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Mercado de frango segue pressionado no Centro-Sul e espera retomada das exportações

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Centro-Sul sem fôlego para reajustes

De acordo com Maia, a expectativa dos agentes é que a regularização do fluxo de exportações ajude a reduzir a oferta interna e crie espaço para valorização dos preços. No entanto, China e União Europeia mantêm embargos à carne de frango brasileira, o que limita esse movimento.

O analista destaca que o custo da nutrição animal apresentou acomodação nas últimas semanas, reflexo da queda nos preços do milho e do farelo de soja, fator que alivia a pressão sobre a produção. No Nordeste, o cenário foi mais favorável, com oferta ajustada à demanda.

Atacado patina com oferta elevada

No atacado, os cortes de frango continuam pressionados pelo excesso de oferta. Maia reforça que a retomada das exportações é considerada fundamental para enxugar estoques e sustentar preços no interior do país.

Apesar disso, há expectativa de melhora no consumo no curto prazo, impulsionada pela entrada de salários, pelas vendas relacionadas ao Dia dos Pais e pela competitividade do frango frente a outras proteínas, especialmente a carne bovina.

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Variação de preços internos

Segundo levantamento da Safras & Mercado, os preços no atacado de São Paulo tiveram oscilações:

  • Cortes congelados (atacado): peito caiu de R$ 9,60 para R$ 9,45; coxa estável em R$ 6,70; asa estável em R$ 10,30.
  • Cortes congelados (distribuição): peito caiu de R$ 9,80 para R$ 9,60; coxa estável em R$ 6,90; asa estável em R$ 10,60.
  • Cortes resfriados (atacado): peito recuou de R$ 9,70 para R$ 9,55; coxa estável em R$ 6,80; asa estável em R$ 10,40.
  • Cortes resfriados (distribuição): peito caiu de R$ 9,90 para R$ 9,70; coxa estável em R$ 7,00; asa estável em R$ 10,70.
Preços do frango vivo nas praças produtoras
  • Minas Gerais: R$ 5,75/kg
  • São Paulo: R$ 5,80/kg
  • Integração SC: R$ 4,70/kg
  • Integração Oeste do PR: R$ 4,80/kg
  • Integração RS: R$ 4,75/kg
  • Mato Grosso do Sul: R$ 5,60/kg
  • Goiás: R$ 5,70/kg
  • Distrito Federal: R$ 5,75/kg
  • Pernambuco: de R$ 4,80 para R$ 5,80/kg
  • Ceará: R$ 6,20/kg
  • Pará: de R$ 5,50 para R$ 6,15/kg
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Exportações em queda

Em julho, o Brasil exportou 375,98 mil toneladas de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, movimentando US$ 683,2 milhões (média diária de US$ 29,7 milhões). O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.817,10.

Na comparação com julho de 2024, houve recuo de 17% no valor médio diário, queda de 13,7% na quantidade média diária embarcada e retração de 3,9% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtividade da cana cresce 13% no Centro-Sul em abril e reforça expectativa positiva para a safra 2026/27

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A produtividade da cana-de-açúcar na região Centro-Sul registrou forte avanço em abril da safra 2026/27. De acordo com o Boletim De Olho na Safra, elaborado com dados da Plataforma de Benchmarking do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a média alcançou 83,4 toneladas por hectare, crescimento de 13% em comparação ao mesmo período do ciclo anterior.

Na safra 2025/26, a produtividade média havia sido de 73,8 toneladas por hectare. O desempenho positivo reflete condições mais favoráveis para o desenvolvimento dos canaviais e reforça a expectativa de recuperação da produção sucroenergética no Centro-Sul, principal região produtora do Brasil.

Além do avanço no volume colhido por área, o levantamento também apontou melhora na qualidade da matéria-prima. O índice de Açúcar Total Recuperável (ATR) apresentou alta de 0,5%, passando de 112,1 kg ATR por tonelada para 112,6 kg ATR por tonelada de cana.

O ATR é um dos principais indicadores do setor sucroenergético, pois mede a quantidade de açúcar potencialmente recuperável na matéria-prima, influenciando diretamente a rentabilidade das usinas tanto na produção de açúcar quanto de etanol.

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Recuperação da produtividade fortalece setor sucroenergético

O aumento da produtividade agrícola chega em um momento estratégico para o setor, que acompanha com atenção os custos de produção, a demanda internacional por açúcar e o mercado de biocombustíveis.

Com maior rendimento por hectare e estabilidade na qualidade da cana, as usinas tendem a melhorar a eficiência operacional e ampliar a competitividade da produção brasileira no mercado global.

A região Centro-Sul concentra mais de 90% da produção nacional de cana-de-açúcar e tem papel decisivo no abastecimento de açúcar e etanol do país. O desempenho observado em abril reforça a perspectiva de uma safra mais robusta ao longo de 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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