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Mercado Brasileiro de Trigo Ganha Fôlego com Aumento da Demanda Interna

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O mercado de trigo no Brasil apresenta maior movimentação nos últimos dias, impulsionado por uma crescente demanda de estados brasileiros pelo produto oriundo da região Sul. Segundo o analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, as indicações nominais de compra no Rio Grande do Sul variam entre R$ 1.280 por tonelada (FOB) e R$ 1.350 por tonelada (CIF). “A perspectiva de uma possível escassez de trigo de alta qualidade sustenta uma tendência de alta para os próximos meses”, destacou.

No Paraná, os preços seguem uma dinâmica diversificada. Vendedores sem urgência de liquidez chegam a pedir até R$ 1.500 por tonelada, enquanto compradores mais pressionados indicam valores entre R$ 1.350 e R$ 1.450 por tonelada (CIF), dependendo das condições de mercado e da capacidade de armazenagem.

Impactos da Safra e do Câmbio

O avanço da colheita de milho, prevista para fevereiro, aliado à entrada da safra de soja, deve reduzir a oferta de trigo no mercado, potencialmente pressionando os preços para cima. No entanto, a recente desvalorização do dólar pode limitar a extensão dessas altas, agindo como um fator moderador.

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Produção na Argentina

Na Argentina, a colheita de trigo foi concluída, com produção total de 18,6 milhões de toneladas colhidas em uma área de 6,116 milhões de hectares, de acordo com a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Embora a área plantada inicialmente fosse de 6,3 milhões de hectares, o resultado final reflete uma área efetiva de 5,9 milhões de hectares na safra 2023/24.

Perspectivas Globais para Grãos

O Conselho Internacional de Grãos (CIG) divulgou sua mais recente projeção para a safra global de grãos em 2024/25, estimando a produção total em 2,305 bilhões de toneladas. A previsão anterior, feita em novembro, era de 2,311 bilhões de toneladas.

No caso do trigo, a estimativa permaneceu estável em 796 milhões de toneladas para a próxima safra, mesma cifra prevista para 2023/24. Esses números reforçam a expectativa de estabilidade no mercado internacional, mesmo diante de ajustes pontuais na oferta global.

Considerações Finais

O mercado brasileiro de trigo caminha para um período de maior dinamismo, com preços sustentados pela demanda interna e perspectivas de menor oferta. Paralelamente, as projeções globais apontam para uma estabilidade na produção de grãos, destacando a importância do monitoramento contínuo das condições climáticas e cambiais nos principais mercados produtores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cortes no seguro rural e disputa por crédito elevam tensão entre governo e bancada do agro

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) elevou o tom contra o governo federal nesta semana após o bloqueio de recursos do seguro rural e o avanço de discussões sobre financiamento do setor, ampliando a tensão entre o Congresso e o Executivo em torno da política de crédito e proteção da renda no campo.

O principal ponto de conflito é o contingenciamento de cerca de R$ 461 milhões do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que reduz a capacidade de subsídio às apólices contratadas por produtores em um momento de maior exposição climática e aumento dos custos de produção.

Para a bancada ruralista, a medida compromete a previsibilidade do setor e pode reduzir a adesão ao seguro agrícola, especialmente em culturas mais sensíveis a variações de clima e produtividade. A avaliação dentro da FPA é de que o corte afeta diretamente a gestão de risco do produtor e encarece o financiamento da próxima safra.

A bancada também acompanha com preocupação a tramitação de propostas de renegociação de dívidas rurais aprovadas no Senado, que ainda aguardam posicionamento do governo. Parlamentares ligados ao agro defendem que as medidas deveriam ser tratadas como parte de um pacote integrado de recomposição da capacidade financeira do setor, diante do aumento do endividamento e da elevação dos custos de crédito.

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Na leitura da FPA, o conjunto das decisões recentes indica uma redução do espaço fiscal para políticas de apoio ao agro, o que pode afetar desde o acesso ao crédito até a contratação de instrumentos de proteção como o seguro rural.

O governo, por sua vez, tem argumentado que as medidas precisam ser avaliadas sob o ponto de vista do impacto fiscal, o que tem resultado em sucessivos vetos, bloqueios e revisões de propostas aprovadas no Congresso.

Diante do impasse, a FPA articula no Congresso a recomposição dos recursos do seguro rural e a manutenção das propostas de renegociação de dívidas, com o objetivo de evitar aumento de custo e perda de competitividade do produtor brasileiro na próxima safra.

O embate deve se intensificar nas próximas semanas e se concentrar justamente nos instrumentos de financiamento e gestão de risco da atividade agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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