AGRONEGÓCIO

Mercado de café reage a geadas no Brasil com alta expressiva em Nova York e Londres

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O mercado futuro do café iniciou a semana com forte valorização, refletindo os impactos das geadas e do frio intenso que atingiram as lavouras brasileiras no último domingo. Houve registros de geadas pontuais em regiões como a Alta Mogiana e o Cerrado Mineiro, aumentando as preocupações dos produtores para as próximas madrugadas, quando novas quedas de temperatura são esperadas.

Por volta das 09h26 (horário de Brasília), o contrato para dezembro de 2024 em Nova York registrava alta de 1.050 pontos, sendo negociado a 240,75 cents por libra-peso. O contrato para março de 2025 subia 1.020 pontos, cotado a 237 cents por libra-peso, enquanto maio de 2025 avançava 995 pontos, para 234,60 cents por libra-peso, e julho de 2025 tinha valorização de 985 pontos, negociado a 232,15 cents por libra-peso.

Em Londres, o mercado de café robusta também registrou ganhos significativos, acompanhando a apreensão dos investidores. O contrato para novembro de 2024 subiu US$ 172 por tonelada, alcançando US$ 4.334, enquanto janeiro de 2025 valorizou-se US$ 162 por tonelada, sendo negociado a US$ 4.181. O contrato para março de 2025 teve alta de US$ 138 por tonelada, cotado a US$ 4.026, e maio de 2025 subiu US$ 167, negociado a US$ 3.959.

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Na Alta Mogiana, São Paulo, o produtor Felipe Raucci compartilhou nas redes sociais imagens de suas lavouras de café arábica cobertas de gelo nas primeiras horas do dia. “Desta vez, parece que fez ainda mais frio. Tudo estava completamente congelado, e as lavouras haviam se recuperado tão bem”, relatou. Outros produtores da região também confirmaram a ocorrência de geadas em suas propriedades.

No Cerrado Mineiro, o frio intenso atingiu diversas microrregiões. Juliano Tarabal, da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, informou que houve geadas em áreas como Rio Paranaíba, Tapira, Pratinha, Patrocínio e Araxá.

Nesta segunda-feira (12), novos relatos de temperaturas extremamente baixas foram recebidos pelo Notícias Agrícolas. A grande preocupação dos produtores agora é com as temperaturas da próxima madrugada, que, segundo meteorologistas, pode ser a mais fria do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Dívidas, reforma tributária e sucessão entram no radar jurídico do produtor rural

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O aumento do endividamento no campo, a entrada em vigor da reforma tributária e os problemas relacionados a contratos, sucessão familiar e regularização de propriedades colocam as questões jurídicas cada vez mais perto das decisões tomadas pelo produtor rural. Parte desses temas estará no centro da 3ª Conferência Estadual de Direito e Agronegócio, marcada para 17 e 18 de setembro, em Ribeirão Preto (SP).

Promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB SP), o encontro reunirá profissionais do Direito e representantes do agronegócio para discutir mudanças que afetam desde a organização patrimonial das famílias rurais até financiamento, tributação e responsabilidade ambiental.

A recuperação judicial aparece entre os assuntos de maior interesse neste momento. O aumento das dificuldades financeiras de produtores nas últimas safras ampliou as discussões sobre renegociação de dívidas, garantias oferecidas aos credores e os limites para utilização desse instrumento por quem exerce atividade rural.

Contratos agrários também ganham importância em um ambiente de margens mais apertadas. Arrendamentos, parcerias, compra antecipada de produção, financiamentos e operações envolvendo Cédula de Produto Rural (CPR) podem comprometer receitas futuras e exigem atenção às condições assumidas antes da assinatura.

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Outra mudança que começa a chegar às contas das propriedades é a reforma tributária. A transição para o novo sistema altera a tributação sobre bens e serviços e terá reflexos sobre aquisição de insumos, comercialização, investimentos e organização das empresas rurais.

O planejamento sucessório será outro eixo dos debates. A transferência da propriedade entre gerações deixou de envolver apenas a divisão das terras. Fazendas que se transformaram em empresas precisam definir administração, participação dos herdeiros, continuidade da atividade e regras para evitar que conflitos familiares comprometam o patrimônio construído ao longo de décadas.

Regularização fundiária e responsabilidade ambiental completam uma área particularmente sensível para o produtor. Documentação da terra, Cadastro Ambiental Rural (CAR), licenciamento e cumprimento da legislação ambiental podem interferir no acesso ao crédito, na comercialização e até na valorização da propriedade.

A tecnologia acrescentou novos temas a essa agenda. Inteligência artificial e blockchain estarão entre os assuntos discutidos na conferência, ao lado de gestão de riscos e sustentabilidade. A utilização crescente de dados na produção rural também amplia discussões sobre responsabilidade, validade de documentos digitais, contratos automatizados e proteção das informações geradas dentro das propriedades.

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A programação inclui ainda cooperativismo, relações trabalhistas, governança, planejamento patrimonial e gestão da cadeia produtiva.

A conferência chega à terceira edição depois de as duas anteriores reunirem mais de 2 mil participantes cada. Ribeirão Preto foi novamente escolhida para receber o encontro por sua ligação com algumas das principais cadeias agropecuárias do País.

Mais do que questões restritas aos tribunais ou aos escritórios de advocacia, os assuntos colocados em debate mostram uma mudança na gestão das propriedades. Produção, patrimônio, crédito, tributos e sucessão passaram a exigir decisões jurídicas que podem interferir diretamente no resultado econômico da atividade rural.

Serviço

3ª Conferência Estadual de Direito e Agronegócio da OAB SP
Data: 17 e 18 de setembro
Início: 9h
Local: Centro de Eventos do Ribeirão Shopping, Ribeirão Preto (SP)

Fonte: Pensar Agro

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