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Mercado global de arroz se estabiliza, mas incertezas climáticas preocupam, afirma Dreyfus

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O mercado global de arroz começou a mostrar sinais de estabilização depois do forte aumento de preços ocorrido no ano passado, segundo Rubens Marques, executivo-chefe da Louis Dreyfus Co (LDC) para o Sul e Sudeste Asiático. No entanto, o clima imprevisível, agravado pelo fenômeno El Niño, continua sendo uma preocupação.

Os preços do arroz nos principais centros de exportação asiáticos caíram nas últimas semanas, após terem subido ao nível mais alto desde 2008 devido à proibição de exportação imposta pela Índia, o maior exportador do mundo.

“Enfrentamos uma situação desafiadora com a proibição de exportação na Índia e a Indonésia comprando volumes grandes de arroz”, disse Marques. “A combinação desses fatores fez os preços subirem. Agora, parece que a oferta e os preços se estabilizaram.”

A Índia proibiu a exportação de arroz em julho do ano passado, pondo fim a uma década de estabilidade de preços e elevando a inflação alimentar global. Apesar de uma ligeira estabilização nos preços, Marques ressalta que os suprimentos de arroz ainda estão sujeitos a riscos climáticos.

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“Não podemos negar que as mudanças climáticas têm tido impacto e podem continuar a ter, especialmente com o El Niño e um clima mais seco do que o normal”, explicou. O fenômeno El Niño, um aquecimento das águas do Oceano Pacífico, costuma trazer clima quente e seco para a Ásia, afetando as áreas produtoras de arroz.

A LDC, um dos maiores comerciantes de arroz do mundo, fornece o produto para clientes na Ásia, África e Oriente Médio.

Marques destacou que a imprevisibilidade dos padrões climáticos está levando a mais interrupções no fornecimento. “Os eventos climáticos sempre existiram, mas agora a imprevisibilidade se tornou um problema, tornando difícil para o comércio lidar com esses desequilíbrios”, disse.

Os preços elevados do arroz no ano passado levaram a uma queda na demanda em alguns países. “É preciso lembrar que grande parte do arroz exportado pela Índia vai para a África, um mercado altamente sensível ao preço”, explicou Marques. “Com o aumento dos preços, o mercado acabou por racionar a demanda.”

Apesar dos desafios, Marques enfatizou que o mercado está agora focado na produção de culturas irrigadas. “Precisamos monitorar os níveis dos reservatórios em alguns dos principais países produtores. Até maio ou junho, devemos ter uma ideia mais clara do que acontecerá com as culturas irrigadas”, finalizou.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Modernização do agro eleva demanda por energia elétrica no Tocantins e exige infraestrutura mais robusta no campo

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A modernização do agronegócio tem ampliado de forma significativa a demanda por energia elétrica no campo, tornando o insumo um dos pilares da produção rural contemporânea. No Tocantins, a expansão das atividades agrícolas intensivas reforça a necessidade de uma infraestrutura energética mais estável, eficiente e compatível com o avanço tecnológico no setor.

Sistemas de irrigação, armazenagem, secagem de grãos, automação e conectividade passaram a integrar o dia a dia das propriedades, elevando a dependência da energia elétrica e transformando sua gestão em fator estratégico para a competitividade do agro.

Energia elétrica se torna insumo estratégico na produção rural

Com a adoção crescente de tecnologias no campo, a energia elétrica deixou de ser apenas um recurso de apoio e passou a ocupar papel central nas operações agrícolas.

A presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, destaca que a evolução do setor está diretamente ligada à capacidade de investimento em inovação e infraestrutura.

“O crescimento do agro tocantinense está diretamente ligado à capacidade de investir em tecnologia, eficiência e inovação. Para que esse avanço continue acontecendo, é fundamental que a infraestrutura acompanhe essa transformação”, afirma.

Consumo energético cresce com irrigação e agroindustrialização

O aumento do uso de sistemas de irrigação, estruturas de armazenagem e agroindústrias tem alterado o padrão de consumo energético no meio rural, tornando a demanda mais contínua ao longo do ano.

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Segundo a concessionária Energisa Tocantins, o fornecimento de energia no estado cresceu 163% na última década, acompanhando a expansão econômica e a interiorização das atividades produtivas.

Autoleitura ganha espaço entre produtores rurais

Além da expansão da oferta de energia, cresce também a preocupação com a gestão do consumo dentro das propriedades rurais.

Uma das ferramentas que vem ganhando adesão é a autoleitura, autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que permite ao próprio consumidor informar mensalmente a leitura do medidor.

A prática ajuda a reduzir distorções na cobrança e permite maior controle do consumo, especialmente em áreas rurais onde a leitura presencial ocorre, em média, a cada três meses.

De acordo com dados da Energisa Tocantins, mais de 160 mil autoleituras foram registradas em 2025, número 25,15% superior ao ano anterior. A expectativa é ultrapassar 200 mil registros em 2026.

Planejamento energético acompanha expansão do agro

Para a concessionária, o perfil de consumo no campo vem se tornando mais constante e menos sazonal, impulsionado pela mecanização, irrigação e avanço da agroindustrialização.

O diretor técnico comercial da Energisa Tocantins, Alberto Cunha, destaca a importância do planejamento conjunto entre setor elétrico e produtores.

“Observamos um consumo mais contínuo e menos sazonal, impulsionado pelo crescimento da irrigação, da agroindustrialização e pela adoção de novas tecnologias nas propriedades rurais”, afirma.

Segundo ele, o diálogo com entidades do setor produtivo é fundamental para antecipar demandas e estruturar investimentos em infraestrutura.

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Energia integra planejamento estratégico das propriedades

Para lideranças do setor produtivo, a energia elétrica passou a ser um componente essencial do planejamento rural, diretamente ligado à eficiência e à expansão da produção.

Caroline Barcellos reforça que o avanço do agro depende da capacidade de adaptação da infraestrutura.

“O agro tocantinense tem mostrado sua capacidade de crescimento e inovação. Para que esse avanço continue acontecendo, é fundamental que a infraestrutura acompanhe essa evolução”, conclui.

Perspectivas apontam para maior integração entre energia e agronegócio

A tendência é que a demanda por energia elétrica no campo continue crescendo nos próximos anos, acompanhando a digitalização e a intensificação produtiva do agronegócio.

Nesse cenário, a integração entre produtores, entidades representativas e concessionárias será determinante para garantir segurança energética, eficiência operacional e suporte ao desenvolvimento do setor no Tocantins.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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