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Mercado de vinhos cresce quase 10% no Brasil em 2025 e espumantes impulsionam faturamento

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O mercado brasileiro de vinhos e espumantes encerrou 2025 com faturamento estimado em R$ 21,1 bilhões, registrando crescimento próximo de 10% em relação ao ano anterior. O avanço foi impulsionado, principalmente, pelo aumento do tíquete médio, refletindo a maior demanda por produtos de maior valor agregado.

Os dados fazem parte de levantamento da Ideal.BI, que aponta uma mudança no perfil de consumo no país, com maior valorização de rótulos premium.

Produtos de maior valor agregado impulsionam crescimento

O desempenho positivo do setor em 2025 está diretamente ligado à elevação do valor médio das compras. Consumidores passaram a investir mais em vinhos de qualidade superior, contribuindo para o aumento do faturamento total, mesmo sem crescimento proporcional no volume consumido.

Esse movimento indica uma maturidade maior do mercado brasileiro, com foco crescente em experiência e qualidade.

Espumantes ganham protagonismo no consumo nacional

Entre as categorias, os espumantes seguem como um dos principais destaques do setor. Em 2025, foram comercializados mais de 40 milhões de litros da bebida no Brasil.

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O crescimento reforça uma mudança importante no comportamento do consumidor: os espumantes deixaram de ser consumidos apenas em ocasiões especiais e passaram a fazer parte do dia a dia.

Esse avanço consolida a categoria como uma das mais dinâmicas dentro do mercado de vinhos no país.

Wine South America deve reunir principais players do setor

As perspectivas, desafios e oportunidades do mercado serão debatidos durante a Wine South America, que acontece entre os dias 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS).

O evento chega à sua sexta edição com a proposta de fortalecer o Brasil como um polo estratégico da vitivinicultura na América Latina.

A feira deve reunir mais de 400 marcas nacionais e internacionais, além de representantes de cerca de 20 países, promovendo networking e negócios no setor.

Setor projeta desafios e oportunidades para 2026

Apesar do crescimento consistente, o setor de vinhos e espumantes deve enfrentar desafios em 2026, ao mesmo tempo em que mantém boas perspectivas de expansão.

A tendência é de continuidade no avanço dos produtos de maior valor agregado, além do fortalecimento dos espumantes no mercado interno.

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O cenário indica um setor em evolução, com maior sofisticação do consumo e ampliação das oportunidades para produtores e distribuidores no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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