AGRONEGÓCIO

Mercado doméstico de café deve ter dia de negócios travados

Publicado em

A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) recua mais de 1%, fator de pressão aos preços domésticos. Já o dólar cai frente ao real. Com isso, os produtores tendem a ficar mais retraídos e aguardando por um cenário mais favorável.

Na segunda-feira (6), o mercado brasileiro de café apresentou preços mais altos. Os ganhos para o arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) e para o robusta em Londres sustentaram as cotações no país. Porém, apesar da alta, a volatilidade atrapalhou e o dia foi curto de negócios, como destaca a SAFRAS Consultoria.

As negociações envolveram mais lotes pontuais, dependendo da necessidade de caixa dos produtores. No conilon, os produtores parecem mais capitalizados e seguraram o café, que reagiu bem nos valores.

O café arábica bebida boa com 15% de catação ficou em R$ 880,00/885,00 a saca, no comparativo com R$ 870,00/875,00 a saca do dia anterior. No cerrado mineiro, arábica bebida dura com 15% de catação teve preço de R$ 885,00/890,00 a saca, contra R$ 875,00/880,00 anteriormente.

Já o café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20% de catação, teve preço de R$ 750,00/755,00 a saca, no comparativo com R$ 740,00/745,00 anteriormente.

O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, ficou em R$ 645,00/650,00 a saca (R$ 635,00/640,00 anteriormente) e o 7/8 em R$ 640,00/645,00 (R$ 630,00/635,00 no dia anterior).

ESTOQUES CERTIFICADOS
  • Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na posição de 06 de novembro de 2023 estão em 347.555 sacas de 60 quilos, com queda de 12.454 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE Futures.
Leia Também:  Biotecnologia e sustentabilidade, ingredientes-chave de café campeão de qualidade
NOVA YORK
  • Os contratos com entrega em março/24 registram baixa de 1,18% na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE), cotados a 171,65 centavos de dólar por libra-peso.
  • A posição março/2024 fechou a segunda-feira a 171,70 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2,55 centavos, ou de 1,5%.
CÂMBIO
  • O dólar comercial registra baixa de 0,28% a R$ 4,8731. O Dollar Index registra alta de 0,40% a 105,64 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia encerraram em baixa. Xangai, -0,04%. Japão, -1,34%.
  • As principais bolsas na Europa operam em baixa. Paris. -0,51%. Frankfurt. -0,40%. Londres. -0,03%.
  • O petróleo opera em alta. Dezembro do WTI em NY: US$ 79,46 o barril (-1,68%).
AGENDA
    • A OCDE publica seu relatório mensal de índice de preços ao consumidor dos países do bloco.
    • Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.
    • EUA: O saldo da balança comercial de setembro será publicado às 10h30 pelo Departamento de Comércio.
    • Dados de oferta e demanda de algodão no MT – Imea, 16h.
  • Quarta-feira (8/11)
    • Alemanha: A leitura revisada do índice de preços ao consumidor de outubro será publicada às 4h pelo Destatis.
    • Dados do setor automotivo em setembro – Anfavea, 10h.
    • EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pelo Departamento de Energia (DoE).
    • Balanços da Corteva, Minerva e SLC.
  • Quinta-feira (9/11)
    • China: A leitura do índice de preços ao consumidor de outubro será na noite anterior às 22h30 pelo departamento de estatísticas.
    • China: A leitura do índice de preços ao produtor de outubro será publicada na noite anterior pelo departamento de estatísticas.
    • Atualização da estimativa para a safra brasileira de grãos em 2023/24 – Conab, 9h.
    • Dados trimestrais de abate no Brasil – IBGE, 9h.
    • Levantamento Sistemático de Produção Agrícola e prognóstico de safra – IBGE, 9h.
    • Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.
    • Relatório de oferta e demanda dos Estados Unidos e mundial de novembro – USDA/Wasde, 14h.
    • Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
    • Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
    • Dados sobre o desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
    • Balanço da São Martinho.
  • Sexta-feira (10/11)
    • Reino Unido: A balança comercial de setembro será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.
    • Reino Unido: A estimativa mensal do PIB de setembro e do terceiro trimestre será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.
    • Reino Unido: A produção industrial de setembro será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.
    • O IBGE divulga, às 9h, o INPC e o IPCA de outubro.
    • O Imea divulga relatório sobre a evolução das lavouras no Mato Grosso.
Leia Também:  Perspectivas positivas para o mercado de açúcar: Altas nas bolsas de NY e Londres iniciam 2024 com impulso

Fonte: Agência SAFRAS

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Plantio da soja começa no Brasil sob risco de El Niño muito forte

Published

on

O plantio da soja 2026/27 começou de forma pontual no Brasil sob o risco de chuvas irregulares no Centro-Norte e excesso de umidade na Região Sul. Mato Grosso e Paraná já possuem áreas semeadas, enquanto os demais Estados entrarão gradualmente no campo entre setembro e dezembro, de acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O início da safra coincide com o fortalecimento do El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) calcula em mais de 90% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte durante a primavera e o verão no Hemisfério Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também aponta 90% de chance de intensidade muito forte entre setembro e novembro.

A previsão não significa que todo o país terá falta de chuva. O efeito esperado é diferente em cada região. No Centro-Oeste, no Matopiba e em parte do Norte e do Sudeste, a preocupação está na demora para a regularização das precipitações, nas temperaturas elevadas e na ocorrência de veranicos. No Sul, o principal risco é o excesso de chuva, que pode encharcar o solo, impedir a entrada das máquinas e favorecer doenças.

