AGRONEGÓCIO

Mercado de Carne Suína: Oferta Ajustada Sustenta Preços em Alta

Publicado em

Nesta semana, os preços da carne suína, tanto no quilo vivo quanto nos principais cortes comercializados no atacado, apresentaram estabilidade ou leve alta. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a oferta de animais está ajustada à demanda atual, o que tem favorecido a formação dos preços.

Maia também destacou que o escoamento da carne suína ocorre de maneira fluida, embora haja certa dificuldade para repassar os aumentos ao consumidor final, após o movimento de alta registrado entre julho e agosto. “Ainda assim, o cenário permanece positivo para o setor, com as exportações em ritmo acelerado e a expectativa de que o consumo atinja seu pico no último bimestre do ano, impulsionado pelas festas de fim de ano e pelo aumento da renda das famílias”, explicou.

Outro ponto relevante, segundo Maia, é a pressão nos preços da carne bovina, que continua em patamares elevados. Essa alta pode levar os consumidores a buscar opções mais acessíveis, como a carne suína e o frango, ampliando ainda mais o mercado para essas proteínas.

Leia Também:  Venda de etanol hidratado cresce 17,3% na safra 2024/25
Desempenho dos Preços

O levantamento da Safras & Mercado apontou que o preço médio do quilo do suíno vivo no Brasil subiu 0,65% na semana, fechando em R$ 7,84. Já o valor dos cortes de pernil no atacado aumentou de R$ 13,35 para R$ 13,41, enquanto a carcaça passou de R$ 12,87 para R$ 12,94.

Em São Paulo, a arroba suína teve alta, passando de R$ 168,00 para R$ 170,00. No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração permaneceu em R$ 6,20, mas no interior do estado o valor subiu de R$ 8,15 para R$ 8,40. Em Santa Catarina, o quilo na integração ficou em R$ 6,25, enquanto no mercado livre do interior catarinense o valor foi de R$ 8,35 para R$ 8,45.

No Paraná, o preço do quilo vivo no mercado livre avançou de R$ 8,40 para R$ 8,50, mantendo-se em R$ 6,25 na integração. No Mato Grosso do Sul, os valores em Campo Grande seguiram em R$ 7,80, com a integração também estável em R$ 6,20. Em Goiânia, o preço foi de R$ 8,60, e no interior de Minas Gerais, de R$ 9,00. No mercado independente mineiro, houve uma leve alta de R$ 9,10 para R$ 9,20. No Mato Grosso, o quilo vivo permaneceu em R$ 7,90 em Rondonópolis e em R$ 6,25 na integração.

Leia Também:  Saúde de Cuiabá lança projeto inédito para criar primeiro Centro de Tratamento da Obesidade do país
Exportações de Carne Suína

As exportações brasileiras de carne suína “in natura” alcançaram US$ 100,016 milhões nos primeiros nove dias úteis de outubro, com média diária de US$ 11,112 milhões. O volume exportado no período totalizou 40,143 mil toneladas, com uma média diária de 4,460 mil toneladas. O preço médio das exportações ficou em US$ 2.491,5 por tonelada.

Na comparação com outubro de 2023, houve um crescimento de 23,6% no valor médio diário das exportações, um aumento de 13,5% no volume médio diário e um avanço de 8,9% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil importa 73% das vacinas contra doença fatal no gado

Published

on

O Brasil colocou no mercado 9,98 milhões de doses de vacinas contra clostridioses em agosto, mas quase três em cada quatro vieram do exterior. Os dados mostram que a oferta mensal se manteve próxima de 10 milhões de doses, enquanto a produção nacional perdeu participação e aumentou a dependência das importações para proteger os rebanhos.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 7,30 milhões de doses disponibilizadas no mês passado foram importadas, o equivalente a 73,16% do total. As fábricas brasileiras forneceram 2,68 milhões de doses, ou 26,84%.

Em julho, haviam sido colocadas no mercado 10,16 milhões de doses, das quais 60,31% eram importadas. Na passagem de um mês para o outro, a oferta total diminuiu 1,7%, mas a produção nacional caiu aproximadamente 34%. As importações cresceram 19% e sustentaram o abastecimento.

O balanço não significa necessariamente que as vacinas chegaram de forma regular a todas as regiões. O número divulgado pelo governo corresponde às doses liberadas para comercialização, e não à quantidade efetivamente vendida, distribuída em cada Estado ou aplicada nos animais.

O acompanhamento mensal começou depois de uma escassez registrada no início do ano. Fabricantes interromperam a produção e a comercialização de imunizantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026, reduzindo a oferta em um mercado já concentrado. Desde então, o governo passou a acelerar a análise de lotes importados e a negociar com as empresas a ampliação da produção.

