AGRONEGÓCIO

Mercado doméstico de algodão andou descolado dos referenciais e comercialização foi moderada

Publicado em

Ao longo dos últimos dias as cotações domésticas ficaram no mesmo patamar, enquanto a pluma recuava na Bolsa de Nova York. Porém, nesta quinta-feira (09) houve uma recuperação no referencial nova-iorquino, mas o comprador esteve resiliente e corrigiu suas bases para baixo. Com isso, a comercialização durante a semana foi moderada, informou a SAFRAS Consultoria.

Na indicação no CIF do polo industrial paulista, a fibra encerrou o dia 9 em torno de R$ 3,95/libra-peso, uma desvalorização de 0,25% quando comparado ao preço pago na semana anterior de R$ 3,96/libra-peso.

No FOB exportação do porto de Santos/SP, a fibra fechou o dia 9 cotada a US$ 76,49 centavos/libra-peso. Ante o contrato de maior liquidez (Março/24) negociado na Ice Futures US, o prêmio pago pelo algodão brasileiro ficou negativo em 0,03 centavos/libra-peso. Há uma semana era -3,13 centavos/libra-peso.

USDA

O relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou a produção de algodão do país na temporada 2023/24 em 13,09 milhões de fardos, ante 12,82 milhões de fardos no mês anterior. A safra 2022/23 ficou em 14,47 milhões de fardos.

Leia Também:  Adapar lança cadastro para mapear pomares de uva e prevenir deriva de agrotóxicos no Paraná

As exportações deverão ficar em 12,2 milhões de fardos em 2023/24, mesmo valor do mês anterior. O consumo interno foi previsto em 2,05 milhões de fardos para 2023/24, ante 2,15 milhões de fardos no mês de outubro.

Baseado nas estimativas de produção, exportação e consumo, os estoques finais norte-americanos foram previstos em 3,2 milhões de fardos para a temporada 2023/24, contra 2,8 milhões de fardos no mês passado. Na temporada 2022/23, foram 4,25 milhões de fardos.

O USDA estimou a produção global de algodão em 113,46 milhões de fardos, ante 112,6 milhões de fardos no mês passado. Em 2022/23 ficou em 116,65 milhões de fardos.

As exportações mundiais de algodão foram estimadas em 43,31 milhões de fardos para 2023/24, contra 43,24 milhões de fardos no mês anterior. A estimativa para o consumo mundial é de 115,3 milhões de fardos, ante 115,79 milhões de fardos no mês de outubro. Os estoques finais foram projetados em 81,5 milhões de fardos, ante 79,92 milhões de fardos no relatório anterior. Na safra 2022/23, eram esperados 83,04 milhões de fardos.

Leia Também:  Dólar sobe para R$ 4,96 com dados do mercado de trabalho americano

A expectativa é que a China colha 27 milhões de fardos na temporada 2023/24, mesmo patamar estimado no mês passado. A produção do Paquistão para 2023/24 foi prevista em 6,5 milhões de fardos, mesmo valor estimado no mês anterior. O Brasil tem a safra 2023/24 estimada em 14,56 milhões de fardos, mesmo valor estimado no mês de outubro. Já produção indiana de algodão deve chegar a 25 milhões de fardos em 2023/24, mesmo valor estimado no mês anterior.

Fonte: Agência Safras

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Produção de grãos deve crescer 11,9% na safra 2024/25 e atingir novo recorde no Brasil

Published

on

Safra brasileira de grãos caminha para novo recorde histórico

A produção brasileira de grãos na safra 2024/25 deve alcançar um novo recorde, com crescimento estimado em 11,9% em relação ao ciclo anterior. De acordo com dados da Conab, o volume total deve atingir patamar histórico, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade e pela expansão da área cultivada.

O resultado reflete condições climáticas mais favoráveis em comparação à safra passada, além de investimentos em tecnologia e manejo por parte dos produtores.

Expansão da área plantada contribui para aumento da produção

A área total destinada ao cultivo de grãos também apresenta crescimento, reforçando o potencial produtivo do país.

Esse avanço é puxado principalmente por culturas estratégicas, como:

  • Soja
  • Milho
  • Algodão

A ampliação da área, aliada a ganhos de produtividade, sustenta a expectativa de uma safra robusta e com forte impacto no abastecimento interno e nas exportações.

Soja lidera produção nacional e mantém protagonismo

A soja segue como principal cultura do país, com participação significativa no volume total produzido.

Leia Também:  Análise trimestral da pecuária: Crescimento no abate de bovinos e suínos, contrariando a tendência de queda nos frangos no 4º trimestre de 2023

A expectativa é de recuperação na produtividade, após desafios climáticos enfrentados no ciclo anterior. Esse desempenho reforça o papel do Brasil como um dos maiores produtores e exportadores globais da commodity.

Milho apresenta recuperação e reforça oferta interna

A produção de milho também deve crescer na safra 2024/25, impulsionada pelo bom desenvolvimento da segunda safra (safrinha).

A combinação de clima mais favorável e maior área plantada contribui para elevar a oferta do cereal, que é fundamental tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Algodão e outras culturas também registram avanço

Além de soja e milho, outras culturas importantes, como o algodão, também apresentam perspectiva de crescimento.

O avanço dessas cadeias produtivas amplia a diversificação da produção agrícola brasileira e fortalece a posição do país no comércio internacional.

Condições climáticas favorecem desenvolvimento das lavouras

O clima tem sido um fator decisivo para o bom desempenho da safra atual. Em comparação ao ciclo anterior, marcado por irregularidades climáticas, a safra 2024/25 apresenta maior regularidade nas chuvas e melhores condições para o desenvolvimento das culturas.

Leia Também:  Embrapa lança documentário sobre o potencial da região Central Mineira

Esse cenário contribui diretamente para o aumento da produtividade média das lavouras.

Impactos positivos para o mercado interno e exportações

O crescimento da produção deve gerar efeitos relevantes em toda a cadeia do agronegócio:

  • Maior disponibilidade de produtos no mercado interno
  • Potencial de redução de preços em alguns segmentos
  • Aumento das exportações
  • Fortalecimento da balança comercial

Com maior oferta, o Brasil tende a consolidar ainda mais sua posição como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Perspectivas: safra robusta reforça protagonismo do agronegócio

A expectativa de uma produção recorde reforça o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira.

Com ganhos de produtividade, expansão de área e clima favorável, o setor segue como um dos principais motores de crescimento do país, com impactos positivos sobre renda, emprego e comércio exterior.

A consolidação desses resultados ao longo da safra dependerá da manutenção das condições climáticas e do cenário de mercado nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA