AGRONEGÓCIO

Mercado de algodão mantém ritmo lento diante de tensões comerciais globais

Publicado em

O mercado físico de algodão em pluma continua operando de forma lenta, influenciado por tensões comerciais e tarifárias, especialmente entre Estados Unidos e China, que geram instabilidade e impactam os preços futuros da fibra.

No Brasil, de acordo com levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a comercialização segue limitada pela disparidade nos valores e/ou na qualidade dos lotes disponíveis durante o período de entressafra. As médias de preços permanecem oscilando em uma faixa estreita, reflexo de um mercado cauteloso.

Segundo o Cepea, compradores seguem retraídos, manifestando interesse apenas em operações pontuais para reposição de estoques. Por outro lado, vendedores mantêm suas ofertas firmes, priorizando o cumprimento de contratos a termo previamente estabelecidos.

No cenário externo, as exportações brasileiras de algodão em pluma também apresentaram retração. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, indicam que em março foram embarcadas 239,06 mil toneladas do produto, volume 13% inferior ao registrado em fevereiro de 2025 e 5,4% menor em relação ao mesmo período do ano anterior.

Leia Também:  Preservação do solo pode proporcionar infiltração de água sete vezes maior na produção de cana-de-açúcar e gerar mais produtividade na lavoura

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE

Published

on

O avanço dos biocombustíveis volta ao centro da política energética com a possibilidade de aumento da mistura obrigatória no diesel e na gasolina. A proposta de elevar o biodiesel para 17% (B17) e o etanol para 32% (E32) deve ser analisada na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para a próximo próxima quinta-feira (07.05), e pode ampliar a demanda por matérias-primas do agro e reforçar a posição do País na transição energética.

A defesa do aumento foi formalizada por parlamentares ligados ao setor produtivo, em articulação da Coalizão dos Biocombustíveis. O grupo reúne lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel, que veem na medida uma resposta à volatilidade dos preços internacionais de energia e uma oportunidade de expansão do mercado interno para combustíveis renováveis.

Na prática, a elevação das misturas tem efeito direto sobre cadeias como soja e milho — bases para a produção de biodiesel e etanol, ao ampliar o consumo doméstico e estimular novos investimentos industriais. Além disso, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.

Leia Também:  Biosphera Lança BioVelox, Bioinsumo Inovador à Base de Microrganismos Inéditos

O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à ampliação da mistura de etanol. Segundo a pasta, testes técnicos validaram a viabilidade de avanço do atual patamar para o E32, dentro de uma estratégia que também busca levar o País à autossuficiência em gasolina.

Hoje, os percentuais obrigatórios estão em 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), definidos pelo próprio CNPE. Qualquer alteração depende de deliberação do colegiado, que assessora a Presidência da República na formulação de diretrizes para o setor energético.

Além do impacto econômico, o argumento central do setor está na segurança energética. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil reduz a exposição a choques externos, como oscilações no preço do petróleo, que recentemente voltou a subir no mercado internacional e ganha previsibilidade no abastecimento.

O tema também tem peso ambiental. A ampliação das misturas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e reforça compromissos assumidos pelo País em acordos internacionais, ao mesmo tempo em que consolida a vantagem competitiva brasileira na produção de energia de base renovável.

Leia Também:  Ruas do bairro Parque Cuiabá recebem massa asfáltica nessa semana; próxima etapa será o Parque Ohara

Por outro lado, a decisão envolve equilíbrio entre oferta, demanda e impactos sobre preços. O governo avalia o momento adequado para avançar, considerando o cenário de combustíveis, a capacidade produtiva do setor e os reflexos sobre inflação e abastecimento.

Se aprovado, o aumento das misturas tende a fortalecer a integração entre energia e agronegócio, ampliando o papel do campo não apenas como produtor de alimentos, mas também como fornecedor estratégico de energia no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA