AGRONEGÓCIO

Mercado de Óleos de Palma e Soja: Atualizações e Perspectivas da Hedgepoint

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As exportações de óleo de soja pelos Estados Unidos alcançaram 397 mil toneladas, superando as 272 mil toneladas previstas pelo relatório WASDE. Esse desempenho resultou na redução dos estoques ao menor nível desde a safra 2012/13.

Segundo Ignacio Espinola, analista sênior da Hedgepoint Global Markets, em outubro foi registrado um volume recorde de esmagamento de soja, totalizando 5,87 milhões de toneladas — um crescimento de 7,1% em relação ao mesmo período de 2022. Espinola destacou ainda o aumento no spread entre os preços do óleo de soja e do óleo de palma, o que favoreceu as vendas no mercado à vista.

Indonésia e o Programa Biodiesel B40

A Indonésia planeja implementar, a partir de janeiro de 2025, a elevação da mistura de biodiesel de 35% para 40%, ampliando o consumo de óleo de palma de 11 milhões para 13,9 milhões de toneladas anuais. Com essa medida, espera-se uma redução de 40 milhões de toneladas métricas de emissões de dióxido de carbono.

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Além disso, o governo indonésio elevou o imposto de exportação do óleo de palma bruto (CPO) de 124 USD/Mt para 178 USD/Mt, impactando positivamente os preços do produto no mercado global.

Impacto Climático na Produção da Malásia

Na Malásia, chuvas intensas e as piores enchentes em 20 anos estão prejudicando a produção de óleo de palma, especialmente na costa leste e no norte do país. Apesar das adversidades, o mês de novembro registrou exportações recordes.

Espinola apontou que os estoques locais devem se reduzir ainda mais, principalmente antes do período de baixa produção, entre janeiro e março. Fatores como a valorização do índice DXY também têm sustentado os preços do óleo de palma, negociado na bolsa Bursa Malaysia em ringgit.

Dinâmica de Preços no Complexo de Soja

A tendência de baixa no complexo de soja é influenciada pelo dólar forte, previsões climáticas favoráveis e uma produção recorde na América do Sul para a safra 2024/25. Além disso, há incertezas sobre possíveis novas tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre a China.

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Os fundos de investimento têm ampliado suas posições vendidas. No caso da soja em grão, as posições aumentaram de 70 mil para 90 mil contratos, enquanto no farelo de soja chegaram a 82 mil contratos, próximos ao menor nível dos últimos 10 anos.

No mercado de óleo de soja, os fundos aumentaram as vendas de 6 mil para 24 mil contratos, aproximando-se do menor patamar em cinco anos. Essa dinâmica contribuiu para a queda do contrato futuro de dezembro na CBOT, que apresentou uma desvalorização de 5%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro

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A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.

A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.

Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.

A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.

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A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.

A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.

Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.

O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.

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A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.

Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.

A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.

Você lê a versão em português clicando aqui.

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Fonte: Pensar Agro

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