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Mercado Chinês Recuam com Expectativa sobre Medidas Fiscais

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As ações chinesas sofreram uma queda acentuada nesta terça-feira, após uma série de avanços que haviam impulsionado os mercados a seus maiores níveis em anos. O movimento reflete a cautela dos investidores, que agora aguardam maiores detalhes sobre o ritmo e a extensão das medidas fiscais do governo para apoiar a segunda maior economia mundial.

No encerramento do pregão, o índice de Xangai registrou uma queda de 2,53%, enquanto o índice CSI300, que abrange as principais empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 2,66%. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve um declínio ainda mais expressivo, com uma desvalorização de 3,67%.

Os mercados chineses vinham em alta desde o final de setembro, impulsionados por uma série de anúncios do governo que alimentaram expectativas de que medidas concretas estavam sendo adotadas para assegurar a meta de crescimento de 5% para este ano. No entanto, o índice CSI300, que acumulou uma alta de 20% desde o fechamento de 23 de setembro, encontrou resistência em romper a barreira dos 4.000 pontos.

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No último sábado, o Ministério das Finanças da China anunciou a intenção de aumentar os empréstimos, mas sem fornecer detalhes sobre quando ou em que magnitude isso ocorrerá. A falta de informações mais precisas tem gerado apreensão entre os investidores, segundo Kenny Ng, analista da China Everbright Securities International, especialmente diante de dados de inflação abaixo do esperado, que sugerem uma demanda fraca por parte dos consumidores.

Desempenho de Outros Mercados Asiáticos

Enquanto a China apresenta um cenário de incerteza, outros mercados asiáticos tiveram desempenhos variados. Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,77%, fechando a 39.910 pontos. Já em Seul, o índice KOSPI registrou uma alta de 0,39%, atingindo 2.633 pontos. Taiwan também apresentou ganhos, com o índice TAIEX subindo 1,38%, para 23.292 pontos.

Por outro lado, Cingapura viu o índice STRAITS TIMES praticamente estável, com uma leve queda de 0,01%, fechando a 3.595 pontos. Já em Sydney, o índice S&P/ASX 200 teve uma valorização de 0,79%, encerrando o dia a 8.318 pontos.

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Hong Kong foi o destaque negativo da sessão, com o índice HANG SENG recuando 3,67%, fechando a 20.318 pontos, refletindo o pessimismo em torno da economia chinesa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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