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Mercado doméstico de Milho prevê semana com negócios lentos

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O mercado interno brasileiro de milho projeta um início de semana com movimento lento nas negociações. Após o fim de semana prolongado devido ao feriado de Páscoa, a retomada das atividades deve enfrentar uma falta de dinamismo. Fatores como o clima, câmbio e logística continuarão sendo acompanhados de perto. Enquanto isso, no cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em queda, enquanto o dólar apresenta valorização frente ao real.

Cenário Doméstico e Internacional

Na última quinta-feira, o mercado interno brasileiro de milho mostrou-se com pouca movimentação, com produtores e consumidores adotando uma postura cautelosa. O foco do dia foi o relatório de Intenção de Plantio divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que atraiu a atenção dos participantes do mercado. Nos próximos dias, as atenções permanecerão voltadas para o clima, câmbio e logística, conforme destacado pela Safras Consultoria.

Preços e Cotações

Em diversos pontos do país, os preços do milho mantiveram-se estáveis. No Porto de Santos e no Porto de Paranaguá, a saca foi negociada entre R$ 57,00 e R$ 64,00. No Paraná, os valores variaram entre R$ 55,00 e R$ 57,00 em Cascavel, enquanto em São Paulo, a cotação ficou entre R$ 56,00 e R$ 59,00 na região da Mogiana. Em Campinas CIF, o preço foi de R$ 62,00 a R$ 63,00 por saca. Já no Rio Grande do Sul, o valor variou entre R$ 56,00 e R$ 57,00 em Erechim, enquanto em Minas Gerais, ficou entre R$ 55,00 e R$ 56,00 em Uberlândia, e em Goiás, entre R$ 51,00 e R$ 56,00 em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, o preço oscilou entre R$ 40,00 e R$ 43,00 em Rondonópolis.

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Cenário em Chicago e Câmbio

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros de milho operaram em queda, refletindo parte dos lucros acumulados na sessão anterior. O mercado foi influenciado pela expectativa de maiores estoques nos Estados Unidos, pela redução do preço do petróleo em Nova York e pelo fortalecimento do dólar em relação a outras moedas. O dólar comercial apresenta alta de 0,34%, cotado a R$ 5,0314, enquanto o índice do dólar registra valorização de 0,08%, atingindo 104,63 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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