AGRONEGÓCIO

Mercado Brasileiro de Soja Registra Negócios Pontuais e Foco na Nova Safra

Publicado em

O mercado brasileiro de soja deve registrar, mais uma vez, um dia marcado por negócios pontuais. A Bolsa de Mercadorias de Chicago iniciou o pregão com leve valorização, enquanto o dólar abriu firme frente ao real, mantendo-se acima dos R$ 5,70 e garantindo a competitividade da soja brasileira no cenário exportador.

Na última segunda-feira, as cotações da soja no Brasil oscilaram entre estabilidade e queda. Contudo, segundo a consultoria Safras & Mercado, os preços internos seguem robustos, posicionados bem acima da paridade de exportação, apesar da queda nas cotações nos portos devido à menor disponibilidade do produto. A jornada foi de poucas movimentações comerciais, com exceção de alguns negócios isolados, uma vez que os produtores mantêm foco no plantio da nova safra.

Preços nos Principais Mercados

Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos recuou de R$ 136,00 para R$ 134,00. Na região das Missões, a cotação passou de R$ 135,00 para R$ 133,00 a saca. Já no Porto de Rio Grande (RS), o valor caiu de R$ 144,00 para R$ 142,00.

Leia Também:  Algodão mantém preços firmes apesar de oscilações e cautela no mercado

No Paraná, a saca foi negociada em Cascavel a R$ 139,00, valor levemente inferior aos R$ 140,00 registrados anteriormente, e no Porto de Paranaguá o preço foi de R$ 145,00 para R$ 144,00. Em Rondonópolis (MT), a cotação estabilizou em R$ 149,00. Em Dourados (MS), o valor permaneceu em R$ 140,00, enquanto em Rio Verde (GO), o preço da saca passou de R$ 135,00 para R$ 134,00.

Mercado em Chicago

Os contratos futuros de soja para novembro de 2024 registram alta de 0,17%, a US$ 9,75 3/4 por bushel. O movimento ocorre como uma recuperação técnica após quedas consecutivas nos três pregões anteriores, além de ser impulsionado pela elevação dos preços do petróleo em Nova York. No entanto, as compras são contidas devido ao avanço da colheita nos Estados Unidos e às condições climáticas favoráveis para o plantio no Brasil.

Câmbio e Indicadores Financeiros

No câmbio, o dólar comercial registra alta de 0,49%, cotado a R$ 5,7360. O Dollar Index também apresenta alta, subindo 0,19% a 104,385 pontos.

Leia Também:  Prefeitura participa da abertura do 18º Campeonato de Feirantes do Porto

Os principais índices das bolsas asiáticas encerraram o dia de forma mista: Xangai recuou 1,08%, enquanto o Japão teve alta de 0,77%. Na Europa, o cenário também é misto, com Paris subindo 0,08%, Frankfurt 0,13%, e Londres com queda de 0,04%. O mercado de petróleo apresenta alta, com o contrato WTI para dezembro em Nova York cotado a US$ 68,33 o barril, uma valorização de 1,40%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

Published

on

As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

Leia Também:  Mercado de Café no Brasil Enfrenta Pressão com Preços Fracos
Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

Leia Também:  Ações de Hong Kong caem e mercado da China oscilam com redução do otimismo sobre estímulo
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

Palavras-chave para SEO: Oriente Médio, inflação dos alimentos, agronegócio brasileiro, preço do petróleo, fertilizantes, custos de produção rural, alimentos mais caros, Estreito de Ormuz, commodities agrícolas, mercado agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA