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Mercado da soja em Chicago mantém tendência de alta com apoio das tempestades na Argentina

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Os contratos futuros da soja continuam a registrar ganhos na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (21), seguindo a tendência positiva observada na sessão anterior. Por volta das 9h50 (horário de Brasília), as cotações apresentavam uma alta de 4,50 a 4,75 pontos, com o contrato para maio cotado a US$ 12,14 e para agosto a US$ 12,24 por bushel. Destaca-se também o aumento de quase 1% no preço do farelo de soja no mesmo período.

O mercado está testemunhando um reposicionamento dos fundos, o que está contribuindo para a recuperação dos preços. Além disso, as recentes chuvas intensas na Argentina estão impactando positivamente as cotações do farelo desde quarta-feira (20).

Segundo o analista de mercado da Agrinvest, Eduardo Vanin, as chuvas abundantes dos últimos 15 dias, seguidas por uma forte precipitação nas principais províncias produtoras, levantaram preocupações sobre possíveis danos às plantações de soja em algumas regiões argentinas. No entanto, Vanin ressalta que é prematuro tirar conclusões definitivas e que será necessário aguardar o relatório da Bolsa de Cereais de Buenos Aires na próxima semana para uma avaliação mais precisa da situação.

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Apesar das adversidades climáticas, Vanin destaca que não se trata necessariamente de uma perda total da safra de soja, pois a soja danificada pode ser aproveitada pela indústria para a produção de farelo e óleo.

Além dos impactos diretos nas plantações, o excesso de chuvas na Argentina está afetando a logística do país, o que também está contribuindo para sustentar os preços do complexo de soja na Bolsa de Chicago.

Enquanto isso, o mercado continua atento ao progresso da colheita no Brasil, à demanda internacional e aguarda os novos dados de área que serão divulgados pelo USDA na próxima semana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expansão de área e liderança na exportação sustentam safra de 770 mil toneladas de banana

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A produção catarinense de banana deve atingir 770 mil toneladas no ciclo 2025/2026, consolidando o Estado na liderança das exportações nacionais da fruta. O resultado representa um crescimento de 0,3% em comparação com o ciclo anterior, impulsionado por um avanço de 3,2% na área cultivada. Por outro lado, a produtividade média na lavoura aponta uma retração de 1,9%, estimada em 26.490 quilos por hectare. O desempenho da safra atua como indutor econômico no Norte do Estado e no Vale do Itajaí, regiões que concentram 84,7% do volume total colhido.

A dinâmica do mercado local permanece dividida entre o volume produtivo e o valor agregado da fruta na ponta da venda. A banana-caturra, conhecida como nanica, mantém o predomínio absoluto nos plantios, ocupando 72,6% da área e respondendo por 82,4% da colheita estimada. A variedade prata, embora represente uma fatia menor — 27,4% da área e 17,6% do volume —, ganha relevância pelo preço superior pago ao produtor no mercado físico. No recorte regional, o Sul de Santa Catarina apresenta menor eficiência técnica se comparado ao Norte: a região detém 24,4% da área destinada à cultura, mas participa com apenas 15,3% do volume final.

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No front externo, Santa Catarina responde por cerca de metade de toda a banana exportada pelo Brasil, tendo como principais destinos os parceiros comerciais do Mercosul, especialmente a Argentina e o Uruguai. Internamente, o município de Corupá lidera a engrenagem econômica do setor no Norte catarinense, ocupando o posto de terceiro maior produtor nacional.

Com um volume de 153,1 mil toneladas registrado no balanço de 2024, a atividade movimenta R$ 324 milhões anuais na economia local. O município partilha, junto com Jaraguá do Sul, Schroeder e São Bento do Sul, o selo de Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem, certificado que atesta o amadurecimento mais lento e o maior teor de açúcar natural da fruta devido às condições climáticas de relevo da região.

O resultado projetado para a safra atual ocorre após períodos de estresse nos pomares causados por eventos climáticos extremos nos últimos anos, como ciclones, ventos de grande intensidade e geadas recorrentes. A estabilização das lavouras foi garantida pela introdução de manejo especializado e ferramentas de monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

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O suporte técnico foca no controle fitossanitário da sigatoca-amarela, principal doença fúngica que atinge os bananais, e na previsão de perdas. A perspectiva para o encerramento do ciclo aponta para a manutenção da qualidade comercial da fruta diante de um clima mais ameno, sustentando o fluxo de caixa das pequenas propriedades rurais que formam a base social da atividade no campo.

Fonte: Pensar Agro

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