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Mercado nacional de milho: quarta-feira deve ser marcada por cautela nos negócios

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O mercado brasileiro de milho projeta uma quarta-feira marcada pela cautela nas negociações. No início deste ano, os consumidores estão intensificando a procura, visando a composição de estoques. Enquanto isso, os produtores mantêm uma postura retraída na oferta, contribuindo para a estabilidade nos preços. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera de forma estável, enquanto o dólar registra avanço em relação ao real.

Na terça-feira, o mercado doméstico de milho apresentou preços pouco alterados e uma certa lentidão nos negócios. De acordo com informações da Consultoria SAFRAS & Mercado, a oferta continua limitada, e os compradores estão aceitando preços um pouco mais elevados nas regiões onde há oferta disponível para negociação.

Em termos de valores, no Porto de Santos, a saca (CIF) foi negociada entre R$ 67,00/77,00. Já no Porto de Paranaguá, a cotação variou entre R$ 68,00/74,00 por saca. Em Cascavel, no Paraná, a saca foi cotada a R$ 61,00/64,00, enquanto em São Paulo, na Mogiana, o preço ficou entre R$ 70,00/75,00. Em Campinas CIF, a saca foi negociada a R$ 76,00/78,00.

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No Rio Grande do Sul, o preço variou entre R$ 68,00/72,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, o valor foi de R$ 75,00/76,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, o preço situou-se entre R$ 63,00/R$ 65,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, a saca foi negociada a R$ 46,00/55,00 em Rondonópolis.

Em relação ao cenário internacional, os contratos com vencimento em março de 2024 na Bolsa de Chicago mantêm-se cotados a US$ 4,63 3/4 por bushel, sem variações significativas em comparação com o fechamento anterior. A sessão apresenta uma certa volatilidade, com a aversão ao risco no mercado financeiro pressionando as cotações. Contudo, melhorias no clima da América do Sul aliviam as preocupações com a oferta global do cereal. Movimentos de correção técnica, após duas sessões em baixa, limitam uma queda mais expressiva dos preços.

No câmbio, o dólar comercial registra alta de 0,20%, atingindo R$ 4,9249. O Dollar Index apresenta valorização de 0,22%, chegando a 102,43 pontos.

No cenário internacional, as principais bolsas da Ásia fecharam com preços mais altos, enquanto as principais bolsas na Europa operam com índices fracos. O preço do petróleo opera em alta, com o barril de fevereiro do WTI em Nova York alcançando US$ 70,79 (+0,58%).

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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