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Mercado de milho registra negociações lentas no Brasil e ajustes em Chicago

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O mercado de milho brasileiro segue com liquidez reduzida e preços regionais divergentes, mesmo diante de safras expressivas em estados como Paraná e Mato Grosso do Sul. No exterior, os contratos futuros em Chicago apresentam leve recuperação, impulsionados pelas exportações da safra 2024/25, enquanto o mercado brasileiro se mantém cauteloso.

Preços do milho travados em diferentes regiões do Brasil

No Rio Grande do Sul, o mercado apresenta baixa liquidez e negociações restritas, segundo a TF Agroeconômica. As referências de compra variam de R$ 66,00 a R$ 70,00 por saca, dependendo da cidade: Santa Rosa e Ijuí cotam R$ 66,00, Não-Me-Toque R$ 67,00, Marau, Gaurama e Seberi R$ 68,00, Arroio do Meio e Lajeado R$ 69,00 e Montenegro R$ 70,00. Para setembro, os pedidos no interior oscilam entre R$ 68,00 e R$ 70,00, enquanto no porto a referência para fevereiro/2026 é de R$ 69,00.

Em Santa Catarina, as negociações também estão lentas e com grande variação de preços. Campos Novos apresenta pedidos de R$ 80,00 por saca, frente a ofertas de R$ 70,00. No Planalto Norte, os pedidos são de R$ 75,00, com ofertas de R$ 71,00. Essa diferença tem levado alguns produtores a reduzir investimentos no próximo ciclo.

No Paraná, a produção recorde não tem sido suficiente para destravar o mercado. Produtores buscam preços próximos de R$ 73,00 a R$ 75,00 por saca, enquanto compradores mantêm ofertas abaixo de R$ 70,00. Ajustes pontuais foram observados em algumas regiões: Metropolitana de Curitiba a R$ 66,90, Oeste Paranaense a R$ 55,14, Norte Central a R$ 55,70 e Centro Oriental a R$ 57,19.

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Em Mato Grosso do Sul, a comercialização começa a ganhar ritmo, mas ainda é lenta. As cotações variam entre R$ 45,00 e R$ 53,00 por saca, com destaque para Sidrolândia e o melhor valor registrado em Dourados. Apesar de ajustes pontuais, os preços ainda não são suficientes para estimular novos contratos.

Bolsa Brasileira: futuros do milho operam no campo misto

Na B3, os contratos futuros do milho apresentaram oscilações moderadas nesta quarta-feira (3). Por volta das 10h14, os preços variavam entre R$ 65,17 e R$ 73,60 por saca:

  • Setembro/25: R$ 65,17 (+0,28%)
  • Novembro/25: R$ 68,71 (-0,59%)
  • Janeiro/26: R$ 71,73 (-0,26%)
  • Março/26: R$ 73,60 (-0,24%)

O contrato de dezembro, mais próximo de negociação, encerrou a terça-feira (2) a R$ 69,15, queda de R$ 0,42 no dia. Setembro finalizou em R$ 64,95, com baixa de R$ 0,04 no dia e R$ 1,17 na semana. Janeiro/26 se manteve estável a R$ 71,97, acumulando ligeiro ganho semanal.

Chicago: contratos futuros se ajustam antes de dados do USDA

Nos Estados Unidos, os contratos futuros de milho abriram em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), com leves correções antes da divulgação de dados do USDA. Por volta das 10h10, as cotações registravam:

  • Setembro/25: US$ 4,00 (-3 pontos)
  • Dezembro/25: US$ 4,19 (-3,5 pontos)
  • Março/26: US$ 4,37 (-3 pontos)
  • Maio/26: US$ 4,48 (-2,75 pontos)
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Analistas do site Farm Futures destacam que o retrocesso pode ser temporário, enquanto o mercado aguarda possível revisão do USDA nas estimativas recordes de produtividade divulgadas em agosto. A produtividade média nacional projetada é de quase 189 bushels por acre, número considerado elevado por especialistas diante da seca tardia em algumas regiões do Centro-Oeste e problemas com doenças em outras áreas.

Exportações impulsionam alta internacional

Apesar da oscilação, o milho em Chicago registrou altas sustentadas pelo desempenho das exportações da safra 2024/25. O contrato de dezembro fechou a US$ 423,00 por bushel (+0,65%) e março a US$ 440,75 (+0,69%). O volume semanal de embarques foi de 1,407 milhão de toneladas, um aumento de 5,12%, elevando o total acumulado da safra para quase 67 milhões de toneladas, 28,6% acima do ciclo anterior.

O USDA projeta exportações de 73 milhões de toneladas para 2025/26, reforçando a relevância da demanda externa como fator central para sustentação dos preços internacionais do cereal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mutirão de regularização fundiária no Doutor Fábio Leite II é retomado nesta segunda-feira

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, retoma, nesta segunda-feira (4), até quarta-feira (6), o mutirão de cadastramento voltado aos moradores do bairro Doutor Fábio Leite II que desejam regularizar seus imóveis. O atendimento ocorre das 9h às 16h, na Rua dos Trabalhadores, quadra 77, casa 18.

A ação teve início na quarta-feira (29) e também foi realizada na quinta-feira (30), dando continuidade ao processo de regularização fundiária. O objetivo é garantir o acesso ao título definitivo de propriedade, assegurando mais segurança jurídica às famílias e contribuindo para a valorização dos imóveis.

De acordo com a coordenadora de Habitação, Graziele Rondon, a entrega e a atualização dos documentos são etapas fundamentais para o andamento do processo. “Estamos orientando os moradores sobre a atualização dos documentos. Quem já tem processo em andamento poderá complementar a documentação e, para quem ainda não iniciou, será aberto um novo processo pela equipe técnica de regularização. Em outro momento, a equipe social realizará visita domiciliar para comprovação dos documentos apresentados e também para verificar o uso do lote”, explicou.

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Entre os moradores que compareceram nos primeiros dias de atendimento está André Luiz, que vive há mais de 15 anos no bairro. Segundo André, a regularização representa mais segurança para a família. “Para nós, moradores, regularizar o terreno é uma garantia a mais. Moro aqui há mais de 15 anos e vi toda a evolução do bairro. Já temos asfalto, melhorias, mas precisamos do documento. Morar em um lugar sem documentação é não ter garantia de nada. Vim dar entrada no processo para ter essa segurança”, afirmou.

A moradora Karina Cristine, que reside há 26 anos no bairro Doutor Fábio Leite II, também participou do mutirão. “Já tenho mais de 26 anos morando aqui e, há dois anos, dei entrada no processo. Acredito que agora será a oportunidade de concluir. É um sonho ter o documento da casa, não só para mim, mas para muitas pessoas que moram aqui há tantos anos”, relatou.

Durante o mutirão, os moradores recebem orientações sobre a documentação necessária, podem entregar pendências e contam com o apoio da equipe social para dar andamento às etapas do processo de regularização fundiária.

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Confira abaixo os documentos necessários para dar início ao processo de regularização:

Para solteiros: certidão de nascimento, RG e CPF;
Para casados: certidão de casamento, RG e CPF de ambos;
Para divorciados: certidão de casamento com averbação do divórcio, RG e CPF apenas de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
Para viúvos: certidão de casamento e certidão de óbito do cônjuge falecido, RG e CPF de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
União estável: escritura pública de cartório ou homologação dessa condição feita em juízo, certidão de nascimento, RG e CPF de ambos.

Trazer também:

Contrato de compra e venda da casa ou outro documento do imóvel (é necessário constar quadra e lote, por exemplo: título de posse antigo, IPTU etc.);
Comprovante de endereço da casa a ser regularizada (água, luz, telefone etc.);
Comprovante de renda de todos os moradores da casa dos últimos três meses.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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