Mato Grosso abriu o calendário de semeadura em 7 de setembro. As primeiras áreas foram plantadas principalmente em Campo Novo dos Parecis, Diamantino, Brasnorte e outros municípios do oeste que receberam volumes mais expressivos de chuva. Também há trabalhos em áreas irrigadas.

O avanço ainda é inferior a 1% dos aproximadamente 13 milhões de hectares previstos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A expectativa é de que a semeadura ganhe força somente na primeira quinzena de outubro, quando as chuvas deverão estar mais bem distribuídas.

O problema é que as precipitações registradas até agora são muito localizadas. Enquanto algumas propriedades receberam volume suficiente para acumular água, áreas situadas a poucos quilômetros continuaram secas. Plantar após uma chuva isolada, sem umidade adequada nas camadas mais profundas do solo, aumenta o risco de falhas na germinação, perda de sementes e necessidade de replantio.

A pressa em Mato Grosso está ligada à soja, mas também ao milho e ao algodão cultivados depois da oleaginosa. Quanto mais cedo a soja for colhida, maior será a possibilidade de instalar a segunda safra dentro da janela de menor risco climático. O produtor tenta evitar que o milho e o algodão atravessem o período reprodutivo quando as chuvas já estiverem diminuindo.

Leia Também:  Mato Grosso participa da feira internacional de negócios na China

O Imea projeta produção próxima de 49 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. Apesar do pequeno aumento de área, a estimativa considera redução de 5,4% na produtividade média em relação à temporada anterior. O Estado também já comercializou antecipadamente cerca de 39% da nova safra, acima da média histórica de 30,55% para o período, o que aumenta a necessidade de compatibilizar contratos de venda com o volume que poderá ser efetivamente colhido.

No Paraná, o plantio começou no Norte, Noroeste e Oeste, onde a semeadura está autorizada desde 1º de setembro. Até o levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), aproximadamente 81 mil hectares haviam sido plantados, o equivalente a 1,4% dos 5,76 milhões de hectares previstos para o Estado.

O Sudoeste paranaense foi liberado para plantar em 11 de setembro. Nos municípios mais ao sul, a autorização começa em 20 de setembro. A umidade disponível pode favorecer a emergência da soja, mas chuvas persistentes aumentam o risco de interrupções, compactação, erosão, doenças fúngicas e replantio. O excesso de precipitação também pode atrasar a colheita do trigo e, consequentemente, a entrada da soja nas mesmas áreas.

Rondônia e Amazonas estão autorizados a plantar desde sexta-feira (11), embora ainda não tenham divulgado avanço significativo da semeadura. Em São Paulo, o calendário começou em 1º de setembro na primeira região produtiva, será aberto neste domingo (13) na segunda e chegará à terceira região no dia 16.

Mato Grosso do Sul poderá iniciar o plantio na quarta-feira (16). No mesmo dia, a semeadura será liberada no sul do Pará. O Acre entra no calendário em 21 de setembro, parte de Santa Catarina no dia 22, Goiás no dia 25 e o Rio de Janeiro no dia 29.

Em 30 de setembro, começa a primeira janela do Piauí. Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins poderão plantar a partir de 1º de outubro. A mesma data vale para o sul do Maranhão, incluindo Balsas e outros importantes municípios produtores.

No oeste da Bahia, onde estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e São Desidério, o calendário começa em 8 de outubro. Outras regiões de Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Paraná, Santa Catarina e São Paulo possuem datas próprias, definidas conforme o clima e o histórico da ferrugem-asiática.

Leia Também:  Intensificação sustentável de pastagens ganha espaço no Coplacampo 2026 e reforça foco em produtividade e rentabilidade

Alagoas, Amapá, Ceará e Roraima têm calendários mais tardios, com início da semeadura somente em 2027. Por isso, essas áreas não participam da atual largada da safra nacional.

As datas indicam apenas quando a semeadura é permitida do ponto de vista fitossanitário. Elas não significam que o solo já tenha umidade suficiente nem substituem as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A decisão de plantar depende das condições de cada propriedade e da previsão de continuidade das chuvas.

No Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, o maior perigo é uma precipitação antecipada estimular a semeadura e ser seguida por vários dias de calor e tempo seco. Além de prejudicar a formação inicial da lavoura, um veranico pode obrigar o produtor a repetir operações e elevar os gastos com sementes, combustível, máquinas e mão de obra.

Caso as chuvas demorem a se regularizar, o problema será transferido para a segunda safra. O atraso na colheita da soja reduz o tempo disponível para o milho e o algodão, enquanto uma interrupção antecipada das chuvas pode atingir essas culturas durante fases de maior necessidade de água.

No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná, o El Niño tende a aumentar a disponibilidade hídrica, mas chuvas frequentes podem produzir o efeito contrário ao desejado. Solo saturado, dificuldade de pulverização, menor luminosidade e aumento da pressão de doenças podem limitar o potencial das lavouras mesmo sem falta de água.

Uma simulação apresentada pelo economista Alexandre Mendonça de Barros, da consultoria EY, calcula que um cenário de estresse climático semelhante ao de 2015 poderia retirar até 12 milhões de toneladas da safra brasileira. O número representa cerca de 6,5% das 186 milhões de toneladas projetadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o país.

A estimativa de perda não é uma previsão consolidada, mas uma simulação de risco. O resultado final dependerá da distribuição das chuvas, das temperaturas, da duração dos veranicos e do manejo adotado em cada região. Em uma safra marcada por extremos opostos, o principal desafio não será apenas saber quanto vai chover, mas onde, quando e com que regularidade essa chuva chegará.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA