AGRONEGÓCIO

Mercado de Milho no Brasil continua com negociações arrastadas

Publicado em

O mercado brasileiro de milho enfrenta uma semana com negócios lentos e cautelosos, à medida que consumidores e produtores adotam uma postura retraída, em meio a preços considerados elevados. A estabilidade nas cotações prevaleceu nesta segunda-feira, com poucos movimentos significativos.

Cautela e Expectativas

Segundo análises da Safras Consultoria, diversos fatores estão contribuindo para a volatilidade iminente do mercado no curto prazo, incluindo o clima, questões logísticas, variações cambiais e o aguardado relatório de Intenção de Plantio dos EUA, a ser divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na quinta-feira.

Cotações pelo Brasil

Os preços do milho nos principais pontos de comercialização apresentaram variações mínimas. No Porto de Santos, a saca ficou entre R$ 57,00 e R$ 65,00, enquanto no Porto de Paranaguá, oscilou entre R$ 56,00 e R$ 64,00. No mercado interno, as cotações foram:

  • Paraná: R$ 55,00/58,00 a saca em Cascavel.
  • São Paulo: R$ 57,00/60,00 na Mogiana e R$ 63,00/64,00 em Campinas CIF.
  • Rio Grande do Sul: R$ 56,00/57,00 em Erechim.
  • Minas Gerais: R$ 55,00/56,00 em Uberlândia.
  • Goiás: R$ 51,00/56,00 em Rio Verde – CIF.
  • Mato Grosso: R$ 41,00/43,00 em Rondonópolis.
Leia Também:  Carne de porco bate recorde de vendas internacionais: R$ 9 bilhões
Cenário Internacional e Cambial

No mercado internacional, os contratos de milho em Chicago operam em baixa, refletindo as expectativas de ampla oferta global. Além disso, o dólar registra alta frente ao real, enquanto os indicadores financeiros globais apresentam movimentos mistos.

Perspectivas Futuras

Os traders permanecem atentos aos relatórios do USDA, aguardando dados cruciais que podem influenciar as tendências de mercado nos próximos dias. As informações são da Agência CMA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

Published

on

Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

Leia Também:  Governo de SC lança Projeto Sementes de Milho 2025 com aumento de 27,5% no investimento

A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

Leia Também:  Mercado Brasileiro de Soja Monitora Movimentação Intensa nos EUA
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA