  • Gás e carvão utilizados no preparo
  • Mão de obra temporária
  • Aluguel de espaços em eventos
  • Taxas e custos operacionais de festas e quermesses

Esses elementos acabam representando uma parcela significativa do valor final pago pelo consumidor, muitas vezes superior ao custo do próprio alimento.

Qualidade do milho começa no manejo da lavoura

Antes de chegar às festas, o milho depende diretamente das condições de produção no campo. Fatores como fertilidade do solo, disponibilidade de nutrientes e manejo agronômico adequado são determinantes para a qualidade da espiga.

A adubação correta influencia o desenvolvimento da planta, garantindo melhor enchimento de grãos, uniformidade e aparência comercial valorizada no mercado de alimentos.

O fornecimento equilibrado de nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio também impacta diretamente produtividade e qualidade do milho destinado ao consumo humano.

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Fertilidade do solo e tecnologia elevam valor agregado do milho

Segundo o CEO da GIROAgro, Leonardo Sodré, a boa safra não impacta apenas o volume produzido, mas também a necessidade de investimentos em tecnologia e manejo adequado.

“A perspectiva de uma boa safra é importante não apenas para garantir o abastecimento, mas também para estimular investimentos em tecnologia, inovação e desenvolvimento de soluções que aumentem a produtividade e a qualidade das lavouras”, destaca.

Ele ressalta ainda que, no milho destinado ao consumo humano, a fertilização adequada é essencial para garantir padrão comercial e valor agregado.

Milho segue como símbolo cultural e motor econômico das festas juninas

Muito além do campo, o milho ocupa papel central nas celebrações juninas em todo o país, especialmente em estados como Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo.

A cadeia produtiva envolvida nas festas movimenta produtores rurais, cooperativas, distribuidores, supermercados, comerciantes ambulantes, restaurantes e organizadores de eventos.

O resultado é um fenômeno econômico e cultural: mesmo com a queda no preço do grão, o valor final ao consumidor segue elevado, refletindo a complexidade da cadeia entre a produção agrícola e o consumo nas festas populares brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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