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Mercado de Café no Brasil Enfrenta Pressão com Preços Fracos

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O mercado físico de café no Brasil deve apresentar um dia de preços enfraquecidos. A desvalorização na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) exerce pressão sobre as cotações domésticas, e a queda do dólar frente ao real pode prejudicar as negociações de exportação. Diante desse cenário, os produtores tendem a adotar uma postura mais cautelosa, realizando vendas apenas quando necessário.

Na última terça-feira (20), o mercado brasileiro de café esteve mais ativo. Embora os ganhos na Bolsa de Nova York tenham sido modestos no fechamento, as negociações no Brasil foram movimentadas, resultando em elevação das cotações. Além do desempenho positivo nas Bolsas, com o robusta também em alta em Londres, a valorização do dólar proporcionou suporte aos preços.

No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação foi cotado entre R$ 1.455,00 e R$ 1.460,00 por saca, frente ao intervalo de R$ 1.425,00 a R$ 1.430,00 observado no dia anterior. No cerrado mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação registrou preços entre R$ 1.465,00 e R$ 1.470,00 por saca, comparado aos R$ 1.435,00 a R$ 1.440,00 do dia anterior.

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Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio” tipo 7, com 20% de catação, foi negociado entre R$ 1.225,00 e R$ 1.230,00 a saca, ante os R$ 1.215,00 a R$ 1.220,00 de ontem. Já o conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado entre R$ 1.355,00 e R$ 1.360,00 a saca, em comparação aos R$ 1.310,00 a R$ 1.315,00 do dia anterior. O tipo 7/8 foi negociado entre R$ 1.350,00 e R$ 1.355,00, contra os R$ 1.305,00 a R$ 1.310,00 de ontem.

Estoques Certificados

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados pela Bolsa de Nova York (ICE Futures) somavam 842.230 sacas de 60 quilos em 20 de agosto de 2024, uma queda de 880 sacas em relação ao dia anterior, conforme informações da ICE Futures.

Nova York

Os contratos com entrega para dezembro de 2024 registraram uma baixa de 1,00% na Bolsa de Nova York (ICE), sendo cotados a 246,00 centavos de dólar por libra-peso. Já a posição de setembro de 2024 fechou a terça-feira em 249,45 centavos de dólar por libra-peso, uma alta de 3,55 centavos, ou 1,4%.

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Câmbio

O dólar comercial registrou uma queda de 0,21%, cotado a R$ 5,4735. O Dollar Index apresentou uma leve alta de 0,04%, atingindo 101,49 pontos.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas da Ásia encerraram o dia em queda: Xangai caiu 0,35% e o Japão, 0,29%. Na Europa, as bolsas operam em alta, com Paris subindo 0,47%, Frankfurt 0,53% e Londres 0,22%. Já o petróleo registrou leve baixa, com o contrato de outubro do WTI em Nova York cotado a US$ 73,36 por barril, uma alta de 0,25%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Portos brasileiros avançam em sustentabilidade com foco na redução de emissões e eficiência logística

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O setor portuário global, responsável pela maior parte do comércio internacional e por mais de 95% das exportações brasileiras, intensifica a adoção de práticas sustentáveis diante da pressão para reduzir emissões de gases de efeito estufa. Atualmente, o transporte marítimo responde por cerca de 3% das emissões globais relacionadas à energia, com projeções que indicam possível aumento significativo até 2030 caso não haja mudanças estruturais.

No Brasil, o desafio é ampliado pela combinação entre a movimentação intensa de navios, caminhões e trens nas áreas portuárias, além de limitações históricas de infraestrutura logística terrestre. Diante desse cenário, o governo federal e o setor privado têm ampliado investimentos em soluções voltadas à descarbonização e à eficiência operacional.

