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Mercado de óleos vegetais: soja registra leve alta, mas segue pressionada

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O mercado de óleo de soja apresentou uma leve valorização na semana passada, interrompendo uma sequência de três semanas consecutivas de desvalorização. De acordo com a consultoria StoneX, o contrato para maio de 2025 encerrou com alta de 1,0%, cotado a US¢ 42,0/lb. Esse movimento foi impulsionado por fatores como a firme demanda externa pelo produto americano, a baixa competitividade do óleo de palma e revisões para baixo na estimativa da safra argentina.

Apesar desse ajuste positivo, o mercado segue pressionado por uma oferta global elevada e um consumo enfraquecido nos Estados Unidos, o que limita uma recuperação mais expressiva nos preços. A perspectiva de uma colheita abundante e a demanda moderada no mercado interno americano mantêm os valores sob controle. Assim, mesmo diante de algumas condições favoráveis às exportações, o potencial de alta ainda é restrito, com investidores aguardando ajustes mais significativos na oferta e demanda para uma possível reversão da tendência.

Enquanto isso, o óleo de palma seguiu um caminho oposto, registrando retração de 1,0% na última semana. O contrato para maio de 2025 foi negociado a USD 1.019/t. Apesar da queda, o óleo de palma continua com valores elevados em relação ao ano anterior, superando os preços do óleo de soja e do óleo de girassol em diversos mercados. Essa diferença de competitividade entre os óleos vegetais evidencia o comportamento atípico dos preços, com a palma se mantendo mais cara, especialmente em alguns segmentos específicos do mercado global.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Queda da fertilidade global e mudança demográfica pressionam cenário das commodities, aponta análise

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A aceleração da queda nas taxas de fertilidade em diversos países está redesenhando premissas fundamentais usadas em análises de mercado, com impactos potenciais relevantes para o agronegócio global e para o comportamento das commodities no médio e longo prazo.

A avaliação é de Marcos Rubin, CEO e fundador da Veeries, que vem acompanhando a revisão contínua dos dados demográficos em diferentes regiões do mundo. Segundo ele, as projeções populacionais atuais já se distanciam significativamente dos cenários elaborados há apenas cinco anos.

Fertilidade abaixo do esperado em escala global

De acordo com a análise, nenhum país monitorado pela Organização das Nações Unidas (ONU) apresenta hoje taxa de fertilidade dentro das projeções consideradas mais pessimistas feitas anteriormente. Em praticamente todos os casos, os índices atuais estão abaixo do pior cenário previsto.

Para manutenção do equilíbrio populacional no longo prazo, a taxa de reposição demográfica é de aproximadamente 2,1 filhos por mulher. No entanto, os números atuais mostram um descolamento estrutural dessa referência:

  • Nigéria: cerca de 4,5 filhos por mulher
  • Índia: 2,0 filhos por mulher (ligeiramente abaixo da reposição)
  • Brasil: 1,6 filho por mulher
  • China: 1,0 filho por mulher
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No caso chinês, os dados mais recentes já indicam não apenas desaceleração, mas uma tendência consolidada de redução populacional.

China concentra maior distância entre projeção e realidade

O ponto de maior atenção entre os analistas é a China. Há cinco anos, as estimativas indicavam que o país estaria hoje com taxa de fertilidade entre 1,7 e 1,9 filho por mulher. O resultado atual, em torno de 1,0, representa uma divergência significativa em relação aos modelos anteriores.

Essa diferença reforça a percepção de que as projeções demográficas vêm sendo revisadas para baixo de forma contínua, acompanhando a aceleração do envelhecimento populacional e a queda na taxa de nascimentos.

Cenário pode configurar “colapso populacional” em algumas economias

Segundo Marcos Rubin, novas revisões devem indicar números ainda menores nos próximos ciclos de atualização. Esse movimento é interpretado por parte dos especialistas como um processo de colapso populacional em determinadas economias, especialmente aquelas já abaixo da taxa de reposição há anos.

Os efeitos econômicos não são imediatos, mas tendem a se tornar mais relevantes em um horizonte de cinco a dez anos, conforme o envelhecimento populacional se intensifica e a força de trabalho começa a encolher em diversos países.

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Impactos diretos no agronegócio e nas commodities

No setor do agronegócio, a principal implicação está na revisão das premissas de demanda global por alimentos. Estratégias e projeções que ainda assumem crescimento populacional linear podem estar superestimando o ritmo futuro de expansão do consumo.

O avanço mais lento — ou até a redução — da população em grandes mercados consumidores altera o papel da demografia como motor estrutural das commodities. Nas últimas décadas, esse fator foi um dos principais sustentadores do crescimento da demanda global por alimentos.

Com a mudança em curso, o setor passa a enfrentar um novo cenário, no qual eficiência produtiva, abertura de novos mercados e mudanças no padrão de consumo ganham ainda mais relevância para sustentar o crescimento da demanda.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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