AGRONEGÓCIO

Mercado Chinês Sofre Maior Queda em Seis Meses Sob Pressões Econômicas

Publicado em

As ações chinesas registraram, nesta terça-feira, a maior queda em um único dia dos últimos seis meses, evidenciando a fragilidade da confiança dos investidores, apesar dos contínuos esforços de estímulo econômico por parte do governo.

Ao final do pregão, o índice de Xangai caiu 1,65%, enquanto o índice CSI300, que agrega as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 2,14%. Esta foi a maior queda em um único dia desde meados de janeiro, interrompendo uma sequência de sete sessões de ganhos consecutivas na segunda-feira. O índice Hang Seng, de Hong Kong, também sofreu uma queda de 0,94%.

As ações de empresas de bebidas alcoólicas e consumo recuaram significativamente, pressionando ainda mais o mercado. A confiança do consumidor permanece abalada após a recente reunião de líderes na semana passada.

Na segunda-feira, a China surpreendeu os mercados ao reduzir uma série de taxas de juros de curto e longo prazos, em uma tentativa de impulsionar o crescimento da segunda maior economia do mundo. Este afrouxamento monetário inesperado, embora não seja suficiente para movimentar o crescimento imediato, envia um forte sinal de que as autoridades estão empenhadas em “expandir ativamente a demanda doméstica”, conforme declarado na terceira plenária da China, utilizando todos os recursos disponíveis, segundo analistas da TD Securities.

Leia Também:  Dólar em Alta Beneficia Exportações de Soja, Mas Queda em Chicago Pode Limitar Efeito

Os investidores, adotando uma postura mais defensiva, continuam a voltar-se para o setor bancário, conforme observação dos analistas do UBS em nota divulgada nesta terça-feira.

Outros Mercados na Ásia-Pacífico
  • Tóquio: O índice Nikkei recuou 0,01%, fechando em 39.594 pontos.
  • Hong Kong: O índice Hang Seng caiu 0,94%, encerrando a 17.469 pontos.
  • Xangai: O índice SSEC perdeu 1,65%, fechando em 2.915 pontos.
  • Shenzhen: O índice CSI300 recuou 2,14%, terminando a 3.439 pontos.
  • Seul: O índice KOSPI teve valorização de 0,39%, atingindo 2.774 pontos.
  • Taiwan: O índice TAIEX registrou alta de 2,76%, fechando a 22.871 pontos.
  • Cingapura: O índice Straits Times valorizou-se 0,70%, fechando em 3.461 pontos.
  • Sydney: O índice S&P/ASX 200 avançou 0,50%, fechando a 7.971 pontos.

A movimentação nos mercados asiáticos reflete a cautela dos investidores diante das pressões econômicas globais e das respostas dos governos às mesmas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

Published

on

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

Leia Também:  Levedura Geneticamente Modificada Transforma Agave em Etanol
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

Leia Também:  Mercado de Milho no Brasil Inicia a Semana com Negócios Desacelerados
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA