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Mercado de Açúcar: Nova York encerra com resultados mistos, enquanto Londres registra alta

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Os contratos futuros de açúcar bruto encerraram a sexta-feira (13) com desempenhos mistos na ICE Futures de Nova York, com quedas registradas nas duas telas de maior liquidez, referentes a outubro de 2024 e março de 2025, enquanto os contratos de longo prazo registraram valorização.

O contrato com vencimento em outubro de 2024 foi negociado a 19,01 centavos de dólar por libra-peso, representando uma queda de 6 pontos em relação aos valores do dia anterior. O contrato de março de 2025 também apresentou leve queda, recuando 1 ponto e sendo negociado a 19,41 centavos de dólar por libra-peso. Já os contratos de prazos mais longos tiveram elevações que variaram entre 4 e 18 pontos.

Londres registra alta

Na ICE Futures Europe, em Londres, a sexta-feira foi marcada por alta em todos os contratos de açúcar branco. O vencimento de outubro de 2024, que está próximo da expiração, foi negociado a US$ 548,60 por tonelada, um acréscimo de US$ 8,50. O contrato de dezembro de 2024 também registrou valorização, subindo 80 cents, sendo negociado a US$ 527,90 por tonelada. Os demais contratos apresentaram alta entre US$ 1,10 e US$ 2,70.

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De acordo com a Reuters, “as entregas de açúcar refinado referentes ao contrato de outubro na bolsa ICE de Londres foram estimadas em 10.892 lotes, ou 544.600 toneladas métricas”, com base em dados divulgados na última sexta-feira. A trader Wilmar, sediada em Cingapura, foi identificada como a maior fornecedora, com 5.750 lotes entregues, enquanto a ED&F Man foi a principal recebedora, com 6.743 lotes.

Mercado doméstico em alta

No Brasil, a sexta-feira também foi de alta para o açúcar cristal, conforme medido pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. O preço da saca de 50 quilos foi negociado a R$ 140,46, um aumento em relação aos R$ 140,25 registrados na quinta-feira, representando uma valorização de 0,15%. No acumulado de setembro, o indicador já registra uma alta de 5,26%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nanossensores revolucionam detecção de pesticidas na água e fortalecem monitoramento ambiental, aponta estudo

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O avanço da nanotecnologia está abrindo novas perspectivas para o monitoramento ambiental e a proteção dos recursos hídricos. Pesquisadores ligados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro) destacam que os nanossensores representam uma das soluções mais promissoras para detectar resíduos de pesticidas na água de forma rápida, precisa e com elevada sensibilidade.

O tema é abordado no capítulo Nanosensores Avançados para Detecção de Pesticidas em Água: Garantindo a Segurança Ambiental e a Saúde Pública, publicado em janeiro de 2026 na obra Emerging Nanotechnologies for Agroecosystem Management. O estudo reúne avanços científicos que podem ampliar significativamente a eficiência da vigilância ambiental e subsidiar políticas de preservação dos recursos hídricos.

Contaminação da água segue como desafio global

A presença de pesticidas em rios, lagos e mananciais é uma preocupação reconhecida por organismos internacionais e pela comunidade científica. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição prolongada a determinados contaminantes químicos presentes na água destinada ao consumo humano pode provocar efeitos adversos à saúde, reforçando a necessidade de sistemas eficientes de monitoramento.

Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que o consumo mundial de pesticidas supera 4 milhões de toneladas por ano. Parte desses produtos não permanece nas áreas de aplicação e pode alcançar os corpos d’água por processos naturais, como escoamento superficial e lixiviação do solo.

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Esse cenário torna essencial o desenvolvimento de tecnologias capazes de identificar rapidamente a presença desses compostos e fornecer informações para ações preventivas e corretivas.

Nanossensores aumentam precisão na detecção de pesticidas

O estudo destaca que a evolução dos sensores ambientais, especialmente aqueles associados à nanotecnologia, está transformando a capacidade de monitoramento da qualidade da água.

Entre as tecnologias avaliadas estão sensores eletroquímicos, ópticos e dispositivos baseados em mecanismos de bioreconhecimento. Nesse grupo, os biossensores — incluindo sensores enzimáticos, imunossensores e sensores de DNA — apresentam elevado desempenho na identificação de pesticidas, mesmo quando presentes em concentrações extremamente baixas.

A incorporação de nanomateriais aos dispositivos amplia sua eficiência ao oferecer maior área de contato, melhor transferência de elétrons e respostas analíticas mais rápidas, aumentando significativamente a precisão dos resultados.

Monitoramento em tempo real fortalece a gestão ambiental

Outro diferencial apontado pelos pesquisadores é a possibilidade de utilização desses equipamentos diretamente em campo.

Por serem mais compactos, portáteis e potencialmente mais acessíveis, os nanossensores permitem o monitoramento em tempo real da qualidade da água, reduzindo o tempo entre a detecção de uma contaminação e a adoção de medidas de controle.

Essa capacidade pode contribuir para respostas mais ágeis diante de eventos de poluição, reduzindo riscos ambientais e fortalecendo programas de vigilância em áreas agrícolas e de abastecimento.

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Tecnologia apoia agricultura sustentável e políticas públicas

Os pesquisadores ressaltam que os nanossensores não substituem as estratégias de prevenção da contaminação, mas fornecem informações fundamentais para orientar decisões técnicas e políticas públicas.

Segundo o estudo, a integração dessas tecnologias aos programas de monitoramento ambiental e às práticas agrícolas sustentáveis pode ampliar a eficiência da gestão dos recursos hídricos, oferecendo dados confiáveis para ações de fiscalização, mitigação de impactos e preservação ambiental.

Além disso, a disponibilidade de informações em tempo real favorece o desenvolvimento de estratégias mais eficientes para reduzir a exposição da população e dos ecossistemas aos resíduos de pesticidas.

Pesquisa reúne especialistas em nanotecnologia aplicada ao agro

O capítulo foi elaborado pelos pesquisadores Diego Maroso da Silva, Clarice Steffens e Juliana Steffens, integrantes da rede de pesquisa do INCT NanoAgro.

A publicação integra um esforço internacional voltado ao desenvolvimento de soluções inovadoras para a agricultura sustentável e conta com a edição do pesquisador Leonardo Fraceto, coordenador do INCT NanoAgro, em parceria com cientistas de diversos países, reforçando o papel da nanotecnologia como uma das principais ferramentas para o futuro da segurança ambiental e da produção agropecuária sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

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