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Mercado de milho brasileiro mantém ritmo conservador

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O mercado nacional de milho projeta um dia de negociações moderadas nesta terça-feira. Entre os elementos que influenciam o mercado, destaca-se a frequência das chuvas, que continua sendo um ponto crucial para a formação de preços e o avanço das transações comerciais. Enquanto isso, no cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em queda, enquanto o dólar mostra desvalorização frente ao real.

Cenário Nacional

O início da semana foi marcado por preços estáveis e uma comercialização em ritmo lento. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Paulo Molinari, as previsões de chuvas em regiões produtoras de safrinha proporcionaram um certo alívio no mercado, apesar de relatos de que as precipitações ainda foram escassas em algumas áreas, como no Mato Grosso do Sul. Esse cenário ajudou a conter a pressão de alta decorrente do clima seco.

Nos principais portos, os preços variaram entre R$ 56,00 e R$ 63,00 a saca, com destaque para R$ 57,00 a R$ 63,00 em Santos e R$ 56,00 a R$ 63,00 em Paranaguá. No interior, os valores oscilaram entre R$ 42,00 e R$ 63,00 em diferentes regiões do país.

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Cenário Internacional

Em Chicago, os contratos futuros com vencimento em maio operam em queda, influenciados pela perspectiva de um clima favorável para as lavouras nos Estados Unidos. Analistas estimam um progresso significativo no plantio nos próximos dias, conforme relatório do Departamento de Agricultura dos EUA. Este ano, a área plantada já atinge 3%, em comparação com 2% na mesma época do ano anterior.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial apresenta uma queda de 0,21%, cotado a R$ 5,0198. Enquanto isso, as bolsas asiáticas fecharam em alta, com destaque para Tóquio, com um ganho de 1,08%. Na Europa, os índices de mercado mostram uma tendência mista, com Paris e Frankfurt em queda e Londres em leve alta. O preço do petróleo registra uma queda, sendo negociado a US$ 86,36 o barril em Nova York.

Neste cenário, os agentes do mercado de milho brasileiro permanecem atentos às variáveis que influenciam os preços e as negociações, buscando adaptar suas estratégias diante das oscilações do mercado nacional e internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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