AGRONEGÓCIO

Mercado de açúcar oscila com safra brasileira abaixo do esperado e possível aumento das exportações da Índia

Publicado em

O mercado global do açúcar segue registrando oscilações, influenciado tanto por fatores domésticos quanto externos. A atual safra brasileira, marcada por produtividade abaixo do previsto, e a possibilidade de aumento das exportações da Índia na próxima temporada têm movimentado as cotações nas bolsas internacionais.

Safra brasileira preocupa e sustenta altas recentes

Nos primeiros dias da semana, os contratos futuros do açúcar registraram alta, impulsionados por receios com o desempenho da safra brasileira. O Açúcar Total Recuperável (ATR) está menor e a produção apresenta queda em relação à temporada 2024/25, reflexo das condições climáticas adversas registradas no último ano.

Projeções da Covrig Analytics indicam que a colheita nacional pode ficar abaixo de 600 milhões de toneladas — distante da estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que prevê 663,4 milhões. Segundo a Bloomberg, a seca no início do desenvolvimento das lavouras reduziu a produtividade, limitando a oferta global.

Apesar das dificuldades, dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) mostram crescimento na produção. Na primeira quinzena de julho, o Centro-Sul produziu 3,4 milhões de toneladas, alta de 15% sobre o mesmo período de 2024. A destinação da cana para açúcar também subiu, de 50% no ano passado para 54% neste ciclo.

Leia Também:  Festa Nacional da Uva começa hoje em Caxias do Sul e deve movimentar R$ 250 milhões
Movimento dos fundos e impacto nas cotações

O mercado monitora de perto as posições vendidas dos fundos em Nova York, que podem intensificar movimentos de alta quando ocorre a recompra dos contratos. Segundo o relatório Commitment of Traders (COT), divulgado na última sexta-feira (8), as posições vendidas líquidas cresceram em 25.923 contratos, totalizando 151.004 — o maior volume em quase seis anos.

Expectativa de exportações indianas pressiona preços

No cenário externo, a atenção se volta à Índia. Com chuvas de monções acima da média histórica, o país pode autorizar suas usinas a exportar açúcar na temporada 2025/26, que começa em outubro.

Até 4 de agosto, o Departamento Meteorológico indiano registrou 500,8 mm de precipitação acumulada, 4% acima da média. A Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia (INDA) informou que solicitará permissão para exportar até 2 milhões de toneladas, movimento que aumentaria a oferta global e poderia pressionar as cotações.

Oscilações nas bolsas internacionais

Na ICE Futures, em Nova York, o contrato outubro/25 chegou a recuar 1,07%, cotado a 16,67 centavos de dólar por libra-peso, enquanto março/26 caiu 0,97%, para 17,36 cents. Já o contrato julho/27 registrou alta de 7 pontos, negociado a 17,22 cents.

Leia Também:  Cuiabá amplia cobertura vacinal e fortalece ações de imunização na Atenção Primária

Na ICE Europe, em Londres, o contrato outubro/25 caiu 0,21%, para US$ 486,20 por tonelada, e dezembro/25 subiu US$ 0,20, para US$ 479,60.

Mercado doméstico: açúcar cristal e etanol

No Brasil, o Indicador Cepea/Esalq (USP) registrou queda de 0,06% no açúcar cristal, com a saca de 50 kg cotada a R$ 119,85. Já o Indicador Diário Paulínia apontou alta de 0,07% no etanol hidratado, com o metro cúbico negociado a R$ 2.752,50 nas usinas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

Published

on

A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

Leia Também:  Festa Nacional da Uva começa hoje em Caxias do Sul e deve movimentar R$ 250 milhões

A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

Leia Também:  Piano Gente leva balé, saxofone e piano as escolas de zonas urbana e rural

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA