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Mercado prevê apenas mais um corte de 0,25 p.p. na Selic em 2024

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Analistas consultados pelo Banco Central reduziram suas expectativas de afrouxamento monetário para 2024 e 2025, prevendo agora apenas um corte adicional de 0,25 ponto percentual na taxa Selic este ano. As estimativas de inflação também foram elevadas, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central.

A pesquisa, que reflete a percepção do mercado sobre indicadores econômicos, revela que a projeção para a taxa Selic este ano subiu para 10,25%, enquanto para 2024 a expectativa é de 9,18%, na mediana das projeções. Na semana anterior, as estimativas eram de 10,0% e 9,0%, respectivamente.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá novamente nos dias 18 e 19 de junho para deliberar sobre a taxa básica de juros, atualmente em 10,5%. O último corte do ano é esperado para este encontro, conforme indicado pela pesquisa Focus.

Na última reunião do Copom, todos os diretores defenderam uma política monetária mais contracionista e cautelosa, sem fornecer indicações futuras sobre a trajetória dos juros.

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As previsões para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também foram ajustadas para cima na pesquisa semanal que consulta cerca de cem economistas. A inflação esperada agora é de 3,88% em 2024 e 3,77% em 2025, comparado com 3,86% e 3,75%, respectivamente, na semana anterior.

O centro da meta oficial de inflação para 2024, 2025 e 2026 é de 3,00%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

As estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceram inalteradas, situando-se em 2,05% para este ano e 2,0% para 2024. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará na terça-feira os dados do PIB do primeiro trimestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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