AGRONEGÓCIO

Mercado do boi gordo permanece estável durante a Semana Santa

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Estabilidade nas praças paulistas durante a Semana Santa

Segundo o informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo manteve-se estável nas praças do estado de São Paulo durante a Semana Santa. A paralisação de novas estratégias por parte de compradores e vendedores foi apontada como um dos principais fatores para a manutenção dos preços no período.

Escalas de abate seguem regulares em São Paulo

As escalas de abate permaneceram inalteradas nas indústrias paulistas, com média de cinco dias úteis. De acordo com fontes do setor, o cenário se manteve estável para todas as categorias de bovinos, sem grandes variações nas negociações ao longo da semana.

Oferta regular e presença de fêmeas no mercado de Rondônia

No Sudeste de Rondônia, a oferta de boiadas foi considerada dentro do esperado. As escalas de abate seguiram atendendo a uma média de sete dias. Um destaque observado foi a maior presença de fêmeas nas negociações locais. Os preços praticados foram brutos e com prazo, conforme a dinâmica tradicional do mercado da região.

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Exportações de carne bovina in natura crescem no início de abril

No cenário internacional, o Brasil registrou crescimento nas exportações de carne bovina in natura nas primeiras semanas de abril. Segundo dados preliminares, até a primeira semana do mês foram embarcadas 98,2 mil toneladas do produto, o que equivale a uma média diária de 11 mil toneladas — um aumento de 15,6% em relação à média diária registrada em abril de 2024.

Alta no preço médio da tonelada exportada

Além do aumento no volume, o preço médio por tonelada exportada também apresentou valorização, atingindo US$ 4,9 mil. O valor representa um avanço de 9,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, refletindo uma combinação de demanda internacional aquecida e valorização do produto brasileiro no mercado externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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