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Mercado de soja no Brasil inicia a terça com poucos negócios e preços em queda

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O mercado brasileiro de soja mantém um cenário de pouca movimentação nesta terça-feira, com os preços em tendência de queda e negócios limitados. O dólar continua em declínio, cotado abaixo de R$ 5,50, enquanto a Bolsa de Chicago apresenta uma manhã marcada pela volatilidade, com o mercado buscando um novo posicionamento.

Na segunda-feira, o cenário foi de estagnação, com os preços variando de estáveis a mais baixos. A combinação do recuo do dólar e a instabilidade em Chicago contribuiu para afastar os produtores das negociações, ampliando a diferença entre os preços de compra e venda.

No Rio Grande do Sul, o preço da saca de 60 quilos em Passo Fundo caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00, enquanto na região das Missões, o valor baixou de R$ 134,50 para R$ 132,00. No Porto de Rio Grande, a saca foi negociada a R$ 138,00, ante os R$ 141,00 registrados anteriormente.

No Paraná, o cenário foi semelhante. Em Cascavel, o preço da saca reduziu de R$ 135,00 para R$ 134,00, e no porto de Paranaguá, houve uma queda de R$ 140,00 para R$ 139,00.

Em outras regiões produtoras, a movimentação foi igualmente contida. Em Rondonópolis (MT), o preço da saca se manteve estável em R$ 130,00. Já em Dourados (MS), a saca foi negociada a R$ 128,00, uma leve queda em relação aos R$ 129,00 anteriores. Em Rio Verde (GO), o valor caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00.

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Cenário Internacional e Volatilidade em Chicago

Os contratos de soja para entrega em novembro operavam a US$ 10,07 3/4 por bushel na manhã de terça-feira, um leve aumento de 0,32% em relação ao dia anterior. O mercado internacional continua instável, à medida que a colheita nos Estados Unidos avança, consolidando a expectativa de ser uma das maiores já registradas.

De acordo com o último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), até 15 de setembro, 6% da área de soja havia sido colhida, comparado a 4% no mesmo período do ano anterior, enquanto a média histórica é de 3%. Sobre as condições das lavouras, 64% estavam classificadas entre boas e excelentes, 25% em condições regulares e 11% em situação ruim ou muito ruim.

Prêmios e Exportação

Os prêmios de exportação da soja registraram uma leve alta na segunda-feira, sustentados pela firmeza do mercado, apesar de poucos negócios devido ao feriado na China. A leve queda nos preços em Chicago impediu que os ganhos fossem mais expressivos.

Os prêmios de exportação para outubro estavam entre +140 e +170 centavos de dólar sobre a Bolsa de Chicago, no Porto de Paranaguá. Já para fevereiro de 2024, o prêmio variava entre +55 e +70 centavos, enquanto para março de 2025, os prêmios estavam entre +15 e +35 centavos, segundo informações da consultoria Safras & Mercado. O preço FOB (flat price) para fevereiro oscilou entre US$ 401,60 e US$ 407,10 por tonelada, frente ao intervalo de US$ 402,00 a US$ 405,70 registrado no dia anterior.

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Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial operava em queda de 0,28% nesta terça-feira, sendo cotado a R$ 5,4943. O dollar index (DXY), que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta de outras divisas, também apresentava recuo de 0,11%, alcançando 100,65 pontos.

No cenário internacional, as bolsas asiáticas encerraram o dia com resultados mistos, com a Bolsa de Xangai fechada devido a um feriado e Tóquio apresentando uma queda de 1,03%. Já na Europa, as principais bolsas operavam em alta, com Paris e Frankfurt subindo 0,78%, enquanto Londres registrava alta de 0,81%.

No mercado de petróleo, os preços também apresentavam elevação. O barril de WTI, com vencimento em outubro, subia 1,18%, sendo negociado a US$ 68,08.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho hoje: mercado brasileiro opera com cautela, clima pressiona safrinha e preços oscilam

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O mercado brasileiro de milho mantém um ambiente de cautela nesta terça-feira, refletindo a combinação de incertezas climáticas, oscilações no cenário internacional e dúvidas sobre o tamanho da oferta interna. As atenções seguem voltadas ao desenvolvimento da safrinha, especialmente diante da irregularidade das chuvas em importantes regiões produtoras.

A possibilidade de perdas na segunda safra, com destaque para o estado de Goiás, segue no radar dos agentes. A falta de precipitações pode comprometer o potencial produtivo, sustentando a apreensão entre produtores. Ainda assim, parte do mercado avalia que os preços têm sido mais influenciados pelo ritmo das exportações do que propriamente pelas perdas no campo.

Clima e safrinha limitam negócios no mercado físico

O mercado iniciou a semana dividido entre o avanço da colheita da primeira safra e o risco climático sobre a segunda safra. Esse cenário tem reduzido a liquidez, com compradores adotando postura cautelosa.

Estimativas privadas apontam cenários distintos. Algumas consultorias elevaram a produção da safra de verão em cerca de 4%, projetando 28,6 milhões de toneladas. Por outro lado, há projeções de perdas na safrinha entre 10% e 15% em estados como Goiás, caso o regime de chuvas não se normalize nos próximos dias.

Preços do milho no Brasil seguem regionalizados

As cotações continuam variando conforme a região, refletindo oferta, demanda e logística:

  • Porto de Santos (SP): R$ 66,50 a R$ 69,00 por saca (CIF)
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 65,50 a R$ 69,00 por saca
  • Cascavel (PR): R$ 61,00 a R$ 62,50
  • Mogiana (SP): R$ 63,00 a R$ 65,00
  • Campinas (SP, CIF): R$ 68,00 a R$ 70,00
  • Erechim (RS): R$ 66,50 a R$ 68,00
  • Uberlândia (MG): R$ 55,00 a R$ 58,00
  • Rio Verde (GO, CIF): R$ 56,00 a R$ 58,00
  • Rondonópolis (MT): R$ 48,00 a R$ 52,00
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No Sul do país, o mercado segue com baixa liquidez. No Rio Grande do Sul, a colheita já alcança cerca de 94% da área, enquanto em Santa Catarina está praticamente concluída, com 99%. Ainda assim, o descompasso entre pedidas e ofertas limita o fechamento de novos negócios.

B3 reflete incertezas sobre oferta e demanda

Na B3, os contratos futuros de milho registraram variações mistas, refletindo a divisão do mercado quanto às perspectivas de oferta:

  • Maio/2026: R$ 67,53 (queda de R$ 0,42 no dia e de R$ 1,39 na semana)
  • Julho/2026: R$ 69,79 (alta de R$ 0,13 no dia e de R$ 0,12 na semana)
  • Setembro/2026: R$ 71,23 (recuo de R$ 0,39 no dia e de R$ 0,79 na semana)

Os agentes acompanham tanto o impacto da seca na safrinha quanto o aumento da oferta da primeira safra, o que mantém o mercado técnico e volátil.

Chicago recua após atingir máxima anual

No cenário internacional, os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago operam em queda após atingirem máximas de um ano no início da sessão.

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O contrato com entrega em julho é cotado a US$ 4,83 1/4 por bushel, com recuo de 0,51%. O movimento é atribuído à realização de lucros, além da pressão exercida pela queda do petróleo em Nova York e pela valorização do dólar frente a outras moedas, fatores que reduzem a competitividade do milho norte-americano.

Câmbio e cenário externo no radar

O dólar comercial apresenta leve queda frente ao real, cotado a R$ 4,9477, com desvalorização de 0,38%. Já o Dollar Index avança para 98,52 pontos.

Nos mercados globais, as bolsas europeias operam de forma mista, enquanto as principais praças asiáticas não tiveram negociações devido a feriados. O petróleo WTI, por sua vez, recua para US$ 103,13 por barril.

Perspectivas para o mercado do milho

No curto prazo, o mercado deve seguir sensível a três fatores principais: as condições climáticas no Centro-Oeste, determinantes para a safrinha; o ritmo das exportações, que pode sustentar os preços; e o comportamento do câmbio e das cotações em Chicago.

Diante das incertezas, a tendência é de continuidade no ritmo lento de negociações, com movimentos pontuais e forte dependência de novas informações sobre produtividade e oferta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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