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Mercado de soja retrocede em Chicago apesar de alta no trigo e milho

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O início da semana foi marcado por quedas nos preços da soja na Bolsa de Chicago, em contraste com a alta no mercado de trigo e milho. Na segunda-feira (22), os contratos futuros da oleaginosa recuaram entre 4 e 4,50 pontos, com a cotação de maio chegando a US$ 11,46 por bushel, enquanto a de agosto ficou em US$ 11,62. Esse comportamento reflete uma inversão em relação ao trigo, que registrou mais de 1% de avanço, e ao milho, que também apresentou crescimento.

Entretanto, no complexo da soja, houve variações. Os preços do óleo de soja subiram, com uma alta superior a 0,8% entre as posições mais negociadas, enquanto o farelo de soja sofreu um declínio de mais de 1%. Este movimento mostra uma tendência mista para o setor, com a soja mantendo um cenário de lateralização.

O foco dos investidores está no andamento da nova safra dos Estados Unidos e nas condições climáticas do Corn Belt, que têm influência direta na produtividade. Conforme observado por Ginaldo Sousa, diretor-geral do Grupo Labhoro, o tempo seco do fim de semana permitiu o progresso no plantio. As previsões climáticas, segundo os modelos europeus, continuam favoráveis para a maior parte do Corn Belt, indicando um ambiente seco nos próximos 10 dias em regiões como Ohio, Indiana, leste de Illinois, Dakota do Norte e parte da Dakota do Sul.

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Enquanto isso, as preocupações geopolíticas permanecem, principalmente devido à tensão contínua no Oriente Médio e ao conflito em andamento entre Rússia e Ucrânia. Esses elementos, juntamente com o cenário macroeconômico e a conclusão da safra sul-americana, continuam a influenciar o mercado de commodities. Os produtores e investidores devem manter atenção a esses fatores ao planejar suas estratégias e tomar decisões informadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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