Governo amplia políticas de descarbonização no setor portuário

O Ministério de Portos e Aeroportos vem liderando iniciativas para acelerar a transição energética no setor. Entre as ações estão eletrificação de equipamentos, uso de energia em terra para navios atracados (Onshore Power Supply – OPS), monitoramento de emissões e incentivo ao uso de combustíveis de baixo carbono e hidrogênio verde.

O ministro da pasta, Tomé Franca, destaca que a agenda sustentável está no centro da estratégia de modernização logística do país.

“Nosso compromisso é com a construção democrática de políticas públicas que estimulam a sociedade a aderir práticas sustentáveis que estão na agenda dos debates sobre o futuro do Brasil e do nosso planeta”, afirmou.

Política de Sustentabilidade redefine padrões do setor de transportes

Em 2025, foi lançada a Política de Sustentabilidade do modal de transporte, que orienta os setores portuário, aeroportuário e hidroviário com base em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).

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A iniciativa estabelece diretrizes para gestão pública e privada, buscando integrar eficiência operacional, transparência e responsabilidade socioambiental em toda a cadeia logística brasileira.

Segundo o secretário nacional de Portos do MPor, Alex Ávila, os portos assumem papel estratégico na transição energética global.

“Mais do que pontos de passagem e comércio, os portos são estruturas estratégicas para viabilizar novas soluções energéticas e apoiar a descarbonização da navegação”, destacou.

A política também está alinhada aos compromissos climáticos do Brasil no Acordo de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Portos brasileiros adotam soluções tecnológicas e energia limpa

Diversos complexos portuários já avançam na implementação de tecnologias voltadas à sustentabilidade e à redução de emissões:

  • Porto de Santos (SP)
    • O maior porto da América Latina implantou sistema de energia elétrica em terra (OPS) para rebocadores atracados. A energia limpa, proveniente da usina hidrelétrica de Itatinga, reduz o uso de diesel e as emissões de CO₂ desde 2024.
  • Porto de Paranaguá (PR)
    • O terminal investe em expansão ferroviária e energia solar. O projeto Moegão, em fase final, ampliará a capacidade logística, enquanto sistemas fotovoltaicos já contribuem para reduzir emissões desde 2023.
  • Porto de Suape (PE)
    • O complexo será o primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina, com automação e infraestrutura digital integrada. A operação deve iniciar até o fim do ano.
  • Complexo do Pecém (CE)
    • O porto avança na consolidação de um hub de hidrogênio verde, com foco na produção de amônia verde e expansão da infraestrutura energética até 2030.
  • Porto do Açu (RJ)
    • O terminal aposta em um corredor verde para combustíveis de baixo carbono e projetos ligados ao hidrogênio, além de iniciativas para descarbonização da indústria siderúrgica.
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Infraestrutura portuária acelera transição energética no Brasil

O Ministério de Portos e Aeroportos também coordena programas estratégicos para modernizar o setor e reduzir emissões de gases de efeito estufa.

Entre eles está o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A., que avalia embarcações com base em 39 indicadores ambientais, sociais e operacionais.

Outro destaque é o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos), que estabelece metas para eficiência energética, modernização da infraestrutura e redução progressiva das emissões no setor.

O ministro Tomé Franca reforça que os programas são essenciais para a transformação do modal logístico brasileiro.

“O PND-Portos e o PND-Navegação são instrumentos que vão guiar a transição energética dos setores portuário e aquaviário, alinhando o Brasil às melhores práticas globais”, afirmou.

Na interface com o setor privado, o Pacto pela Sustentabilidade já reconheceu empresas comprometidas com práticas ESG, incluindo iniciativas apresentadas durante conferências internacionais como a COP30, em Belém (PA).

Setor portuário reforça protagonismo na agenda climática global

Com a adoção de novas tecnologias, políticas públicas e investimentos privados, os portos brasileiros se consolidam como peças-chave na estratégia nacional de descarbonização.

A tendência é que a combinação entre energia limpa, digitalização e eficiência logística transforme o setor em um dos principais vetores da transição energética do país nas próximas décadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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