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Mercado chinês mantém rali de cinco semanas com otimismo sobre negociações comerciais com os EUA

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Alta nas bolsas chinesas impulsiona rali semanal

As bolsas da China estenderam, nesta segunda-feira, uma sequência de ganhos que já dura cinco semanas. O impulso veio principalmente do setor de terras raras, que alcançou o maior patamar em três anos, e do setor de seguros, beneficiado por uma mudança regulatória. O movimento ocorre às vésperas de uma nova rodada de negociações comerciais entre China e Estados Unidos.

Índices asiáticos em destaque
  • Xangai: alta de 0,12%, com o índice SSEC encerrando a sessão em 3.597 pontos.
  • CSI300 (principais empresas de Xangai e Shenzhen): avanço de 0,21%, fechando em 4.135 pontos.
  • Hong Kong: o índice Hang Seng subiu 0,68%, alcançando 25.562 pontos.
Setor de terras raras atinge pico de três anos

O setor de terras raras registrou alta de 1,5%, atingindo um novo pico em três anos. A valorização está ligada à expectativa em torno das conversas entre autoridades econômicas chinesas e norte-americanas, marcadas para ocorrer em Estocolmo. Segundo analistas, as negociações podem resultar na prorrogação da trégua comercial por mais três meses, evitando assim a elevação de tarifas.

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Seguradoras ganham força após ajuste regulatório

Outro destaque do dia foi o setor de seguros, que subiu quase 3% e ficou entre os melhores desempenhos do mercado onshore. O movimento ocorreu após o órgão regulador do setor anunciar um corte na taxa de referência para produtos de seguro de vida, o que pode estimular novas contratações e beneficiar as empresas do segmento.

Expectativas positivas com possível acordo

De acordo com Kinger Lau, estrategista-chefe de ações para a China no Goldman Sachs, “as preocupações dos investidores com os atritos comerciais entre os EUA e a China parecem ter diminuído”. Para o analista, um possível acordo entre os dois países pode funcionar como um gatilho positivo para o mercado acionário chinês.

Desempenho de outras bolsas asiáticas

  • Tóquio (Nikkei): queda de 1,10%, com o índice recuando a 40.998 pontos.
  • Seul (Kospi): alta de 0,42%, atingindo 3.209 pontos.
  • Taiwan (Taiex): avanço de 0,21%, fechando em 23.412 pontos.
  • Cingapura (Straits Times): queda de 0,47%, a 4.241 pontos.
  • Sydney (S&P/ASX 200): ganho de 0,36%, encerrando em 8.697 pontos.
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O cenário asiático reflete uma postura mais confiante dos investidores, com os olhos voltados para possíveis avanços nas relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MBRF amplia receita, bate recorde no 2º trimestre e reforça peso estratégico do Centro-Oeste

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Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs
Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Os resultados também ajudam a dimensionar a importância estratégica do Centro-Oeste para a companhia. As operações da MBRF na região empregam cerca de 20 mil colaboradores, reforçando o impacto da empresa na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico regional.

O Centro-Oeste concentra ainda seis plantas industriais consideradas nesta estrutura, instaladas em Várzea Grande (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Dourados (MS).

A presença regional se estende à logística e distribuição. A MBRF mantém centros de distribuição em Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Brasília, no Distrito Federal.

Mato Grosso ganha protagonismo

Dentro dessa estrutura, Mato Grosso ocupa posição de destaque, reunindo três plantas industriais — Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum — além dos centros de distribuição de Várzea Grande e Cuiabá.

A presença da companhia em alguns dos principais polos do agronegócio brasileiro evidencia a conexão entre produção agropecuária, industrialização, geração de empregos, logística e acesso aos mercados consumidores. É justamente no Centro-Oeste, região central para a produção de proteínas e grãos do país, que a MBRF mantém uma estrutura relevante para sustentar sua plataforma multiproteína.

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No Brasil, o volume vendido pela operação BRF cresceu 4,6% frente ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção de elevados níveis de serviço. A integração comercial também permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, uma das principais sinergias proporcionadas pela combinação dos negócios.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 3,8%, com margem de 16,8%.

No consolidado da MBRF, o EBITDA ajustado alcançou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem de 7,9%. O lucro líquido foi de R$ 69 milhões.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

Segundo Miguel Gularte, CEO da MBRF, o desempenho reforça as perspectivas da companhia para os próximos meses. “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

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Sinergias e eficiência

A integração dos negócios gerou R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre, envolvendo frentes comerciais, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual.

Já o programa MBRF+, voltado à melhoria contínua, produtividade e eficiência, gerou outros R$ 328 milhões no período.

A companhia também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre e mantém o foco na melhoria da conversão de caixa e na gestão do capital de giro.

No mercado internacional, os resultados também avançaram. A Sadia Halal atingiu receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6%, e EBITDA ajustado de US$ 95 milhões, alta de 104,3%, alcançando margem recorde de 16,1%.

Na América do Sul, as operações de bovinos registraram receita líquida de R$ 6,389 bilhões, avanço de 26,4%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, reúne 130 mil colaboradores no mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes.

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