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Mercado de Milho Enfrenta Ritmo Lento e Preços Estáveis

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O mercado de milho no Rio Grande do Sul permanece em ritmo lento, com produtores retraindo as vendas, segundo informações da TF Agroeconômica. As cotações seguem estáveis: Santa Rosa registra R$ 73,00; Não-Me-Toque, R$ 70,00; Marau e Gaurama, R$ 70,00; Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen, R$ 71,00; e Montenegro, R$ 74,00. As pedidas iniciam em R$ 75,00 FOB, mas os produtores estão sem pressa, e não foram registrados negócios significativos no dia.

Em Santa Catarina, os volumes negociados são pontuais, concentrados para entrega em janeiro. Os produtores pedem pelo menos R$ 2,00 acima das ofertas, enquanto os compradores indicam valores a partir de R$ 72,00 no interior e entre R$ 73,00 e R$ 75,00 CIF para fábricas. Negócios a R$ 75,00/76,00 CIF no Meio-Oeste foram reportados para 2 mil toneladas. Nas principais regiões, Chapecó apresenta R$ 74,00; Campos Novos, R$ 75,00; Rio do Sul, R$ 76,00; e Videira, R$ 73,00. O porto opera com indicações de R$ 67,00 para outubro e R$ 69,00 para novembro, enquanto negócios pontuais no Oeste alcançam 1 mil toneladas CIF a R$ 73,00 mais ICMS, com pagamento em 40 dias.

No Paraná, o mercado também apresenta pouco volume. No porto, as indicações subiram para R$ 75,00 em dezembro e R$ 75,50 em janeiro, mas as ofertas permanecem escassas. No interior, Cascavel registra R$ 69,00; Campos Gerais, R$ 72,00; Guarapuava, R$ 71,00; e Londrina, R$ 71,00. Os preços balcão no Sudoeste e Oeste estão em R$ 58,00, e no Norte, R$ 57,00. Os produtores pedem valores mais altos, iniciando em R$ 77,00 no Norte e Oeste, e R$ 79,00 nos Campos Gerais, mas não foram reportados negócios no dia.

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Mato Grosso do Sul: Compradores em Compasso de Espera

Os compradores do interior do Mato Grosso do Sul demonstram tranquilidade nas últimas semanas. O porto de Santos indica R$ 71,00, enquanto Paranaguá chega a R$ 67,00, o que desestimula as vendas para fora do estado. As pedidas dos vendedores estão entre R$ 71,00 e R$ 75,00 para ambos os portos.

Nas regiões de produção, Maracaju apresenta indicações de R$ 53,00 (+R$ 1,00); Dourados, R$ 54,00 (+R$ 1,00); Naviraí, R$ 54,00 (-R$ 1,00); e São Gabriel, R$ 49,00. As ofertas FOB começam em R$ 52,00, com a maioria das pedidas concentradas em R$ 55,00. O ritmo dos negócios permanece lento, com produtores pedindo R$ 58,00 FOB e indicações nos portos a partir de R$ 60,00.

Chicago e B3: Dólar Alto Não Sustenta os Preços do Milho

Apesar de o dólar alcançar uma máxima histórica de R$ 6,27, fechando a R$ 6,267 (+2,82%), o comportamento técnico dos traders na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) resultou em leves baixas nos preços do milho. O contrato para janeiro/25 fechou em R$ 74,66, com alta marginal de R$ 0,01 no dia, mas queda de R$ 1,72 na semana. Já os contratos de março/25 e maio/25 encerraram em R$ 73,63 (-R$ 0,07) e R$ 72,87 (-R$ 0,02), respectivamente.

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Em Chicago, os preços também recuaram, pressionados pela forte queda da soja. O contrato de março, referência para a safra de verão no Brasil, fechou em baixa de 1,35% a $437,50 por bushel. O contrato de maio registrou queda de 1,33%, encerrando a $444,00 por bushel.

A desvalorização acentuada do real frente ao dólar favorece as exportações brasileiras, mas a queda nos preços da soja contaminou o mercado de milho. Ainda assim, a demanda interna por etanol no Brasil e as exportações para a China apresentaram sinais positivos, com o país asiático aumentando as importações do cereal no comparativo mensal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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