As clostridioses não são uma única doença. O nome reúne diferentes enfermidades provocadas por bactérias do gênero Clostridium e, principalmente, pelas toxinas produzidas por esses microrganismos. Entre as mais conhecidas estão o botulismo, o carbúnculo sintomático, chamado no campo de manqueira, a gangrena gasosa, a enterotoxemia e o tétano.

Essas bactérias conseguem formar esporos resistentes, que permanecem por longos períodos no solo, na água, em restos de animais e no ambiente das propriedades. Em determinadas condições, os microrganismos se multiplicam ou produzem toxinas que atingem o sistema nervoso, os músculos ou o aparelho digestivo dos animais.

Leia Também:  Venda de etanol hidratado cresce 17,3% na safra 2024/25

No botulismo, a toxina provoca paralisia progressiva, dificuldade para caminhar e engolir e, nos casos graves, parada respiratória. A contaminação pode ocorrer pelo consumo de água ou alimento impróprio e pelo contato com restos de animais em pastagens, silagens ou suplementos.

O carbúnculo sintomático atinge principalmente bovinos jovens e bem alimentados. A doença provoca febre, dificuldade de locomoção e inchaço dos músculos. A evolução é muito rápida e a mortalidade pode se aproximar de 100%. Em muitas ocorrências, o animal é encontrado morto antes que o produtor perceba sinais claros.

A enterotoxemia está associada à produção de toxinas no intestino e pode surgir após mudanças bruscas na alimentação, especialmente em sistemas intensivos. O tétano e a gangrena gasosa estão relacionados à contaminação de ferimentos, inclusive aqueles provocados por procedimentos de manejo.

As clostridioses geralmente não se espalham entre os animais da mesma forma que uma virose altamente contagiosa. O risco está na presença dos agentes no ambiente e na dificuldade de tratamento. Como a evolução costuma ser rápida, a vacinação preventiva é considerada a principal forma de controle.

O prejuízo começa com a morte do animal, mas não termina nela. O produtor perde o valor investido em genética, alimentação, medicamentos, mão de obra e tempo de criação. Também pode ter gastos com diagnóstico, descarte da carcaça, atendimento veterinário e revisão do manejo sanitário e nutricional.

Pelos preços atuais, um bezerro vale cerca de R$ 3,4 mil. Um bovino terminado com 18 arrobas pode superar R$ 6,2 mil, considerando a cotação do boi gordo próxima de R$ 347 por arroba. Em confinamentos, a perda inclui ainda toda a alimentação consumida até o momento da morte, o que torna o prejuízo maior conforme o animal se aproxima do abate.

Levantamentos realizados em confinamentos colocam as clostridioses entre as principais causas sanitárias de mortalidade. Em propriedades sem vacinação adequada, surtos de botulismo ou manqueira podem atingir vários animais em poucos dias e comprometer o resultado de um lote inteiro.

Leia Também:  Produção de Citros no Rio Grande do Sul Enfrenta Desafios de Estiagem e Pragas, mas Colheita Avança

Não existe uma estimativa oficial consolidada do prejuízo anual provocado por essas doenças em todo o País. O impacto nacional ocorre pela soma das mortes nas propriedades, da menor produção de carne e leite e do aumento das despesas sanitárias. Diferentemente da febre aftosa, as clostridioses não costumam provocar o fechamento generalizado de mercados internacionais, mas reduzem a eficiência econômica da pecuária.

Com um rebanho de aproximadamente 238 milhões de bovinos, além de milhões de ovinos e caprinos que também podem ser imunizados, o Brasil precisa de oferta contínua. Uma única aplicação nem sempre completa a proteção. Animais vacinados pela primeira vez geralmente precisam de dose inicial e reforço, conforme a idade, o produto utilizado e a orientação do médico-veterinário.

Por isso, não é possível comparar diretamente as quase 10 milhões de doses liberadas em agosto com o tamanho total do rebanho e concluir que o volume é suficiente ou insuficiente. A necessidade varia ao longo do ano e depende do histórico de vacinação, da categoria animal e dos riscos presentes em cada propriedade.

A retomada das importações reduziu o risco imediato de falta, mas a queda da produção nacional mantém o setor exposto a atrasos logísticos, oscilações cambiais e problemas nos países fornecedores. O desafio agora é garantir que a oferta permaneça regular e chegue às regiões pecuárias antes de ocorrerem falhas nos calendários de imunização.

O Mapa informou que trabalha com a indústria para ampliar a fabricação no País, viabilizar as importações e acelerar a fiscalização e a liberação dos produtos. Para o produtor, a orientação é não substituir ou adiar o protocolo por conta própria e procurar o médico-veterinário responsável para definir a vacina e o calendário adequados ao rebanho.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA