AGRONEGÓCIO

Mercado do Milho Mostra Reação e Mantém Sustentação com Apoio do Clima e da Logística

Publicado em

O mercado brasileiro de milho iniciou 2026 com pouca movimentação, mas mantendo firmeza nas cotações. Segundo o Cepea, mesmo com o recesso de Carnaval reduzindo as negociações, os preços permaneceram estáveis, sustentados principalmente pela oferta limitada.

Muitos produtores seguem concentrados nas atividades de campo, o que reduz o volume disponível para comercialização e ajuda a manter o mercado firme. Além disso, os poucos vendedores ativos no mercado spot adotam postura mais rígida nas negociações, travando a liquidez.

Do lado da demanda, as compras encontram entraves logísticos e de custo. Com o frete priorizado para o transporte de soja, a janela operacional para o milho diminui, dificultando embarques e fechamentos.

No campo, o avanço da colheita do milho verão ocorre de forma satisfatória, com atenção voltada à falta de chuvas no Sul, enquanto o cultivo da segunda safra avança sob condições climáticas mais favoráveis no Centro-Oeste e Sudeste.

Região Sul apresenta baixa liquidez e variação de preços entre R$ 54,00 e R$ 72,00 por saca

No Sul do Brasil, o mercado de milho atravessa um período de baixa liquidez e ajustes de preços. Levantamento da TF Agroeconômica aponta que, no Rio Grande do Sul, a comercialização segue pontual, com compradores cautelosos diante da entrada da nova safra.

As indicações regionais variam de R$ 54,00 a R$ 72,00 por saca, conforme custos logísticos e região. Segundo a Emater, o preço médio estadual recuou 0,89%, passando de R$ 59,34 para R$ 58,81 por saca.

O plantio da safra 2025/26 está praticamente concluído, atingindo 99% da área, e a colheita já alcança 58%, com rendimento dentro do projetado, mas com forte variabilidade nas lavouras, reflexo da irregularidade das chuvas.

Leia Também:  "Sansão gigante" reforça parcerias e compromisso de Cuiabá com inclusão

Em Santa Catarina, o impasse entre pedidas de R$ 75,00 e ofertas de R$ 65,00 mantém o mercado travado. No Paraná, as vendas giram em torno de R$ 70,00 por saca, com compradores oferecendo R$ 60,00 CIF. O estado apresenta expansão da cultura, podendo disputar com a soja a liderança em volume total na safra 2025/26, apoiado na demanda das cadeias de proteína animal e usinas de etanol.

Já em Mato Grosso do Sul, as referências variam de R$ 53,00 a R$ 55,00, com o setor de bioenergia absorvendo parte da oferta disponível.

Após meses de queda, mercado reage e busca equilíbrio técnico

O mercado brasileiro de milho começa a mostrar sinais de recuperação técnica após meses de desvalorização. Dados da TF Agroeconômica indicam uma reação consistente nos últimos 60 dias, mesmo com resistência em torno de R$ 69,00 por saca na safrinha.

O movimento reflete estoques mais ajustados e influência do mercado internacional. O USDA projetou para 2026/27 uma redução da área plantada nos Estados Unidos para 38,04 milhões de hectares, abaixo da média esperada, resultando em produção menor e estoques finais reduzidos.

As exportações norte-americanas também devem crescer 30%, totalizando 62,27 milhões de toneladas, o que dá sustentação aos preços internacionais. Apesar disso, o setor acompanha com cautela o impasse sobre o E-15, combustível que mistura etanol e gasolina, cuja liberação total poderia ampliar a demanda por milho.

Contratos futuros sobem na B3 e acompanham tendência de alta em Chicago

Na B3, os contratos futuros do milho encerraram a semana com valorização, impulsionados por fatores climáticos, logísticos e pelo desempenho das bolsas internacionais.

De acordo com a TF Agroeconômica, o contrato de maio/2026 avançou 1,54%, encerrando a R$ 71,43 por saca, enquanto o de março/2026 subiu para R$ 72,00 por saca.

Leia Também:  Colheita de café na área da Cooxupé alcança 86,1% até meados de agosto

Na Chicago Board of Trade, o contrato de maio fechou a US$ 4,39 3/4 por bushel, acumulando leve alta semanal, sustentado pela redução da área plantada nos Estados Unidos.

O câmbio se manteve estável, com o dólar comercial cotado a R$ 5,18, enquanto o petróleo WTI fechou a US$ 66,66 o barril.

Exportações brasileiras avançam, mas liquidez interna segue limitada

Apesar da lentidão nas negociações internas, as exportações brasileiras de milho avançam em fevereiro, superando o mesmo período do ano passado. Segundo o Cepea, o resultado reflete contratos firmados antecipadamente, que garantem ritmo maior de embarques.

Nos portos, as cotações variam entre R$ 67,00 e R$ 70,00 por saca em Santos e Paranaguá. Em regiões produtoras, os preços oscilam entre R$ 50,00 e R$ 73,00, influenciados por custos de transporte e distância dos portos.

A tendência, segundo analistas, é de mercado lateralizado no curto prazo, com produtores segurando estoques e priorizando o trabalho em campo. A falta de oferta imediata mantém os preços sustentados, enquanto o foco permanece na colheita e na evolução da segunda safra.

Perspectivas: volatilidade e atenção ao clima devem seguir guiando o mercado

As próximas semanas devem ser marcadas por volatilidade e atenção redobrada ao comportamento climático e à logística.

Com o câmbio oscilando e o custo de transporte elevado, a combinação de estoques ajustados, incertezas globais e ritmo de exportações firme deve manter o mercado de milho sustentado, ainda que sem movimentos bruscos de alta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Cuiabá realiza mutirão de consultas neurológicas no HMC neste sábado

Published

on

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, realizará neste sábado (6), no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), um mutirão de consultas neurológicas voltado a pacientes regulados pela Central de Regulação Municipal.

Ao todo, 75 pacientes previamente autorizados e inseridos na fila de espera da regulação serão atendidos pela equipe de neurocirurgia do HMC. As consultas ocorrerão das 7h às 12h. Todos os pacientes contemplados já foram comunicados previamente sobre os horários e orientações para o atendimento.

A iniciativa faz parte das ações da gestão municipal para ampliar o acesso da população aos serviços especializados de saúde, agilizar diagnósticos e reduzir o tempo de espera por consultas com especialistas.

A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, ressaltou que a mobilização das equipes permite otimizar a estrutura da rede municipal e oferecer mais atendimentos em menor tempo.

“Essas ações demonstram o compromisso da gestão em buscar alternativas para dar mais celeridade aos atendimentos especializados. Com planejamento e dedicação das equipes, conseguimos ampliar a oferta de consultas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes que aguardam na fila da regulação”, destacou.

Leia Também:  Previsões apontam recorde de temperatura nos próximos dias de verão no Brasil

As consultas neurológicas são fundamentais para o diagnóstico e acompanhamento de doenças que afetam o sistema nervoso, incluindo problemas na coluna, compressões nervosas, traumatismos e outras condições que podem demandar tratamento especializado ou intervenção cirúrgica. Com a ação, os pacientes regulados terão acesso mais rápido à avaliação médica especializada, contribuindo para a redução da fila de espera e para o início oportuno do tratamento.

Além do mutirão neurológico, o Ambulatório do Hospital Municipal de Cuiabá também realiza, durante todas as terças-feiras do mês de junho, mutirões de triagem destinados a pacientes que necessitam de cirurgias reparadoras em decorrência de queimaduras elétricas sofridas em acidentes de trabalho.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA